Chocolate: benefícios, como consumir e receitas saudáveis

Há quem não conheça os benefícios do chocolate, por isso ele é um alimento adorado e temido ao mesmo tempo. Mas segundo a ciência, esse doce pode fazer bem para saúde, desde que seja consumido moderadamente e da forma correta.

Os benefícios do chocolate aumentam conforme a quantidade de cacau usado na composição. Por isso, cada dia mais aumenta o número e variedade de chocolates amargos à venda, já que estes possuem mais cacau e menos gorduras.

Sem mais delongas, conheça abaixo todas as principais informações sobre os benefícios e malefícios do chocolate. Desse modo, temos certeza de que você vai começar a ver o chocolate com outros olhos… Ou melhor, com outro paladar! Confira!

Quais são os benefícios do chocolate?

Os chocolates amargos e meio amargos têm benefícios saudáveis comprovados pela ciência, como o combate aos radicais livres, às inflamações e ao colesterol ruim. Confira a seguir, mais detalhadamente, esses e outros efeitos do doce!

Calda de chocolate

Os chocolates são ricos em substâncias antioxidantes, oferecendo benefícios diversos ao organismo (Foto: depositphotos)

Combate os radicais livres

Estudos científicos e análises feitas em laboratório mostram que os chocolates amargos são antioxidantes (1, 2). Desse modo, os chocolates são capazes de diminuir ou inibir a ação dos radicais livres, substâncias malignas que impedem o ciclo de vida saudável das células e podem aumentar o risco de várias doenças.

Câncer, Alzheimer, Doença de Parkinson, diabetes, hipertensão e outras várias doenças degenerativas e autoimunes podem ter o risco diminuído após o consumo constante de alimentos antioxidantes.

Combate inflamações

O chocolate amargo também é anti-inflamatório, de acordo com um estudo realizado na Itália (1). A pesquisa mostra que a composição do “dark chocolate” (chocolates escuros, com menos leite e mais cacau), é rica em polifenóis e substâncias que combatem as inflamações.

Melhora o humor

Todo mundo já ouviu falar que comer chocolate nos deixa felizes. O que acontece, na verdade, é que esse alimento (qualquer um, desde que seja dos escuros) são capazes de melhorar o humor (3).

Estimula a mente e o corpo

As análises laboratoriais sobre o chocolate puro e meio amargo apontam que os mesmos são estimulantes, pois contém certo grau de cafeína e teobromina (2). Essas substâncias são provenientes do cacau.

Sendo assim, o consumo dos chocolates saudáveis podem ajudar a treinar e estudar melhor, além de serem ideais em dias de mau-humor ou indisposição.

Reduz o colesterol ruim

Pouca gente sabe, mas os chocolates amargos também podem ser usados para auxiliar no tratamento do colesterol ruim, conhecido como LDL (2). Isso se deve à sua composição rica em polifenóis. Mas lembre, use com bastante moderação, senão o efeito é contrário.

Protege o coração

O mesmo conjunto de substâncias saudáveis que faz o chocolate amargo reduzir o colesterol faz também o sangue circular melhor nas veias e artérias (2, 4). Além disso, esse benefício é ótimo para diminuir o risco de doenças cardíacas, protegendo assim o coração.

É bom na terceira idade

Graças aos benefícios para o coração e seu efeito estimulante, o chocolate amargo é bastante recomendado na terceira idade (1). Além disso, o estudo mostra que o chocolate amargo escuro é ótimo para a capacidade neurovascular, o que protege o cérebro contra doenças comuns em idosos.

Quais são os malefícios?

Apesar dos benefícios, também existem malefícios dos chocolates. Vale lembrar que esses são malefícios causados pelo chocolate ao leite ou pelos chocolates amargos quando são consumidos de forma exagerada. Confira:

É calórico

O chocolate ao leite é feito com a massa e a manteiga do cacau, portanto, traz consigo um pouco de calorias acima do recomendado para dietas de emagrecimento (2,5). Contudo, quando mais porcentagem de cacau houver no chocolate, menos ele engorda. Opte pelos amargos, de preferência, os acima de 70% de cacau.

Pode estimular a oleosidade da pele

É comum ouvir as pessoas falando que “comer chocolate dá espinhas” e isso é uma meia-verdade. O que acontece é que o chocolate comum possui gorduras provenientes do leite, da manteiga de cacau e dos açúcares.

