Xilitol: o que é, benefícios e malefícios

O xilitol parece com açúcar no gosto e na aparência, mas oferece mais benefícios. Conheça

Você sabe o que é o xilitol? Nesse artigo você vai entender melhor sobre esse ingrediente, para que ele serve e quais seus benefícios e malefícios para a saúde. Confira a seguir!

Apesar de saborosas, comidas muito adocicadas estão relacionadas a vários problemas de saúde: diabetes, obesidade, condições cardíacas, cárie, inflamações e até distúrbios cognitivos. Os açúcares refinados podem ser classificados como antinutrientes, já que consomem diversas substâncias do nosso corpo para que possam ser metabolizados.

Para quem está em busca de uma dieta com alternativas menos danosas, entretanto, pode ser um desafio encontrar algo capaz de substituir o açúcar, tanto no sabor, quanto nas necessidades do organismo.

Por liberar dopamina (um neurotransmissor responsável pelas sensações de bem-estar e prazer), a substância é considerada viciante e sua ausência pode levar a picos de estresse e ansiedade.

Grãos de xilitol

Apesar de ter um sabor semelhante ao açúcar regular, o ingrediente contém 40% menos calorias (Foto: depositphotos)

Por isso, muitas organizações de saúde têm recomendado uma alternativa natural: o xilitol. O ingrediente parece com açúcar no gosto e na aparência, mas será mesmo que é a melhor opção?

O que é xilitol?

O xilitol é uma substância capaz de estimular os receptores do sabor doce na língua e é considerado um adoçante natural por ser extraído das fibras de plantas como ameixa, milho e framboesa. Além disso, pode ser produzido, em pequenas quantidades, pelo corpo humano, por meio do metabolismo normal.

Apesar de ter um sabor semelhante ao açúcar regular, o ingrediente contém 40% menos calorias. Para se ter uma ideia, o açúcar normal tem 4 calorias por grama, enquanto o xilitol tem apenas 2,4.

Por isso, é comum encontrar essa substância em alimentos voltados para portadores de diabetes e complexos vitamínicos, além de itens de higiene bucal e perfumes.

No entanto, isso não quer dizer que a alternativa seja necessariamente nutritiva. Mesmo com a redução de calorias, a substância não possui vitaminas, minerais ou proteínas.

Como o adoçante xilitol é feito?

A substância do xilitol é extraída de frutas, vegetais e cogumelos e está presente em árvores como a bétula e o vidoeiro. Além disso, pode ser produzida a partir de um processo industrial de transformação de uma fibra vegetal chamada xilana e por meio da metabolização da xilose por ação de leveduras.

No entanto, o produto que chega à mesa dos consumidores não é tão natural. Para ser comercializado, ele passa por etapas que envolvem o uso de carvão ativado, óxido de cálcio, ácido fosfórico e até mesmo ácido sulfúrico.

Só depois desse processo, o xilitol se transforma na substância em pó que é vendida nas lojas especializadas.

Veja também: Açúcar: saiba como substituí-lo da dieta de forma saudável

Quais os benefícios do xilitol?

Além de ser uma versão menos calórica do açúcar, o xilitol está relacionado a vários benefícios para a saúde, podendo facilitar na produção de colágeno (o que pode ajudar a neutralizar os efeitos de envelhecimento na pele) e na proteção conta a osteoporose. Por ter zero de frutose, a substância não possui nenhum dos efeitos nocivos do açúcar.

Outra vantagem do xilitol está relacionada à saúde bucal. Muitos dentistas chegam a recomendar o consumo de gomas de mascar que possuem a substância, devido ao seu potencial de matar bactérias nocivas, reduzindo as cáries, a formação de placas, as inflamações na gengiva e a acidez na saliva.

Como a boca, o ouvido e o nariz estão interligados, a morte dessas bactérias também ajuda a evitar infecções de ouvido, especialmente durante a infância. Um dos estudos realizados na área mostra que crianças com infecções recorrentes conseguiram reduzir a taxa de ocorrências em 40%, depois de mascar chicletes com xilitol diariamente.

A substância também possui outros pontos positivos, como a elevada estabilidade química e microbiológica, que oferece resistência ao crescimento de microrganismos, e a capacidade de alimentar as bactérias benéficas do intestino, oferecendo efeitos prebióticos.

Além disso, ela é utilizada no tratamento de lesões nos rins e na prevenção de infecções pulmonares.

Xilitol ou stevia. Qual a diferença entre eles?

Uma outra alternativa natural para substituir o açúcar é a stevia. A substância, que é extraída de uma planta chamada stévia rebaudiana, tem se popularizado tanto quanto o xilitol por ter um poder adoçante 300 vezes superior ao açúcar, mas apresenta alguns efeitos colaterais que podem gerar um resultado contrário ao esperado.

Um estudo realizado no Canadá apontou que o consumo da stevia pode estar associado ao aumento dos riscos de obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde. Além disso, a pesquisa não identificou um resultado consistente que associasse o uso da substância à perda de peso.

Outra desvantagem da stevia em relação ao xilitol é que ela não pode ser utilizada em bebidas quentes, como café e chá. Em altas temperaturas, a substância pode ser alterar bioquimicamente e formar compostos potencialmente cancerígenos.

Xilitol em tigela

O xilitol está presente em árvores como a bétula (Foto: depositphotos)

Xilitol faz mal? Descubra!

Apesar de apresentar vários benefícios para o corpo, o xilitol deve ser consumido de forma moderada. A recomendação é que a ingestão máxima seja de 60g diários e que, de preferência, o consumo aconteça de forma espaçada, com um máximo de 20g por refeição.

