Pimenta-do-reino: 10 benefícios de seu consumo

Você costuma consumir pimenta-do-reino? Pois saiba que esse condimento traz diversas vantagens para a saúde, especialmente por conter grandes quantidades de vitaminas, minerais e outras substâncias benéficas para o organismo.

Para falar mais sobre esse alimento, o Remédio Caseiro convidou a nutricionista Janiele da Silva Rodrigues que destaca todas as qualidades dessa poderosa especiaria para o organismo.

Segundo a profissional, essa variedade de pimenta é considerada um alimento funcional. Isso porque, esse condimento possui a capacidade de favorecer a perda de peso, promover o bem-estar, melhorar a digestão e também de deixar a pele com uma aparência mais saudável.

Ficou curioso (a)? Continue acompanhando este artigo para descobrir mais sobre esses benefícios para a saúde, os cuidados que se deve ter com a pimenta e ainda algumas receitas fáceis e deliciosas para fazer em casa!

10 benefícios do consumo da pimenta-do-reino

Pimenta-do-reino ou pimenta-preta traz diversos benefícios para a saúde, entre os principais, segundo a nutricionista Janiele Rodrigues, estão as grandes quantidades de vitaminas e minerais.

Pimenta-do-reino moída

Esse tempero é rico em vitaminas A, C, D e do complexo B (Foto: depositphotos)

Isso faz com que o tempero traga ganhos para a saúde como um todo, especialmente no processo de emagrecimento, absorção de nutrientes essenciais e na prevenção de inflamações e alergias.

Confira a seguir as 10 principais vantagens em consumir a pimenta-do-reino diariamente e o modo como ela age no organismo:

  • Rica em vitaminas e minerais
  • É antioxidante
  • Possui propriedades anti-inflamatórias
  • Fortalece o sistema imunológico
  • Melhora a absorção dos nutrientes
  • Auxilia na perda de peso
  • Promove a sensação de bem-estar
  • Estimula a digestão
  • Contém propriedades anticâncer
  • Melhora a aparência da pele

Rica em vitaminas e minerais

De acordo com a profissional de nutrição, essa variedade de pimenta é bastante rica em vitaminas A, C, D e do complexo B, como a B1, B2 e B6. Além de ser fonte de minerais como ferro e cálcio.

Isso faz com que ela seja responsável por manter o bom funcionamento do sistema nervoso, garantir a saúde dos olhos, ossos, pulmões e do coração, principalmente devido à presença do cálcio, que estimula a contração cardíaca.

A nutricionista ainda destaca que em cada porção de 100 gramas de pimenta-do-reino contêm apenas 38 calorias, 5 gramas de açúcares, 10 gramas de proteínas e apenas 0,3 gramas de lipídios ou gorduras.

É antioxidante

Essa variedade de pimenta também é bastante rica em substâncias antioxidantes, entre as principais estão os compostos fenólicos, betacaroteno e o ácido ascórbico, a  já conhecida vitamina C.

Essas substâncias agem impedindo que substâncias conhecidas como radicais livres sejam liberadas no organismo. Esses componentes são produzidos durante o processo de oxidação das células e podem causar diversos danos ao corpo.

Por isso, manter uma dieta rica em antioxidantes pode ajudar a prevenir diversos tipos de doenças e o envelhecimento precoce, além de fazer com que as funções essenciais do corpo mantenham o funcionamento normal do organismo.

Possui propriedades anti-inflamatórias

Segundo a nutricionista, outra vantagem para a saúde no consumo da pimenta é a sua capacidade anti-inflamatória. O que acontece é que essa variedade é rica em piperina, substância que possui um sabor picante e amargo.

No organismo, a piperina impede a liberação de substâncias que dão origem ao processo inflamatório pelos glóbulos brancos, que são as células de defesa e produzem substâncias para conter o avanço de agentes invasores no organismo. No entanto, essas substâncias atingem outros tecidos e criam a inflamação, que é uma forma de parar o avanço das doenças.

Ao impedir que essas substâncias sejam produzidas, a especiaria acaba sendo eficaz no tratamento e prevenção de doenças inflamatórias como artrite, asma e até mesmo alergias. (1)

Fortalece o sistema imunológico

Segundo a nutricionista, a pimenta-do-reino tem a capacidade de fortalecer o sistema imunológico devido a três dos seus componentes. O primeiro deles é a vitamina C, que estimula a produção de novos glóbulos brancos.

Em segundo lugar, existe a presença do pigmento natural betacaroteno, que melhora o tempo de resposta das células de defesa contra invasão de microrganismos nocivos.

Por fim, existe a piperina. A profissional de nutrição informa que essa substância é especialmente benéfica na manutenção do sistema imunológico, principalmente em casos de doenças ou tratamentos imunossupressores, como é o caso da quimioterapia.