Tudo isso estimula a produção sebácea, o que pode causar entupimento dos poros e a inflamação conhecida como espinha. O estudo ainda relaciona o consumo exagerado de chocolate com a acne observada em homens e mulheres (6).

Como fazer chocolate caseiro saudável?

Você já pensou em fazer o seu próprio chocolate saudável e caseiro? Bom, se você tem interesse nisso, vamos te mostrar a melhor receita para o chocolate caseiro! Confira:

  1. Em uma panela, adicione ½ kg de cacau em pó e 1 kg de açúcar mascavo ou demerara. Misture bem
  2. Em seguida, adicione 1 litro de leite integral e leve ao fogo médio. Mexa sem parar até que fique homogêneo e o chocolate comece a soltar do fundo da panela. Após isso, desligue o fogo
  3. Continue mexendo pelos próximos 3 a 5 minutos
  4. Em seguida, leve a mistura para uma travessa/assadeira untada com manteiga e espere esfriar
  5. Por fim, quando o chocolate tiver endurecido, corte em tabletes e guarde em um pote fechado na geladeira. Consuma em até 2 semanas.

Você também pode usar o leite desnatado ao invés do leite integral. Contudo, não use açúcar branco ou de confeiteiro nessa receita, pois são açúcares refinados que não fazem bem para a saúde.

Como fazer chocolate caseiro em pó?

Para conseguir fazer um bom chocolate caseiro em pó, você deve seguir os procedimentos 1 e 2, citados no tópico anterior. Após desligar o fogo, continue mexendo até esfriar totalmente. Isso vai fazer com que ele fique com a textura granulada.

Por fim, passe esse granulado em uma peneira fina ou use um processador para transformar o chocolate em pó.

O que é chocolate?

Na receita básica e clássica, o chocolate é o resultado da junção do cacau, leite e açúcar. Desse modo, pode ser encontrado em diversos formatos e texturas: barra, bombons, trufas, calda e recheios.

De acordo com o Ministério do Turismo do Brasil, uma pesquisa do Ibope apontou que 75% dos brasileiros consomem chocolate no país. Deste percentual, 61% dos consumidores compram o chocolate pelo sabor, satisfação e prazer que o mesmo proporciona. Sendo assim, os 14% restante consomem o chocolate pelos benefícios para saúde ou motivos diversos.

Um dos grandes empecilhos do consumo de chocolate é que ele é associado ao ganho de peso, espinhas e vários malefícios. Realmente, o chocolate ao leite é rico em gorduras e açúcar, trazendo esses malefícios quando consumido em excesso. Mas, por outro lado, os chocolates amargos podem ser bastante saudáveis.

Qual é o tipo de chocolate mais saudável?

É bem simples descobrir qual é o chocolate mais saudável. Para isso, basta observar qual é o teor de cacau e ler no rótulo a composição do produto.

Barra de chocolate

Chocolate branco, ao leite e amargo são os tipos mais conhecidos desse doce (Foto: depositphotos)

Quanto menos ingredientes, mais saudável é o chocolate. Sendo assim, veja quais são os chocolates mais saudáveis e os demais tipos desse mesmo produto:

  • Chocolates amargos (de 51% a 100% de cacau): são os mais saudáveis, sendo o 100% cacau o tipo mais saudável de chocolate. É rico em antioxidantes e são os que possuem menos açúcar, pois têm apenas o açúcar natural do cacau. Seu sabor é bem forte e marcante
  • Chocolates meio amargos (de 35% a 50% de cacau): possui menos açúcar que o chocolate tradicional. É uma opção perfeita para quem não gosta do sabor amargo das opções mais saudáveis, mas não quer consumir o chocolate comum. Como o nome já diz, tem o sabor levemente amargo e adocicado
  • Chocolate ao leite (de 10% a 25% de cacau): inclui cacau sólido, manteiga de cacau e mais de 12% de leite e açúcar. O leite usado é o leite em pó, por isso é o chocolate mais doce. Em compensação, é o menos saudável dos chocolates escuros
  • Chocolate branco: tem leite, açúcar e manteiga de cacau (ou gordura vegetal hidrogenada, a pior de qualidade biológica). Desse modo, não traz benefícios e deve ser consumido com muita moderação
  • Chocolates diet: são chamados assim porque não levam adição de açúcar, mas continuam contendo o açúcar natural do cacau e geralmente apresentam grande quantidade de gorduras que fazem mal
  • Alfarroba: é um ingrediente natural (vagem torrada e moída) que substitui o cacau. Com ele, é possível o consumo por pessoas intolerantes à lactose e ao glúten. Seu gosto é similar ao sabor dos chocolates amargos.

