Quais são os benefícios do óleo de rícino?

Este óleo natural tem se mostrado um protagonista quando o assunto é combater a prisão de ventre

O óleo de rícino é famoso em várias regiões do mundo, mas você conhece os benefícios deste produto natural? Aqui você vai descobrir tudo sobre o óleo de rícino e como fazer para que ele seja um grande aliado da sua saúde e beleza. Confira os benefícios comprovados pela ciência!

O óleo de rícino é o óleo extraído das sementes da mamona (Ricinus communis), uma planta bastante comum no Brasil. Dessa forma, não é um produto difícil de encontrar, diferente do que muitos pensam.

As sementes da mamona contêm entre 40 e 50% de óleo, rico em ácido ricinoleico e, ao contrário das mesmas, não é tóxico, já que a ricina não é solúvel em óleo. Atualmente, o óleo ganhou novo status como importante produto para a economia e para a preservação ambiental, já que pode ser usado como biodiesel.

No ramo da ciência, este óleo natural tem se mostrado um protagonista quando o assunto é combater a prisão de ventre e outros males. Algumas descobertas são recentes, mas o óleo de rícino é uma alternativa médica bem antiga. Apesar do sabor questionável por muitos, o que não se pode questionar são as suas propriedades terapêuticas e medicinais.

Óleo de rícino

A principal ação do consumo do óleo de rícino é seu efeito laxante (Foto: depositphotos)

Descubra todos os benefícios do uso do óleo de rícino para a saúde e bem-estar! Incluir este alimento/produto no dia a dia pode ser o segredo para a vida mais saudável.

Para que serve o óleo de rícino

A mamona é usada medicinalmente, desde o antigo Egito, pelos seus poderes anti-inflamatórios e antioxidantes. Logo, o óleo de rícino (extraído da mamona) já era usado com fins curativos e estéticos mesmo antes de ser considerado um medicamento real. Veja os benefícios do óleo de rícino:

  • É um laxante natural
  • Estimula a menstruação
  • Faz bem para os cabelos
  • Induz o parto
  • Elimina germes, bactérias e fungos
  • Protege o fígado

Neste artigo você verá que todos estes benefícios são comprovados pela ciência. Muitas pessoas duvidam da capacidade natural das plantas e produtos derivados da natureza. No caso do óleo de rícino, a própria ciência médica aponta resultados surpreendentes.

Veja mais sobre cada benefício

Este óleo natural é rico em propriedades medicinais e estéticas, que ajudam na saúde, beleza e bem-estar. Entre os seus principais efeitos positivos estão a ação laxante, suplemento capilar e outros. Confira:

É um laxante natural

Em primeiro lugar, é preciso falar sobre a principal ação do consumo do óleo de rícino: laxante. Este produto é rico em ácido ricinoleico, um ácido graxo capaz de estimular a atividade enzimática. Por sua vez, é responsável por aumentar os movimentos intestinais (1, 2).

É bastante indicado para adultos que sofrem com prisão de ventre. Por se tratar de um produto natural, não possui efeitos colaterais como alguns medicamentos usados com o mesmo propósito.

Seu efeito é tão comprovado que o óleo de rícino muitas vezes é usado como medicamento antes de exames como colonoscopia, onde é necessário apresentar o intestino vazio, livre de excrementos.

Por isso, se o seu problema é prisão de ventre, experimente consumir 1 colher de óleo de rícino ao dia durante num curto período e perceba o seu intestino melhorar deste problema. É um remédio indicado também para casos de prisão de ventre causada por estresse e ansiedade.

Veja tambémAzeite e óleo de rícino podem ser a salvação para os seus cabelos

Estimula a menstruação

Um estudo comprovou que ácido ricinoleico presente na composição do óleo de rícino é capaz de estimular as contrações uterinas (1). Além de fazer a menstruação descer, o óleo pode ser usado para regular o ciclo menstrual, oferecendo a mulher mais controle sobre o seu corpo.

