Pimentas mais consumidas no Brasil

O pimentão e a pimenta vermelha se destacam entre as preferidas dos brasileiros

O povo brasileiro é conhecido como uma nação de paladar “quente”, mas você sabe quais são as pimentas mais consumidas no Brasil? Aqui nós vamos te mostrar que o consumo de pimentas aumenta a cada ano, e com muita razão. Ricas em sabor e grau de picância, os holofotes de nosso artigo de hoje vão para as ardentes pimentas!

Antes de mais nada, é importante tirar uma dúvida: toda pimenta arde? A resposta é não. As pimentas são plantas do gênero Capsicum, pertencente à família das Solanaceae. Seus pequenos frutos contêm substâncias que lhe caracterizam com sabor, textura e picância. Mas nem toda pimenta possui todos esses atributos.

Naturais da América Tropical, há tipos de pimentas que ardem e tipos que não ardem. Do mesmo modo, existem pimentas tão picantes que não dá pra sentir sabor nenhum. Inclusive, algumas pimentas podem inclusive levar uma pessoa adulta ao hospital após a ingestão.

Pimentas

As pimentas são muito usadas na culinária do Brasil (Foto: depositphotos)

O Brasil tem um alto consumo de pimentas, que conferem sabores a diversas receitas tradicionais de cada região. Pensando nisso, preparamos para você um artigo completo sobre as principais informações e curiosidades sobre as pimentas. Confira:

As 10 pimentas mais usadas pelos brasileiros

No mundo, há uma grande diversidade de tipos e espécies de pimentas. Elas se diferem por tamanho, cor, formato, picância e por sabor, é claro. No Brasil, é possível encontrar uma grande variedade de pimentas. Veja abaixo as pimentas mais queridinhas do Brasil.

  1. Pimentão
  2. Pimenta vermelha
  3. Pimenta do reino
  4. Pimenta caiena
  5. Pimenta biquinho
  6. Pimenta dedo-de-moça
  7. Jalapeño
  8. Pimenta de cheiro
  9. Cambuci
  10. Cumari

De acordo com informações da Embrapa, estas são as pimentas mais consumidas no Brasil. É claro que existem inúmeras opções que não entraram na lista, mas que também são famosas e deliciosas.

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Veja informações sobre os tipos mais consumidos

Neste tópico, vamos te mostrar mais informações e curiosidades sobre as pimentas mais consumidas e cultivadas no Brasil. Nossas informações são baseadas em dados disponibilizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) através da Agência Embrapa de Informação e tecnologia (1).

Mas, antes disso, uma informação importante! Durante a descrição das pimentas, vamos usar muito a escala Scoville. Trata-se da tabela oficial do grau de picância das pimentas).

A escala Scoville foi desenvolvida em 1912 pelo farmacêutico americano Wilbur Scoville. Sua função é medir e classificar os graus de “calor” das pimentas, ou seja, a picância de cada tipo. Hoje, ela é ainda é usada como principal método de medição e classificação de alimentos e produtos picantes.

1- Pimentão

Pimentão

O pimentão tem um grau de ardência 0 (Foto: depositphotos)

Em primeiro lugar (e surpreendendo muitas pessoas), está o famoso pimentão. Apesar do nome, muitas pessoas não considera o pimentão como uma pimenta, mas na verdade ele é. Incluído no gênero Capsicum annum, o pimentão é sim um tipo de pimenta.

Independente da cor (amarelos, verdes ou vermelhos ), os pimentões são conhecidos pelo sabor levemente adocicado e os seus inúmeros usos na gastronomia. Curiosidade: A cor do pimentão é correspondente ao seu grau de maturação.

Apesar de ocupar o grau 0 de picância na escala Scoville, o pimentão conquista muitos fãs das pimentas pelo seu sabor e cheiro inconfundível. É usado muita na culinária brasileira, europeia e asiáticas, muitas vezes sendo a estrela do prato.

