Verbena: o que é e para que serve a planta e a flor

As delicadas flores da verbena rendem um chá repleto de propriedades medicinais importantes para a saúde, como a ação relaxante. Por essa razão, é indicado para quadros de ansiedade e estresse. Além disso, a infusão ainda age contra febres, micróbios e ainda é antioxidante.

Além do chá, pode ser extraído da planta um óleo essencial com características e benefícios próprios. Mas, assim como qualquer remédio, seja ele natural ou não, essas versões possuem contraindicações e efeitos colaterais.

Flores e ramos de verbena lilás
Um dos benefícios da verbena é agir contra os sintomas típicos da gripe: dores, tosse e febre (Foto: depositphotos)

Verbena: para que serve?

Os remédios naturais feitos com essa erva servem para tratar problemas internos, como distúrbios no sistema gastrointestinal, e externos, a exemplo de ferimentos leves.

Reforça a imunidade

A atividade de neuroproteção dessa planta contribui com o sistema imunológico, reforçando a imunidade. Por essa razão, ela pode ser eficaz para tratar os sintomas da gripe como a febre, dor de cabeça, dor muscular, dor de garganta e tosse. (1,2)

Combate problemas digestivos

Diarreias, úlceras estomacais e outras desordens gastrintestinais podem ser tratadas com o uso das flores da verbena. Toda a planta é benéfica no caso de doenças diarreicas, incluindo aquelas com componente infeccioso.

Isso ocorre por uma razão em específico: o efeito antiespasmódico. Em outras palavras, esse remédio natural promove um relaxamento no músculo liso, principalmente em órgãos tubulares como o tubo digestivo. Dessa forma, ele previne a ocorrência de espasmos tanto no estômago como no intestino. (3,4)

Desintoxica o organismo

O fígado é o principal órgão responsável pela limpeza do corpo humano. Ele filtra as impurezas do sangue e as enviam para serem descartadas pela urina. Em todo esse processo, a planta se faz aliada da saúde, pois desintoxica o organismo, promovendo uma melhor circulação sanguínea e induzindo a secreção de urina. Por tudo isso, ajuda a tratar doenças hepáticas. (1,3)

Relaxa

A verbena é usada popularmente para tratar estresse, insônia, depressão crônica e fadiga nervosa. Além de atuar ainda contra a ansiedade.

Mas, a ciência também defende essas aplicações, uma vez que a erva possui substâncias com atividade de neuroproteção, as quais são chamadas de glicosídeos fenilpropanoides. Isso sem contar na ação ativadora de crescimento neural apresentada por compostos encontrados nela. (1,5,6,7)

Protege as células

Ela ainda possui atividade antioxidante, o que significa dizer que, quando os agentes dessa planta entram no organismo, eles protegem o corpo contra a ação danosa dos radicais livres. Essas moléculas instáveis agridem células saudáveis, dando origem ao envelhecimento precoce e/ou doenças degenerativas como o câncer, mal de Alzheimer, diabetes etc. (7,8)

Combate dores, inflamações e ferimentos

A planta possui ações analgésica e anti-inflamatória. Portanto, pode ser utilizada para tratar dores de cabeça ou nos músculos. Além de servir para cicatrizar ferimentos e queimaduras na pele através da aplicação do conteúdo feito por decocção. (1,2,3,9)

Protege a saúde contra micro-organismos

Tanto as bactérias como os fungos não se desenvolvem em pacientes que usam a verbena. Diversos estudos avaliaram as propriedades antibacteriana e antifúngica dessa planta e os resultados foram sempre favoráveis. Em um deles, realizado em Tunísia, foi possível perceber a ação benéfica dessa erva contra os fungos Fusarium oxysporum e Penicillium chrysogenum, e as bactérias Escherichia coli, Listeria monocytogenes e Salmonella (responsável por causar intoxicação alimentar). (8,9)

Como fazer o chá de verbena

Há duas maneiras de preparar essa bebida e o modo escolhido vai depender do objetivo do tratamento. Por exemplo, a infusão é indicada para tratar febres, diarreias, úlceras estomacais, afecções no fígado e outros problemas internos. Para isso, coloque uma colher (de sopa) do vegetal em um litro de água fervida. Tampe e aguarde por até 5 minutos. Depois é só beber de uma a três vezes por dia.

Já a decocção deve ser feita com a mesma dosagem de água e planta, mas ambos os ingredientes devem ir ao fogo juntos. Aguarde ferver e depois tampe a panela. Use o líquido depois de frio para tratar feridas e afecções externas. (3)

Óleo essencial: outra forma de usar a planta

Frasco com óleo essencial de verbena
O óleo essencial de verbena alivia tensões nervosas e a ansiedade, acalmando o corpo e a mente (Foto: depositphotos)

Além do chá, essa planta também pode ser usada em forma de óleo essencial para tratar problemas de saúde como congestão hepática, distúrbios digestivos, ansiedade, insônia, tensão nervosa e febre. E ele pode ser aplicado de quatro maneiras diferentes: aromatizador, massagem, banho ou escalda-pés.