As informações para essa lista foram retiradas do site da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás (5).

Dicas para comprar um chocolate saudável

Na hora de comprar chocolate, alguns cuidados são importantes para garantir que você está comprando um produto de qualidade e o mais saudável possível. Veja as dicas que separamos para que você adquira o melhor chocolate:

  1. Teor de cacau: já falamos e vamos repetir: quanto mais cacau melhor para a saúde
  2. Quantidade de açúcar: procure as versões sem açúcar ou adoçado com açúcar natural. É possível encontrar essa informação no rótulo
  3. Tipo de gordura: nunca compre se houver gordura hidrogenada na composição, pois é uma gordura que faz mal e anula os benefícios do chocolate
  4. Verifique o prazo de validade
  5. Embalagem em boas condições: não compre se houver furos,  rasgos ou sinais de que a embalagem foi aberta
  6. Veja o rótulo: se não há prazo de validade e lista de ingredientes, por exemplo, não compre.

Qual é a quantidade diária recomendada de chocolate?

Por fim, mas não menos importante, uma pergunta bastante comum para os chocólatras: qual a quantidade de chocolate que podemos comer por dia?

Na verdade,  o chocolate não é um alimento que deve ser consumido todos os dias. Instituições de saúde, como o Ministério da Saúde Brasileiro, apontam que o chocolate deve ser consumido uma ou duas vezes por semana, em pequenas quantidades e deve ser do tipo amargo (7).

São muitos os malefícios para quem consome muito chocolate todos os dias. Além de contém açúcar, pois o próprio cacau possui frutose, o chocolate em excesso pode causar obesidade e mal-estar.

Referências

  1. MAGRONE, T., RUSSO, M. A., JIRILLO, E. “Cocoa and Dark Chocolate Polyphenols: From Biology to Clinical Applications“. 2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28649251. Acesso em 23 de maio de 2019.
  2. COMISSÃO EXECUTIVA DO PLANO DA LAVOURA CACAUEIRA (CEPLAC). “Receitas caseiras: derivados do cacau“. Disponível em: http://www.ceplac.gov.br/radar/chocolate_caseiro.htm. Acesso em 23 de maio de 2019.
  3. CHAN, K. “A clinical trial gone awry: the Chocolate Happiness Undergoing More Pleasantness (CHUMP) study“. 2007. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18056618. Acesso em 23 de maio de 2019.
  4. LEE, Y. et al. “Effects of Dark Chocolate and Almonds on Cardiovascular Risk Factors in Overweight and Obese Individuals: A Randomized Controlled-Feeding Trial“. 2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29187388. Acesso em 23 de maio de 2019.
  5. SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE GOIÁS. “Chocolate é saudável, mas pede moderação na Páscoa”. Governo de Goiás. 2019. Disponível em: http://www.saude.go.gov.br/chocolate-e-saudavel-mas-pede-moderacao-na-pascoa/. Acesso em 23 de maio de 2019.
  6. VONGRAVIOPAP, S., ASAWANONDA, P. “Dark chocolate exacerbates acne“. 2016. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26711092. Acesso em 23 de maio de 2019.
  7. MINISTÉRIO DA SAÚDE. “Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição: Material de apoio para profissionais de saúde“. Universidade Federal de Minas Gerais. Brasília. 2016. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/desmistificando_duvidas_sobre_alimentação_nutricao.pdf. Acesso em 23 de maio de 2019.

Sobre o autor

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24 anos, é jornalista e produtor de conteúdo especializado. Atua com produção jornalística há 4 anos. Vencedor do prêmio de empreendedorismo digital “Academic Winner 2017”, promovido pela DeVry University na Califórnia, Estados Unidos. Tem no currículo trabalhos em emissoras de televisão, jornal impresso, revistas e internet. É pernambucano e tem como hobbies escrever, jogar videogames, cinema e estudos sociais.