2. Pimenta vermelha

Pimenta Vermelha

A pimenta vermelha tem um grau de ardência 8 (Foto: depositphotos)

Em segundo lugar, temos a pimenta tradicional. Também conhecida como pimenta-malagueta ou pimenta americana, esta variedade é aquela pimenta famosa que vemos nas embalagens de produtos apimentados. Ela pertence ao tipo malagueta.

Na escala Scoville, as pimentas do tipo malagueta tem um grau de ardência 8 (entre 50.000 e 100.000 unidades Scoville). Apesar de muito picante, é um tipo de pimenta que pode ser consumido tranquilamente por fãs de comidas apimentadas. Ela vai causar uma sensação de calor bem agradável em dias frios.

É a pimenta usada em pratos picantes típicos do Brasil, como o acarajé e feijoada, por exemplo. Mas, para paladares desacostumados, a pimenta vermelha pode ser um furacão na boca. Portanto, tenha cuidado ou opte por pimentas mais leves.

3. Pimenta do reino

Pimenta do Reino

A pimenta do reino tem um grau de ardência 1 (Foto: depositphotos)

A pimenta do reino (Piper nigrum) é uma das pimentas mais famosas no mundo inteiro. Também é conhecida pelos nomes de pimenta-preta e pimenta-redonda. Trata-se de uma das especiarias mais antigas da história, sendo usada na alimentação desde a Antiguidade.

No caso dessa pimenta, o que é usado na alimentação são os seus grãos secos e moídos. Na escala Scoville, ocupa o grau 1 de ardência (100 a 500 unidades Scoville). Por ser leve e extremamente saborosa, é usada em diversas receitas e preparos na cozinha.

A pimenta preta vem da planta conhecida como pimenteira, uma planta do tipo trepadeira que pertencem à família Piperaceae. É uma planta nativa das florestas equatoriais da Ásia (região da Índia). Hoje é possível encontrar plantio de pimenta em vários países ao redor do mundo.

Historiadores e livros de história dizem que a sua origem é indiana, mas é possível encontrar o cultivo desta variedade em várias regiões do mundo. É usada muitas vezes junto ao sal, para realçar o sabor de receitas.

4. Pimenta caiena

Pimenta Caiena

A pimenta caiena tem um grau de ardência 1 (Foto: depositphotos)

A pimenta caiena (Capsicum annuum L. var. acuminatum) é uma variedade de pimenta muito famosa devido ao seu uso na culinária e medicina natural. Seu nome tem a ver com o seu local de origem: a cidade de Caiena (Cayenne), na Guiana Francesa.

A pimenta caiena é o nome dado apenas ao fruto seco e moído da pimenteira de mesmo nome. É muito presente na gastronomia de países de culinária picante, como México, Índia e outros países asiáticos.

Na escala Scoville, a pimenta caiena está no grau 1 de picância (100 e 500 unidades Scoville), o que lhe confere mais as características de cheiro e sabor do que ardência.

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5. Pimenta biquinho

Pimenta Biquinho

A pimenta biquinho tem um grau de ardência 0 (Foto: depositphotos)

A pimenta biquinho (Capsicun Chinense) possui cerca de 2,5 centímetros, é vermelha, redonda e possui um pequeno biquinho, caraterística que gerou o seu nome. É muito usada na gastronomia brasileira e mexicana, tanto pelo sabor quanto decorativamente. É uma pimenta que não arde, de grau 0 na escala Scoville.

Suas pequenas pimentinhas nascem da planta conhecida como “pé de pimenta biquinho” ou somente “pé de biquinho”. Ela pode chegar a 60 centímetros. Em algumas regiões do Brasil, a biquinho também pode ser chamada de pimenta de bico.

Além disso, é importante informar que a pimenta biquinho é uma variedade de origem brasileira. Isso mesmo, essa variação da pimenta é típica da América do Sul, especialmente o Brasil. Sendo assim, é uma queridinha das receitas e alimentação de muitos brasileiros.

Pertence à família das Solanaceae, portanto é prima das berinjelas, tomates e pimentões.

