Saúde dos ossos: 5 fatos que toda mulher precisa saber

A adoção de uma alimentação adequada e a prática de exercícios físicos ajudam a manter os ossos sadios

A mulher desenvolve até 90% de sua massa óssea ao atingir a maioridade, sendo que dos 30 anos até a menopausa, geralmente não há mudanças significativas. No entanto, quando os níveis de estrogênio reduzem, inicia-se uma fase de perda óssea relevante.

Fernando Fachini, médico radiologista do CDB Medicina Diagnóstica, afirma que nunca é cedo demais para adotar medidas que protejam os 206 ossos do corpo. Neste artigo, confira 5 coisas sobre os ossos que toda mulher deveria saber.

Informações importantes sobre os ossos

De acordo com Fernando Fachini, a adoção de uma alimentação adequada e a prática de exercícios físicos são fundamentais para manter os ossos sadios. O médico destaca que a atividade física regular é uma das formas de combater a osteoporose, pois, além de fortalecer os músculos, os exercícios também contribuem para a formação e o aumento da densidade mineral óssea.

Saúde dos ossos: 5 fatos que toda mulher precisa saber

Foto: depositphotos

O médico radiologista lista cinco importantes informações sobre os ossos. Confira a seguir:

1) Um exame de densitometria óssea é importante no climatério.

Fachini afirma que, apesar de a Sociedade Brasileira de Densitometria (SBDens) recomendar o exame a partir dos 65 anos, na fase de transição da menopausa é necessário realizar uma análise cuidadosa da estrutura óssea das pacientes.

O exame avalia dois segmentos ósseos: coluna e fêmur. O médico afirma que, caso seja necessário, o rádio (osso do antebraço) também poderá ser avaliado, ou um estudo do corpo inteiro.

2) Os suplementos podem ser necessários.

De acordo com Fachini, pesquisas têm relacionado a ingestão de cálcio com a redução do risco de fraturas em pessoas com mais de 50 anos. Existem também evidências da necessidade de suplementos de vitamina D para mulheres acima dessa faixa etária. O médico lembra que é preciso fazer todos os exames solicitados e seguir as orientações de um profissional.

3) Os hormônios afetam os ossos.

O médico Fernando Fachini afirma que a queda nas taxas de estrogênio durante a perimenopausa e a menopausa costuma elevar bastante o risco de fraturas. O profissional também destaca que, durante a gestação, a mulher costuma ter perda óssea, mas isso é reposto logo em seguida. No entanto, gestações muito próximas não são recomendadas, pois aumentam os riscos de osteoporose.

4) Obesidade é inimiga dos ossos.

Atualmente sabe-se que o excesso de peso é prejudicial também aos ossos, principalmente quando a gordura está localizada na cintura. De acordo com o radiologista, pesquisadores de Harvard descobriram que mulheres na fase pré-menopausa e que tinham mais gordura visceral também apresentavam redução da densidade mineral óssea.

5) É normal “encolher” um pouco.

Em uma visita de rotina, a paciente pode se surpreender ao conferir o peso e altura. Estar mais baixa é mais comum do que se imagina. Segundo o médico Fernando Fachini, uma das explicações aceitáveis é que os discos intervertebrais se tornam cada vez mais desidratados e comprimidos. Além disso, também pode ocorrer um encurvamento da coluna vertebral.

O caso precisa de mais atenção se a paciente notar que perdeu cerca de 3 ou 4 centímetros em um curto período, pois esse quadro indica que pode haver uma fratura na coluna e indicar osteoporose em estágio avançado.