Desse modo, consumir essa variedade de pimenta pode ajudar pacientes com câncer a se recuperarem mais rápido dos efeitos negativos do tratamento e ainda ajuda a prevenir diversas outras doenças. (2, 3)

Melhora a absorção dos nutrientes

Consumir a pimenta-preta com frequência também melhora a taxa de absorção de diversos nutrientes. Isso acontece por conta das grandes quantidades das vitaminas B1, B2, C e D, que atuam diretamente na absorção dos alimentos.

Além disso, a piperina também melhora a absorção dos nutrientes, especialmente do cálcio, ferro, vitaminas do complexo B e do betacaroteno. Tudo isso contribui para que a especiaria fosse elevada ao status de alimento funcional. (1)

Auxilia na perda de peso

Como destaca a profissional de nutrição Janiele Rodrigues, essa variedade de pimenta contribui diretamente para a perda de peso, por ser rica em alguns fitonutrientes que ajudam a quebrar as moléculas de gordura.

Além disso, a piperina também apresenta efeitos termogênicos e diuréticos. Ou seja, consegue acelerar o metabolismo ao mesmo tempo em que favorece a diminuição de inchaços através da eliminação de substâncias e líquidos retidos nos tecidos. (1, 4)

Mulher moendo pimenta com pilão

A pimenta preta possui ação termogênica e diurética (Foto: depositphotos)

Promove a sensação de bem-estar

Você alguma vez já percebeu que se sente melhor após consumir uma comida apimentada? No caso da pimenta-do-reino isso acontece por causa da ação da piperina, que estimula a produção de hormônios responsáveis pelo bem-estar, ao mesmo tempo em que diminui a ação dos que são liberados durante o estresse.

Por esse motivo, adicionar a especiaria na dieta pode lhe ajudar a manter uma vida mais leve e saudável. Além disso, é importante destacar que a sensação de bem-estar está relacionada à prevenção de diversas doenças, estresse oxidativo e até mesmo no processo da perda de peso de maneira natural e saudável. (3)

Estimula a digestão

Para quem sofre de maneira constante com a má digestão ou gases estomacais, o consumo da pimenta-do-reino traz diversos benefícios, segundo a nutricionista Janiele. Especialmente porque as vitaminas do complexo B possuem propriedades que estimulam o processo digestivo.

A piperina, por sua vez, estimula a produção do ácido estomacal, da saliva, bile e de enzimas liberadas pelo pâncreas. Na prática, essas ações se completam e favorecem uma rápida digestão e quebra das moléculas de carboidrato e gordura. Além de melhorar o trânsito intestinal e prevenir os incômodos causados pela constipação. (3, 4)

Contém propriedades anticâncer

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a incidência dessa doença não é determinada por um único fator. No entanto, hábitos alimentares saudáveis estão relacionados ao menor risco de desenvolver esse problema. E a pimenta-preta está incluída na lista dos alimentos que devem ser consumidos.

Isso acontece, principalmente, pela presença dos antioxidantes. Ao reduzir os danos causados pelos radicais livres, as mutações celulares são evitadas e isso diminui o risco de desenvolver alguns tipos de câncer.

Além disso, a piperina estimula a ação dos macrófagos, células que comem as outras doentes e evitam que elas se espalhem para as demais partes do corpo.

No entanto, é preciso destacar que a pimenta sozinha não impede completamente o câncer. Portanto, o consumo deve ser associado à uma mudança total dos hábitos alimentares. (1, 3)

Melhora a aparência da pele

Por fim, a nutricionista destaca que a variedade de pimenta contribui para uma melhora da aparência da pele. Por causa, principalmente, das grandes quantidades de betacaroteno e vitamina A, substâncias que protegem a pele contra os danos e ajudam a manter o tom saudável.

As substâncias antioxidantes também atuam nesse sentido, pois diminuem a ação dos radicais livres, que são um dos principais causadores do envelhecimento precoce.

Existem contraindicações?

Como é um ingrediente usado para fins alimentares existem poucas restrições quanto ao uso da pimenta-do-reino. A principal delas é em relação a quantidade consumida, que segundo a profissional de nutrição, não deve ultrapassar meia colher (de chá).

Quando consumida em excesso, ela pode piorar quadros inflamatórios em pessoas que sofrem com gastrite, úlcera gastroduodenal, pancreatite e hemorroidas. Isso acontece “porque a especiaria é capaz de estimular a produção de suco digestivo, que em excesso causa irritação nas mucosas”, como destaca Janiele.

Além disso, pessoas que sofrem com hipertensão arterial também devem ter cuidado com o consumo, pois a pimenta contém efeitos diuréticos que potencializam a ação de medicamentos.