6. Pimenta dedo-de-moça

Pimenta dedo-de-moça

A pimenta dedo-de-moça tem um grau de ardência 5 (Foto: depositphotos)

A pimenta dedo-de-moça também é uma das mais populares no Brasil. É considerada uma pimenta de ardência média, com grau 5 na escala Scoville. Portanto, é um tipo ideal para pessoas que gostam de pimentas que misturam sabor e picância sem grandes extremos.

Muitas pessoas não sabem, mas a pimenta dedo-de-moça e pimenta calabresa são a mesma coisa! A diferença é que só é chamada de pimenta calabresa quando ela está na forma ressecada e moída.

Contudo, vale ressaltar que, dependendo da quantidade usada, a dedo-de-moça pode até mesmo deixar a boca dormente. Geralmente é usada no preparo de molhos, mas também está muito presentes em várias receitas, como feijoadas e saladas, por exemplo.

7. Jalapeño

Jalapeno

A pimenta jalapeño tem um grau de ardência 5 (Foto: depositphotos)

Já a pimenta jalapeño é um das queridinhas dos fast-foods e lanches, como hambúrgueres e pizzas, por exemplo. É uma variedade originária do México e é bastante picante. Na verdade, ela está no grau 5 de ardência pela escala Scoville, o que é um nível mediano. Mas seus molhos geralmente são feitos para ser mais picante do que isso.

É super popular em países como Estados Unidos e Canadá. Aqui no Brasil os molhos feitos com a pimenta jalapeño são bem mais famosas do que a própria pimenta. Não é uma variedade muito cultivada por aqui. Entre as pimentas dessa lista, esta é a única que é bastante usada no preparo de bebidas.

8. Pimenta de cheiro

Pimenta de Cheiro

A pimenta de cheiro tem um grau de ardência 0 a muito picante (Foto: depositphotos)

As pimentas de cheiro são muito usadas no Norte do Brasil. Na verdade, é um classe de pimentas e não uma única pimenta. Existe de várias cores e níveis de picância, que vão de 0 a muito picantes. No geral, compartilham apenas o sabor e formatos parecidos.

São usadas no preparo de receitas típicas, como cozidos e junto a especiarias, como carne de jacaré e pato. Existem pimentas de cheiro de sabor doce, e com elas é possível produzir bebidas e doces.

9. Cambuci

Pimenta Cambuci

A pimenta cambuci tem um grau de ardência entre 1 e 2 (Foto: depositphotos)

Também conhecida como “Chapéu-de-frade”, a pimenta Cambuci é uma das mais consumidas no Brasil. São pimentas de ardência leve (entre 1 e 2 na escala Scoville) e possuem variedade doces e suculentas.

Geralmente é usada ressecada e moída, de modo que parece a pimenta calabresa. Serve para realçar o sabor das receitas.

10. Cumari

Pimenta cumari

A pimenta cumari tem um grau de ardência 4 (Foto: Reprodução | Só flor)

A pimenta cumari é famosa na região Sudeste do Brasil. Não é muito picante, ocupando o grau 4 de ardência na escala Scoville (um pouco mais picantes que as pimentas leves). É considerada muito saborosa e rica em nutrientes.

As pimentinhas são pequenas, vermelhas e redondas ou ovais. Caem muito bem no preparo de carnes cozidas, molhos e marinados. Além disso, também são responsáveis de dar aroma às receitas.

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A capsaicina é o nome de uma propriedade presente em todas as pimentas. É ela a responsável por conferir a picância e também alguns benefícios medicinais destes alimentos. Contudo, algumas pimentas parecem exagerar no nível de capsaicina e outros compostos picantes.

Algumas pimentas são extremamente picantes, ao mesmo tempo em que existem algumas com grau de picância muito pequeno ou mesmo inexistente. Está curioso(a)? Veja abaixo a lista de pimentas mais fortes da atualidade.