É um produto natural muito usado com esse objetivo em períodos de alterações hormonais, onde o ciclo feminino pode ficar desregulado. Por exemplo, após o fim do uso das pílulas anticoncepcionais.

Por isso, se o seu ciclo está descontrolado, pergunte ao seu médico(a) especialista sobre como usar o óleo de rícino em benefício da sua saúde menstrual.

Induz o parto

Esse benefício é super vantajoso para as mulheres grávidas. Estudos comprovam que o consumo de um pouco de óleo de rícino durante o trabalho de parto ajuda todo o processo a ser mais rápido e tranquilo (1).

É isso mesmo, o óleo de rícino estimula a útero, resultando no aumento as contrações e na abertura do canal para a passagem do bebê.

Mas vale ressaltar que é apenas um pouco de óleo de rícino, cerca de ½ colher (de sopa). Ingerir mais do que isso pode provocar reação intestinal na gestante, o que pode dificultar o parto ao invés de ajudar.

Elimina germes, bactérias e fungos

Um estudo mostrou que o óleo de rícino possui ação antibacteriana e antifúngica (3, 4, 5), inibindo o desenvolvimento destes pequenos agentes patógenos e melhorando a imunidade do organismo.

Se livrar das bactérias é fator importante para uma boa saúde. Quando chamamos as bactérias, vírus e fungos de “agentes patógenos”, queremos dizer que eles causam patologias, ou seja, doenças.

Dessa forma, o óleo de rícino pode ser a chave para higienizar o corpo destas bactérias e possui um sistema imunológico mais forte e defensivo. Afinal, a prevenção é o melhor remédio.

Combate a candidíase

As folhas de mamona são usadas há centenas de anos em Gana, na África, com o objetivo medicinal de tratar a candidíase. Por isso, cientistas realizaram análises para verificar se a planta (assim como o seu óleo de rícino) possui mesmo esse benefício. O resultado foi positivo (5).

De acordo com o estudo, as substâncias da mamona (e consequentemente o óleo de rícino) provocam uma reação inibitória na Candida albicans, agente que provoca a doença.

Dessa forma, o óleo de rícino é um potencial remédio natural para auxiliar no tratamento da candidíase. Além disso, esta descoberta estimulou pesquisadores em todo mundo sobre o potencial desta planta no tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Protege o fígado

Outra descoberta medicinal comprovada pela ciência é a capacidade hepatoprotetora do óleo de rícino (6). Afinal, foram descobertas substâncias que beneficiam o fígado, melhorando o seu funcionamento e diminuindo a incidência de doenças.

Entre as principais vantagens para o fígado está a prevenção da hepatite. Contudo, não pense que o óleo de rícino é o segredo milagroso para manter o fígado saudável. Portanto, consuma alimentos saudáveis e evite o exagero de bebidas alcoólicas e açúcares.

Outros usos para o óleo de rícino

Além dos benefícios do consumo do óleo de rícino, este produto natural também pode ser usado externamente aplicando-o a pele ou aos cabelos, por exemplo. Veja abaixo como usar este óleo com estes propósitos e quais são os benefícios.

Mamona

O óleo de rícino é extraído das sementes da mamona (Foto: depositphotos)

Faz bem para os cabelos

O óleo de rícino também é um produto capilar bastante famoso. Seu uso é tão comum e benéfico que acabou fazendo deste óleo um ingrediente básico para vários produtos capilares de alta qualidade.

O uso de óleo de rícino nas madeixas ajuda a fortalecer os fios, combater a queda, nutrir, higienizar, hidratar e controlar a oleosidade. Além disso, relatos indicam que o óleo de rícino é capaz de ajudar no tratamento de caspa, descamação e coceiras no couro cabeludo.

