Benefícios da melancia

A melancia é uma fruta nutritiva, saborosa e rica em benefícios para a saúde. Além de ajudar no emagrecimento, a melancia possui componentes medicinais que ajudam na digestão, fazem bem para o coração e muitas outras vantagens saudáveis.

Aqui você aprenderá todos os principais benefícios da melancia comprovados pela medicina! Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a melancia é considerada uma das frutas mais completas encontradas na natureza.

Sendo assim, ela é rica em vitaminas e minerais, hidrata o corpo, melhora a imunidade e ainda fornece energia para o organismo humano. Todas essas vantagens são comprovadas pela ciência através de estudos e pesquisas sobre a melancia.

Com o nome científico Citrullus lanatus, o fruto é doce, possui casca verde, polpa vermelha e alto teor de água. Confira os benefícios da melancia para a saúde a seguir!

Principais benefícios da melancia para a saúde

A melancia é uma fruta de fácil agrado ao paladar, sendo uma opção nutritiva e saudável inclusive para crianças e pessoas que não possuem o hábito de consumir frutas.

Melancia fatiada

A melancia auxilia no emagrecimento e ajuda a manter o coração saudável (Foto: depositphotos)

Sua polpa doce é saborosa, mas também rica em benefícios para o organismo. Abaixo, você encontrará um lista com as principais vantagens saudáveis já comprovadas pela ciência.

Ajuda a emagrecer

Antes de mais nada, aproximadamente 92% da composição da melancia é água. Isso significa que a melancia é um alimento com pouco teor calórico, uma vez que estamos consumido, em um pedaço de melancia, uma alta quantidade de líquido natural. Trata-se de um alimento que auxilia na perda de peso.

Em 100 gramas de fruta há cerca de 30 calorias (1), um valor bem baixo para um fruta doce e saborosa. Desse modo, pode ser usada como lanche durante dietas de emagrecimento.

Entretanto, por ser basicamente composta de água e fibras, a melancia não é capaz de gerar muita saciedade em quem começa dietas saudáveis. Nesse casos, opte pela melancia como complementação a um lanche também saudável.

Com o tempo, a melancia sozinha vai ser capaz de saciar o organismo devido às fibras na sua composição. Alguns estudos apontam que as fibras são responsáveis por promover a sensação de saciedade em organismos saudáveis (2).

Faz bem para o coração

A melancia possui em sua composição inúmeras propriedades medicinais que beneficiam o coração de forma direta ou indireta. Por exemplo, há a presença do licopeno, uma substância que, de acordo com a medicina, ajuda a equilibrar o colesterol e a pressão sanguínea (3).

Outro estudo, realizado nos Estados Unidos, comprovou para o mundo que a melancia combate a hipertensão (4), um dos principais problemas de saúde que coloca o coração em risco.

Além disso, uma pesquisa feita também nos EUA associou o consumo da citrulina, presente na melancia, com a melhora da circulação sanguínea, o que também beneficia a saúde cardíaca (5).

Vale ressaltar, ainda, que as doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 31% das mortes de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (6). Por isso, o consumo da melancia não é apenas para o propósito alimentar, mas como um remédio natural protetor da saúde do coração.

Previne o câncer e outras doenças

A composição da melancia é rica em sustâncias antioxidantes, que combatem os radicais livres e, assim, previnem várias doenças graves (3, 4, 5).

Entre as principais doenças que podem ser prevenidas com o consumo de alimentos antioxidantes como a melancia estão o câncer, a diabetes, hipertensão, Alzheimer, Parkinson, doenças degenerativas, envelhecimento precoce e outras.

Os estudos também apontam que os antioxidantes ajudam no combate à inflamações comuns do corpo, o que melhora a saúde de um modo geral. Além disso, algumas pesquisas confirmam que a melancia possui ação anticancerígena (7, 8).

Esse efeito é proveniente, basicamente de duas propriedades: o licopeno (que previne o surgimento de células cancerígenas) e a cucurbitacina (que é investigada pelo o seu efeito anti-tumores).

Ajuda na digestão

Quem nunca viu alguém comendo melancia após o almoço? Quem faz isso está um passo a frente quando o assunto é digestão! Em suma, o que acontece é que a água e as fibras da melancia são comprovadamente saudáveis por facilitar a digestão (2).