  1. Carolina Reaper: Considerada pelo Guiness Book a pimenta mais ardida do mundo desde 2013. É uma variedade criada a partir de mutações genéticas. Tem cerca de 1.600 milhões de unidades Scoville, o que pode levar uma pessoa ao desmaio. Deve ser manuseada com luvas e óculos de proteção. Além disso, há uma variação dela chamada Carolina Reaper Chocolate, que é ainda mais picante.
  2. Trinidad Scorpion Butch T: Também é uma variedade criada de cruzamento genético de espécies de pimenta. Já foi considerada a mais forte do mundo, em 2011 e manteve o título até 2013. Possui cerca de 1.500 milhões de unidades Scoville.
  3. Naga Viper: Com quase 1.400 unidades Scoville, a Naga Viper é a terceira pimenta mais quente do mundo.
  4. Trinidad Moruga Scorpion: Com mais de 1.200 milhões de unidades Scoville, esta pimenta é conhecida pela seu sabor tão gostoso que é possível sentir doçura mesmo em meio a picância. É natural do distrito de Moruga, na região de Trindad e Tobago.
  5. Bedfordshire Super Naga: Esta variedade possui aproximadamente 1.120 milhões de unidades Scoville. É bem rara e foi criada através de modificações genéticas. É preciso usar luvas para manusear esta variedade, pois ela queima a pele.

Menção honrosa: A Pimenta Fantasma

A Bhut Jolokia precisa ser mencionada, pois ela é uma espécie natural, sem modificações genéticas como as outras da lista. É considerada a pimenta mais ardida do mundo sem alterações de humanos na sua criação.

Também chamada de Naga Jolokia ou Pimenta Fantasma é uma pimenta super rara e extremamente picante. Manteve o título de pimenta mais ardida em 2007, desbancando a famosa Red Savina (que manteve o título entre 1994 e 2006).

Qual a pimenta mais cara?

A pimenta mais cara do mundo é a Aji Charapita, uma pimenta do tamanho de uma ervilha e que pode custar cerca de 40 mil dólares o quilo. Isso mesmo que você leu. Um quilo dessa especiaria custa tudo isso!

Nativa das florestas ao Norte do Peru, esta pequena pimentinha possui nível médio de ardência (cerca de 30 a 50 mil unidades Scoville). Quem costuma usar esta pimenta relata que o seu sabor é indescritível, e relacionam a sensação de comê-la com “sentir o tropical na boca”.

Em suma, o que lhe confere todo esse valor é o seu sabor impressionante e a sua limitação de cultivo. Em grandes quantidades, é muito difícil de plantá-la fora do clima e solo peruano.

Qual a pimenta mais leve (menos picante)?

A pimenta que menos arde é a pimenta biquinho, como já mostramos na lista acima. Na verdade, ela não arde nada. Na escala Scoville, ela se encontra no grau 0 de ardência. Até mesmo os pimentões podem apresentar um pouco de picância dependendo do grau de maturação.

Pimentas: sabor e nutrientes saudáveis

Por fim, deixamos aqui o conselho para que você inclua as pimentas na sua alimentação. Além de dar aquele up no sabor dos alimentos, as pimentas são ricas em substâncias que fazem bem para a saúde.

Sendo assim, aposte nas pimentas que mais se adequem ao seu paladar. Tenho certeza que, depois de incluir a pimenta no seu cardápio, ela nunca mais sairá do seu gosto!

Referências

Por fim, veja abaixo as referências usadas na produção deste artigo. O Remédio Caseiro é um site comprometido com informações verdadeiras e conteúdo relevante. Sendo assim, fique sempre bem informado(a) em nosso site!

Referências

1- Embrapa. Árvore do conhecimento: pimentas. Agência Embrapa de Informação e Tecnologia. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/pimenta/arvore/CONT000gn08zc7m02wx5ok0liq1mqxe28z6u.html>. Acesso em 31/01/2019.

Sobre o autor

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24 anos, é jornalista e produtor de conteúdo especializado. Atua com produção jornalística há 4 anos. Vencedor do prêmio de empreendedorismo digital “Academic Winner 2017”, promovido pela DeVry University na Califórnia, Estados Unidos. Tem no currículo trabalhos em emissoras de televisão, jornal impresso, revistas e internet. É pernambucano e tem como hobbies escrever, jogar videogames, cinema e estudos sociais.