Riscos da obesidade inclui redução da expectativa de vida

A obesidade é relacionada à estética, mas é preciso conscientizar a população de que o maior problema é para a saúde


O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, é um alerta sobre a gravidade do quadro, que é um fator de risco para o desenvolvimento de diversos problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Embora a obesidade ainda seja constantemente relacionada à questão da estética, é preciso conscientizar a população de que o problema traz sérios riscos à saúde. Além de ser um fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, o excesso de peso também tem impacto na expectativa de vida.

Relação entre obesidade e expectativa de vida

Pesquisas realizadas com quase 4 milhões de pessoas ao redor do mundo foram analisadas pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que publicou as principais descobertas no periódico “The Lancet”.

Riscos da obesidade inclui redução da expectativa de vida

Foto: depositphotos

O estudo apontou que os riscos de doença cardíaca coronária, acidente vascular cerebral, doenças respiratórias e câncer aumentaram proporcionalmente em todos os pacientes. A pesquisa concluiu que, quanto maior o IMC (Índice de Massa Corpórea), maiores as chances de desenvolver os problemas de saúde citados. Outro dado preocupante é o de que o risco de morte prematura – entre 35 e 69 anos – nos indivíduos com excesso de peso também aumentou.


Para se ter uma ideia, entre os homens, o risco saltou de 19% nos que tinham peso normal para 29,5% naqueles que apresentavam obesidade moderada; nas mulheres, o risco aumentou de 11% para 14,6%. A pesquisa publicada no “The Lancet” ainda alerta que, no caso de indivíduos com obesidade severa, a redução na expectativa de vida pode ser de até 10 anos.

Campanha “Obesidade é o que você não vê”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade uma doença crônica e o cenário como “uma epidemia de sobrepeso e obesidade”. Com o objetivo de conscientizar a população acerca dos impactos do excesso de peso na saúde, foi criada a campanha “Obesidade é o que você não vê”, que também visa reforçar o fato de que a obesidade deve ser encarada como o que ela é de fato: uma doença.

De acordo com a Dra. Cintia Cercato, endocrinologista e presidente da ABESO, entidade apoiadora da campanha, existe um estigma em torno da obesidade que prejudica o real tratamento da doença. “Ao dizer que ‘só tem obesidade quem quer’ ou que ‘para perder peso, basta comer bem e se exercitar’, todas as causas complexas da obesidade são minimizadas e o excesso de peso passa a ser encarado como opção, o que não é verdade.”, afirma a especialista.

Segundo Rocio Riatto Della Coletta, é necessário que a obesidade seja vista além das questões estéticas e sociais, sendo encarada como questão de saúde pública. Somente assim será possível reduzir os riscos de desenvolver diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas.


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