Veja também: Óleo de rícino para os cabelos

Regula a oleosidade da pele

Na pele, o óleo de rícino é usado para controlar o nível de oleosidade na pele. Se o seu rosto é oleoso, indica-se aplicar o óleo no rosto limpo e deixar agir por 10 minutos duas vezes por semana. Em seguida, enxágue com água corrente.  

O óleo de rícino vai nutrir a pele e hidratá-la, fazendo o corpo perceber que é desnecessário produzir o óleo natural da pele. Alguns relatos também apontam o óleo de rícino como um potencial aliviador de dor quando aplicado sobre músculos e articulações doloridas.

Precauções, contraindicações e efeitos colaterais

Em primeiro lugar, o uso do óleo é desaconselhado às gestantes, pois pode induzir ao parto ou mesmo ao aborto. Mas calma! O óleo de rícino não é considerado um alimento abortivo de fato. Mas, como ele estimula o útero, isso pode causar aborto dependendo do organismo da gestante.

Também não é aconselhado a mulheres que estão amamentando, pois as propriedades laxantes podem passar para o leite materno e causar diarreia nos bebês.

É um alimento natural que deve ser extremamente evitado por pessoas que possuem doenças intestinais, exceto quando recomendado por um médico. O consumo do óleo de rícino pode causar efeitos colaterais negativos e agravar doenças, nesse caso.

Quanto à dosagem, deve-se ter cuidados também, já que, tomado em excesso, pode causar náuseas, vômito, cólicas e diarreias. A dose recomendada ao dia, fica entre meia e uma colher de chá.

Referências científicas

Por fim, veja abaixo as referências científicas usadas na produção deste artigo. O Remédio Caseiro é um site comprometido com informações verdadeiras, conteúdo relevante e, claro, com a sua saúde. Sendo assim, fique sempre bem informado(a) em nossos sites!

Referências

  1. TUNARU, Sorin; et. al. Castor oil induces laxation and uterus contraction via ricinoleic acid activating prostaglandin EP3 receptors. 2012. Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3384204/>. Acessado em: 13/12/2018.
  2. GG, Arslan; I, Eser. An examination of the effect of castor oil packs on constipation in the elderly. 2010. Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21168117>. Acesso em: 13/12/2018.
  3. TAKANO, Eunice Hitomi; et. al. Inibição do desenvolvimento de fungos fitopatogênicos por detergente derivado de óleo da mamona (Ricinus communis). 2007. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/%0D/cr/v37n5/a03v37n5.pdf>. Acesso em: 13/12/2018.
  4. MESSETTI, M. A.; et. al. Estudo do derivado do óleo de ricinus communis l. (mamona) como agente biocida e redutor da viscosidade produzida por leuconostoc mesenteroides em indústrias sucroalcooleiras. 2010. Disponível em <http://www.biologico.sp.gov.br/uploads/docs/arq/v77_2/messetti.pdf>. Acesso em: 13/12/2018.
  5. SUURBAAR, J.; MOSOBIL, R.; DONKOR, A. M.. Antibacterial and antifungal activities and phytochemical profile of leaf extract from different extractants of Ricinus communis against selected pathogens. 2017. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29191226>. Acesso em 13/12/2018.
  6. BABU, P. R.; BHUVANESWAR, C.; SANDEEP, G.; RAMAIAH, C. V.; RAJENDRA, W.. Hepatoprotective role of Ricinus communis leaf extract against d-galactosamine induced acute hepatitis in albino rats. 2017. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28152474>. Acesso em 13/12/2018.

Sobre o autor

24 anos, é jornalista e produtor de conteúdo especializado. Atua com produção jornalística há 4 anos. Vencedor do prêmio de empreendedorismo digital “Academic Winner 2017”, promovido pela DeVry University na Califórnia, Estados Unidos. Tem no currículo trabalhos em emissoras de televisão, jornal impresso, revistas e internet. É pernambucano e tem como hobbies escrever, jogar videogames, cinema e estudos sociais.