Além disso, o consumo das fibras como as que estão presentes na melancia é capaz de melhorar o funcionamento dos intestinos, o que ajuda na prevenção de doenças e da obesidade (9).

Protege a saúde dos olhos

Esse é um daqueles benefícios que poucas pessoas conhecem, mas que a ciência já mostrou que é verdade: a melancia faz bem para os olhos (3). Na verdade, o licopeno presente na fruta é conhecido pela medicina como uma substância que protege os olhos, principalmente da degeneração comum com o avanço da idade.

Combate inflamações

Outro grande potencial saudável da melancia provém do seu efeito anti-inflamatório. Graças ao seu alto poder antioxidante, promovidos pelo licopeno e vitamina C em sua composição, a fruta de polpa vermelha pode ser usada como remédio natural contra inflamações.

Uma pesquisa espanhola comprovou para o mundo que a junção entre licopeno e vitamina C resulta em uma potente ação anti-inflamatória (10). Esse benefício faz bem para o corpo em geral, mas principalmente para o cérebro, músculos e articulações.

Faz bem para os cabelos e para a pele

Além de saborosa e saudável, a melancia ainda possui substâncias que melhoram a aparência e estética de quem a consome. Por exemplo, ela possui vitaminas A e C, que são relacionadas com a qualidade e beleza da pele e dos cabelos.

A vitamina C é conhecida pela sua participação na formação do colágeno, uma proteína fundamental para a qualidade da pele, unhas e cabelos (11). Por outro lado, a vitamina A está relacionada à regeneração celular dos fios capilares e da epiderme (12).

Melancia engorda?

A melancia é uma fruta pouco calórica, composta de muita água, fibras e nutrientes. Dessa maneira, ela ajuda a emagrecer. Trata-se de um alimento natural muito indicado para dietas de emagrecimento. Além disso, é uma delícia! Nada melhor do que emagrecer comendo alimentos gostosos e saudáveis, não é?

Como já citamos durante os benefícios, em 100 g de melancia encontram-se cerca de 30 calorias, um valor bem baixo, até mesmo para as frutas. Desse modo, a melancia pode ser associada à dietas saudáveis que auxiliam na perda de peso.

Sementes de melancia: pode ou não pode comer?

Existem muitos mitos e dúvidas a respeito das sementes da melancia. Algumas pessoas acreditam que elas são venenosas, outras consomem a semente normalmente junto com a polpa. Quem as ingere está fazendo a coisa certa, pois as sementes dessa fruta podem ser consumidas e trazem benefícios para a saúde!

Só para você ter uma ideia, um estudo apontou que as sementes da melancia contém dezenas de propriedades benéficas para a saúde (13). Entre as principais estão as proteínas de origem vegetal, ácidos graxos insaturados, ácidos fenólicos, carotenoides, tocoferol, fitosterol, esqualeno, entre outras.

Além disso, estes ensaios biológicos provaram que o consumo das substâncias presentes nas sementes trazem a ação antioxidante, hipoglicemiante (diminuem a glicose), anticancerígena, anti-hipertensiva, além de proteger o coração, combater parasitas e ajudar no controle do colesterol.

Receita: como fazer suco de melancia

A receita do suco saudável de melancia é bem simples. Tudo o que você precisa fazer é ter uma boa melancia e batê-la no liquidificador sem casca e sem sementes. É uma receita que possibilita diversas combinações com plantas e outras frutas. Mas aqui você vai aprender a receita básica. Confira:

  1. Corte e descasque a melancia, mas tente deixar um pouco da parte branca entre a polpa e a casca, pois ela é rica em nutrientes
  2. Corte a polpa em pedaços e retire as sementes
  3. Em seguida, leve ao liquidificador e bata
  4. Caso não dê o ponto líquido, adicione um pouco de água gelada e bata novamente
  5. Sirva bem gelado, como uma opção natural e refrescante em dias quentes.
Suco de melancia

Todos os benefícios da melancia podem ser encontrados no suco da fruta (Foto: depositphotos)

O ideal é não adoçar esse suco de nenhuma maneira, pois a melancia já possui açúcar natural. Além disso, os açúcares (seja qual for) anulam alguns dos benefícios saudáveis da fruta.