Isso porque doses maiores podem causar efeito laxativo, provocando gases, distensão abdominal e diarreia. Além disso, o estômago acaba ficando mais irritadiço, o que pode afetar diretamente pessoas que tem intolerância a glúten ou a lactose.

Esses efeitos, no entanto, são incomuns e só ocorrem em casos de consumo exagerado. Por isso, não é possível dizer que o adoçante em si é prejudicial à saúde humana. Além de ser aprovado pela Anvisa, o xilitol também é considerado seguro por agências reguladoras norte-americanas e pela Organização Mundial da Saúde.

Alguns estudos apontam, ainda, que o corpo parece se adaptar bem à substância. Assim, é recomendado aumentar as doses de ingestão lentamente, permitindo que o organismo tenha algum tempo para se adaptar à sua composição. Nesses casos, as chances de ocorrência de algum efeito negativos são praticamente nulas.

Uma preocupação válida, entretanto, é em relação ao processo de industrialização utilizado para a produção do xilitol comercializado. Algumas marcas realizam a “hidrogenação” da xilose, um processo químico que pode envolver um catalisador, como níquel.

A presença dessa substância e a realização desse procedimento podem causar efeitos colaterais como:

  • Alergias cutâneas
  • Ataques de asma
  • Câncer
  • Dermatite
  • Diabetes
  • Disfunção hepática
  • Distúrbios pulmonares
  • Doença de Alzheimer
  • Erupção cutânea
  • Indigestão
  • Irritabilidade comportamental
  • Obesidade
  • Problemas renais
  • Transtorno depressivo

Por isso, o ideal é verificar a embalagem do xilitol antes de comprá-lo para se certificar que o produto não passou por essa alteração química.

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Cuidados com os animais

Se no corpo humano o xilitol apresenta resultados positivos e poucos efeitos colaterais, a realidade é outra no que se trata de animais domésticos. A recomendação vale principalmente para quem tem cães, mas o ideal é evitar que qualquer bichinho tenha contato com a substância.

Em espécies não primatas, o adoçante pode ser extremamente tóxico. Mesmo em pequenas quantidades, o xilitol pode levar os animais a liberarem insulina rapidamente, diminuindo os níveis de açúcar no sangue.

Dependendo do tamanho do animal e da quantidade consumida, esse processo, chamado de hipoglicemia, poderá acontecer no período entre dez e sessenta minutos após a ingestão, causando danos permanentes e, até mesmo, a morte do animal.

O xilitol pode ser consumido por pessoas diabéticas?

Por conter menos calorias que o açúcar, o xilitol é uma opção comum para os diabéticos. Apesar disso, é válido lembrar que a substância não tem efeito nulo sobre a glicemia e ainda pode causar um pequeno impacto nas taxas de glicose no sangue.

Assim, é importante procurar orientação médica para entender como a substância irá se comportar no seu corpo. Em todos os casos, também é preciso lembrar de utilizar o adoçante com moderação e de se manter atento às medições glicêmicas para evitar oscilações bruscas.

Estudos preliminares apontam, entretanto, que a substância tem melhorado os sintomas da diabetes, então é válido considerá-la como uma alternativa.

Em quais receitas o xilitol pode ser utilizado?

O xilitol é um dos adoçantes naturais que pode ser utilizado de mais formas. Além de aguentar temperaturas mais altas, podendo adoçar chás e cafés, ele ,,, podendo ser utilizado na mesma proporção.

Ou seja, em receitas que você utilizaria uma colher de açúcar, é possível utilizar a mesma quantidade de xilitol. Outro diferencial é que ele é o único adoçante natural que possibilita a formação de calda, que pode ser utilizada em bolos e outros doces.

Além disso, sua versatilidade possibilita que seja usado em receitas de produtos de higiene caseiros, como cremes dentais e enxaguantes bucais com alta durabilidade e grande potencial de combate às cáries.

Onde comprar xilitol? Quanto custa?

Agora que você já sabe todas as propriedades benéficas dessa substância, deve estar se perguntando onde é possível adquiri-la. Em supermercados tradicionais, é difícil encontrar o xilitol nas prateleiras, mas ele tem se tornado cada vez mais comum nas lojas especializadas.

Nos mercados voltados para alimentação saudável, é possível encontrar o quilo desse adoçante por valores que variam entre R$ 50 e R$ 60. Além disso, os estabelecimentos costumam disponibilizar opções com uma quantidade menor do produto para que você possa experimentar antes de adquirir as versões mais caras.

Utilizando o xilitol

Depois de conhecer todos os detalhes e benefícios do xilitol, aí vai uma dica extra! Antes de incluir o ingrediente no seu dia a dia, é aconselhável que o médico seja consultado.

Isso vai garantir que ele proporcione o melhor para o paciente. Isso depende diretamente da condição dele, seja em relação a saúde ou necessidade.

Sobre o autor

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Formado em Jornalismo pela UniFavip | Wyden. Já trabalhou como repórter e editor de conteúdo em um site de notícias de Caruaru e em três revistas da região. No Jornal Extra de Pernambuco e Vanguarda de Caruaru exerceu a função de repórter nas editorias de Economia, Cidades, Cultura, Regional e Política. Hoje é assessor de imprensa do Shopping Difusora de Caruaru-PE, Seja Digital (entidade responsável pelo desligamento do sinal analógico no Brasil), editor da revista Total (com circulação em Pernambuco) e redator web do Remédio Caseiro.