Para aromatizar, basta colocar de seis a 15 gotas do óleo essencial em água quente. Já se o objetivo for uma massagem relaxante, a dica é misturar 50 ou 60 gotas do óleo de verbena a cada 100 ml de um óleo do tipo carregador, como o de abacate, coco, amêndoas, girassol etc.

Agora se você deseja usá-lo no banho, basta diluir de seis a 12 gotas em um copo com água e shampoo, adicionando tudo isso em uma banheira. Por último, o escalda-pés, que deve ser preparado com água quente para cobrir os pés misturada com três ou seis gostas do produto natural. (10)

Efeitos colaterais e contraindicações

Os efeitos colaterais só são perceptíveis quando há o uso indiscriminado do produto, por exemplo sem orientação médica ou não respeitando os limites das dosagens. Por isso, é recomendado buscar a opinião de um profissional da saúde, mesmo se tratando de um remédio natural. Já as contraindicações limitam-se às grávidas, que devem evitar o uso do chá de verbena e de seu óleo, principalmente nos três primeiros meses de gestação. (6)

Sobre a verbena

Apesar de pouco conhecida, ela pode ser facilmente encontrada em terrenos baldios. No entanto, para usar em chás é ideal que a erva seja colhida ou adquirida em lugares seguros, como farmácias ou lojas de produtos naturais.

Ela é chamada cientificamente de Verbena officinalis L., mas em alguns lugares do Brasil a erva pode ser conhecida por outros nomes, sendo esses os mais populares: algebrado, erva-dos-leprosos, erva-sagrada, gerbão, gervão e jarvão.

Referências

(1) LIU, Zhen; et al. “Simultaneous determination of four bioactive compounds in Verbena officinalis L. by using high-performance liquid chromatography”. Pharmacognosy Magazine, 2012. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3371439/. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(2) MEDIETA, Marjoriê da Costa; et al. “Plantas medicinais indicadas para gripes e resfriados no sul do Brasil”. Revista Eletrônica de Enfermagem, 2015. Disponível em: https://www.fen.ufg.br/revista/v17/n3/pdf/v17n3a19.pdf. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(3) Governo de Chile. “Verbena”. Protege, Rede de Protección Social, Ministerio de Salud. Disponível em: https://www.minsal.cl/portal/url/item/7d9a8480e08d1613e04001011e01021b.pdf.Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(4) SISAY, Mekonnen; BUSSA, Negussie; GASHAW, Tigist. “Evaluation of the Antispasmodic and Antisecretory Activities of the 80% Methanol Extracts of Verbena officinalis L: Evidence From In Vivo Antidiarrheal Study”. Journal of Evidence-Based Integrative Medicine, 2019. Disponível em: 10.1177/2515690X19853264. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(5) Medicina Complementar. “Verbena- Verbena officinalis”. Disponível em: http://www.medicinacomplementar.com.br/pop_artigo.html?pagina=fi-0352 . Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(6) NETO, Filomena C.; SIMÕES, Mariana Tomé Falcato. “As plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Sub – região do Alto Tâmega e Barroso”. Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. Disponível em: http://www.drapn.min-agricultura.pt/drapn/conteudos/cen_documentos/outros/AltoTam_Barroso.pdf. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(7) SOUZA, Tiago Juliano Tasso de; et al. “Análise Morfo-Histológica e Fitoquímica de Verbena litoralis Kunth”. Departamento de Farmácia Industrial, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Santa Maria, 2004. Disponível em: http://www.latamjpharm.org/trabajos/24/2/LAJOP_24_2_1_7_N000S9D1VY.pdf. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(8) BENZARTI, Saoussen; et al. “Allelopathic and Antimicrobial Activities of Leaf Aqueous and Methanolic Extracts of Verbena officinalis L. and Aloysia citrodora L. (Verbenaceae): A comparative study”. Medicianal & Aromatic Plants, 2016. Disponível em: 10.4172/2167-0412.1000280. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(9) SANCHOOLI, Narjes; et al. “In vitro antibacterial effects of silver nanoparticles synthesized using Verbena officinalis leaf extract on Yersinia ruckeri, Vibrio cholera and Listeria monocytogenes”. Iranian Journal of Microbiology, 2018. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6414745/. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

(10) LASZLO. “Aromaterapia”. 2010. Disponível em: http://laszlo.ind.br/userfiles/%C3%93leos_essenciais_e_seus_usos.pdf. Acesso em: 08 de novembro de 2019.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.

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Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.