Aprenda a escolher uma boa melancia

Por fim, vamos te ensinar alguns detalhes importantes para você prestar atenção na hora de comprar uma melancia. Nossas dicas te ajudarão a selecionar a fruta com as melhores características e, consequentemente, mais saborosa, limpa e saudável. Veja:

  • Manchas na casca: observar as manchas na casca é um passo importante. Melancias maduras possuem uma grande mancha na parte inferior (oposta à haste). Se não houver mancha ou a mancha for branca, é sinal de que ainda não está madura
  • Melancia mais doce: geralmente, as melancias mais doces são aquelas que possuem mancha amarelada na parte inferior da fruta
  • Tamanho: o tamanho ideal de melancia é o tamanho médio. As melancias muito grandes ou pequenas não significam melancias mais doces
  • Maciez da fruta: este é um ponto importante para saber se a fruta está madura. Dê pequenas batidas na casca com os dedos, se estiver levemente macia, significa que a fruta está madura e pronta para o consumo. Se estiver dura, a melancia ainda falta tempo de amadurecimento. Se estiver muito mole, é porque já está passando do ponto. Nesse último caso, só compre se for para comer imediatamente
  • Formato: melancias mais redondas costumam ser mais doces. Por outro lado, as mais alongadas costumam ter mais água.
  • Haste: outro ponto importante é observar a haste. Se ela estiver seca, é sinal que a fruta está madura. Se estiver verde, é sinal que ainda falta amadurecer um pouco.
Referências

(1) SELF NUTRITION DATA. “Watermelon, raw“. Tabela disponível em: https://nutritiondata.self.com/facts/fruits-and-fruit-juices/2072/2. Acesso em 28 jun. 2019.

(2) BURTON-FREEMAN B. Dietary Fiber and Energy Regulation. Disponível em: <https://academic.oup.com/jn/article/130/2/272S/4686350>. Acesso em 28 jun. 2019.

(3) NAZ A, BUTT MS, SULTAN MT, QAYYUM MM, NIAZ RS. “Watermelon lycopene and allied health claims“. 2014. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4464475/. Acesso em 28 jun. 2019.

(4) FIGUEROA A, WONG A, JAIME SJ, GONZALES JU. “Influence of L-citrulline and watermelon supplementation on vascular function and exercise performance“. 2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27749691. Acesso em 28. jun. 2019.

(5) COLLINS JK, et al. “Watermelon consumption increases plasma arginine concentrations in adults“. 2007. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17352962. Acesso em 28 jun. 2019.

(6) WORLD HEALTH ORGANIZATION. “Cardiovascular disease“. Disponível em: https://www.who.int/cardiovascular_diseases/en/. Acesso em 28 jun. 2019.

(7) YU H, ROHAN T. “Role of the Insulin-Like Growth Factor Family in Cancer Development and Progression“. 2000. Disponível em: https://academic.oup.com/jnci/article/92/18/1472/2909573. Acesso em 28 jun. 2019.

(8) ATTARD E, MARTINOLLI MG. “Cucurbitacin E, An Experimental Lead Triterpenoid with Anticancer, Immunomodulatory and Novel Effects Against Degenerative Diseases“. 2015. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25915611. Acesso em 28 jun. 2019.

(9) PARNELL JA, REIMER RA. “Prebiotic fiber modulation of the gut microbiota improves risk factors for obesity and the metabolic syndrome“. 2012. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22555633. Acesso em 28 jun. 2019.

(10) JACOB K, PERIAGO MJ, BOHM V, BERUEZZO GR. “Influence of lycopene and vitamin C from tomato juice on biomarkers of oxidative stress and inflamation“. 2008. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17640421. Acesso em 28 jun. 2019.

(11) PULLAR JM, CARR AC, VISSERS MCM. “The Roles of Vitamin C in Skin Health“. 2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28805671. Acesso em 28 jun. 2019.

(12) KHALIL S, et al. “Retinoids: a journey from the molecular structures and mechanisms of action to clinical uses in dermatology and adverse effects“. 2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28318351. Acesso em 28 jun. 2019.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.

Sobre o autor

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24 anos, é jornalista e produtor de conteúdo especializado. Atua com produção jornalística há 4 anos. Vencedor do prêmio de empreendedorismo digital “Academic Winner 2017”, promovido pela DeVry University na Califórnia, Estados Unidos. Tem no currículo trabalhos em emissoras de televisão, jornal impresso, revistas e internet. É pernambucano e tem como hobbies escrever, jogar videogames, cinema e estudos sociais.