Tipos de manchas de pele e como tratar. Fique por dentro do assunto

As manchas podem aparecer no corpo das pessoas quando há produção excessiva do pigmento que dá cor à pele

Certamente você já deve ter se deparado com algum tipo de mancha em determinada região do seu corpo. A julgar pela sua cor, formato ou sensibilidade, você deve ter feito aquele diagnóstico prévio tão normal, antes mesmo de consultar um médico. Para conhecer um pouco mais sobre as manchas, preste atenção nesse texto!

As manchas ou hipercromias acontecem quando há produção excessiva de melanina (pigmento que dá cor à pele), o que confere à região afetada uma coloração mais escura que o restante do tom da pele ao redor. Essa coloração pode ser resultado de fatores externos, como a exposição solar excessiva, traumas na superfície cutânea ou até mesmo a utilização de certos medicamentos e uso de cosméticos inadequados.

Além do mais, alguns fatores internos, como por exemplo, características genéticas, distúrbios endócrinos (hormonais), características raciais ou mesmo fatores de fundo emocional podem ocasionar essas manchas na pele.

De acordo com Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do Centro e Instituto Internacional (CIA) de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica (ABEC), as manchas, também podem ser causadas pela ação de cosméticos.

Tipos de manchas de pele e como tratar cada um. Fique por dentro do assunto

Foto: depositphotos

Com relação ao tipo, elas podem ser, segundo a especialista, melasma (ou cloasma), efélides (ou sardas), hiperpigmentação pós-inflamatória e melanose solar (ou mancha senil). A partir de agora, conheça um pouco mais sobre cada uma delas.

Tipos de manchas

Melasma

Esse tipo de mancha é caracterizada pelas cores escuras ou acastanhadas e padrão bilateral. O melasma afeta, principalmente, mulheres em idade fértil com peles mais morenas e que residem em países de climas quentes. Pode estar localizado em áreas como a região centro facial, mentoniana, buço, malar e até mesmo em todo o rosto.

Essa mancha afeta frequentemente mulheres grávidas, pessoas com propensão genética ou que usam anticoncepcionais à base de estrógeno. “Essas manchas desenvolvem-se e aumentam de intensidade com a exposição solar que é estimulante da formação da melanina”, explica Isabel Piatti.

O melasma classifica-se em epidérmico, quando o depósito de melanina ocorre nas camadas basais e suprabasais da epiderme e, ocasionalmente, entre as células da camada córnea; dérmico, quando atingem a derme superficial e profunda; e misto, quando os dois coexistem no mesmo tecido.

Efélides

Essas variações de machas identificam-se pela cor castanho-clara que aparecem na infância, após exposição solar. “Com frequente caráter hereditário, aparece em ruivos e pessoas de pele clara”, explica Isabel.

Hiperpigmentação pós-inflamatória

Ocorre na pele após traumas ou processos inflamatórios como acne, dermatites, picadas de insetos, queimaduras, entre outros. Também é comum esse tipo de pigmentação em pós-procedimentos com lasers ablativos e mais agressivos, explica a especialista. “Costuma ser frequente nos pós-operatórios (cicatrizes) e os fotótipos mais altos são os que apresentam maior tendência de serem atingidos”, completa.

Melanose solar

Manchas marrons variando de claras a escuras que surgem principalmente no dorso das mãos e antebraços em indivíduos com mais de 40 anos. “Fortemente relacionadas com a exposição solar sem a devida proteção ao longo da vida e com o envelhecimento cronológico, é mais comum em pessoas de pele e olhos claros”, comenta.

Tratamento

Se você apresenta alguma mancha dos tipos especificados anteriormente, saiba que, para se ver livre da maioria delas, existe tratamento. Porém, é necessário que um profissional da área, no caso, um dermatologista, seja procurado para que ele possa realizar exames específicos.

Isabel explica que, quanto mais profunda a localização do pigmento, mais difícil será o tratamento. “Para que o diagnóstico seja o mais preciso possível, é recomendado o uso da Lâmpada de Wood, que permite a visualização desse tipo de lesão e também ajuda a definir em que camada da pele se encontra a hipercromia”, explica.

Combinar cosméticos

Para tratar as hipercromias o ideal, segundo a especialista, é combinar cosméticos que promovam a renovação celular – peelings, inclusive química (ácidos), com despigmentantes e ativos com finalidade inibidora, como os antioxidantes, sempre aplicados por profissionais especializados ou sob orientação dos mesmos.

“Essa sinergia é importante porque, no caso dos ativos de renovação celular expressiva e que provocam descamação, quando você associa o despigmentante, faz com que ele consiga penetrar mais facilmente”, explica. “Já o uso isolado do ácido de renovação celular remove apenas as manchas da camada superficial da pele, sem impedir que o melanócito (célula que produz melanina) continue produzindo pigmento em excesso”, conta.

Sinergia de ativos

Isabel sugere a combinação sinérgica de ativos como a Vitamina C estável e o Ácido Ferúlico, à ação despigmentante de compostos como o Skin Whitening Complex e o Belides. Outro ativo de destaque no tratamento de melasma e manchas inflamatórias é o ácido tranexâmico — por agir nos mensageiros celulares que causam a inflamação e, consequentemente, a mancha.

Cada um deles apresenta uma finalidade específica e muito importante no tratamento da hipercromia, mas Isabel complementa: “Um tratamento completo, para ser realmente completo, deve atuar em todas as etapas da formação da mancha. Não adianta usar produtos com apenas um ou outro ativo, e sim uma sinergia deles, pois é a associação que vai proporcionar o clareamento efetivo, agindo nos diferentes mecanismos e fases da mancha. Por isso indico produtos que contenham os ativos belides, ácido ferúlico, skin whitening complex, TGP2, antipollon e B-white”.

Sobre as fases de formação da mancha, Isabel esclarece que o tratamento deve atuar inibindo a formação da mancha, durante a sua formação e também depois, inclusive na absorção do excesso de melanina que se formou, descolorindo o pigmento já depositado na pele.

Sobre o autor

Formado em Jornalismo pela UniFavip | Wyden. Já trabalhou como repórter e editor de conteúdo em um site de notícias de Caruaru e em três revistas da região. No Jornal Extra de Pernambuco e Vanguarda de Caruaru exerceu a função de repórter nas editorias de Economia, Cidades, Cultura, Regional e Política. Hoje é assessor de imprensa do Shopping Difusora de Caruaru-PE, Seja Digital (entidade responsável pelo desligamento do sinal analógico no Brasil), editor da revista Total (com circulação em Pernambuco) e redator web do Remédio Caseiro.