Por fim, grávidas durante o primeiro trimestre de gestação também devem evitar, porque a pimenta pode causar sangramentos e levar, até mesmo, ao aborto espontâneo.

Mito ou verdade: pimenta-do-reino faz mal aos rins?

Verdade, como afirma a nutricionista Janiele, mas apenas quando consumida em excesso.

“Os nossos rins possuem diversas funções, dentre elas a produção de hormônios, absorção de minerais, excreção de toxinas, além dos mais conhecidos: filtragem do sangue e produção de urina”, informa a profissional.

Já a pimenta-preta é rica em cálcio e também possui capsaicina, que é encontrada nas pimentas de uma maneira geral e causa a sensação de ardência. Em excesso, elas podem sobrecarregar os rins e também o sistema gastrointestinal.

No entanto, não pense que é preciso abolir o uso dela na alimentação. Isso porque, a pimenta traz mais benefícios do que malefícios. Portanto, basta apenas usar com cautela.

Como usar em receitas?

A pimenta-do-reino é um dos temperos mais usados no mundo, principalmente por não ser tão ardida quanto as outras variedades e por possuir um sabor mais discreto, que combina com uma infinidade de pratos.

Dito isso, você pode usá-la na preparação de carnes vermelhas e brancas, como frango e peixes. Além disso, é apropriada para compor molhos de salada, sopas e até mesmo churrascos e pratos à base de queijo.

Carne assada com pimenta

Além de temperar proteína animal, essa especiaria também combina com saladas e sopas (Foto: depositphotos)

A nutricionista Janiele indica a mistura da pimenta-preta com coentro, açafrão da terra ou cúrcuma, pimenta-vermelha e cominho. Esse combinado de ervas e especiarias dão um sabor incrível aos pratos e ainda potencializa o efeito individual de cada um dos ingredientes.

Mas os grãos da pimenta demandam alguns cuidados com relação ao armazenamento e uso. Por exemplo, deve-se mantê-los em um local seco e sem contato direto com o sol. Além disso, é importante moer os grãos no momento do uso, caso contrário ele pode perder as suas propriedades.

Afinal, o que é a pimenta-do-reino?

A pimenta-do-reino, também conhecida no Brasil como pimenta-preta ou pimenta-bolinha, é nada mais do que o fruto da planta Piper nigrum, que é nativa do Nordeste da Índia.

Ela é uma trepadeira perene, mas por ser um planta de clima tropical se acostumou bem ao clima brasileiro. Atualmente, ela é considerada “o rei dos temperos”, por ser uma das pimentas mais usadas em todo o mundo.

A especiaria pode ser comercializada e utilizada de quatro maneiras diferentes, que variam de acordo com o modo de colheita, são elas: a preta, tipo mais comum e proveniente dos frutos maduros e secos ao sol; a pimenta-branca, que são os frutos maduros descascados; o tipo pimenta-verde, que são os grãos imaturos; e a pimenta-vermelha, que são os frutos maduros, mas sem passar pelo processo de secagem ao sol. (2, 3)

*Artigo feito com a colaboração da nutricionista Janiele da Silva Rodrigues (CRN-6: 22785/P).

Referências

(1) BUTT, Masood et al. “Black pepper and health claims: A comprehensive treatise“. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, v.53, n.9, p.875-886, 2013. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/10408398.2011.571799. Acesso em 19 de maio de 2019.

(2) CARNEVALLI, Denise Bertin; ARAÚJO, Ana Paula Serra de. “Atividade Biológica da Pimenta Preta (Piper nigrun L.): Revisão de Literatura“. Uniciências, v.17, n.1, p.41-46, 2013. Disponível em: http://dx.doi.org/10.17921/1415-5141.2013v17n1p%25p. Acesso em 19 de maio de 2019.

(3) DAMANHOURI, Zoheir A.; AHMAD, Aftab. “A Review on Therapeutic Potential of Piper nigrum L. (Black Pepper): The King of Spices“. Medicinal & Aromatic Plants, v.3, n.3, 2014. Disponível em: http://dx.doi.org/10.4172/2167-0412.1000161. Acesso em 19 de maio de 2019.

(4) MEGHWAL, Murlindhar; GOSWAMI, T.K. “Piper nigrum and piperine: a update“. Phytotherapy Research, v.27, p.1121-1130, 2013. Disponível em: 10.1002/ptr.4972. Acesso em 19 de maio de 2019.

Sobre o autor

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Jornalista (Mtb-PE: 6770) com formação completa no curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo (UniFavip-DeVry). Experiência prática de dois anos em produção jornalística para TV e rádio. Atualmente atua na área de redação para web, nas áreas de educação, beleza e saúde alternativa. Além da formação no curso superior, possui experiência em produção de vídeo, diagramação de livros e revistas e marketing.