Páscoa Saudável: mitos e verdades sobre o chocolate

Comer chocolate dá sensação de prazer e bem-estar, pois o corpo libera hormônios como endorfina e serotonina

Levando em consideração pesquisas feitas pela Associação Brasileira das Indústrias de Cacau, Chocolate, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o Brasil é o quarto maior consumidor de chocolate do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, respectivamente. Mas, apesar de ser um doce muito consumido, os brasileiros têm suas preferências.

Ainda segundo os dados deste órgão, de todos os tipos de chocolate, o ao leite é o predileto de 58% da população. Em segundo lugar é do tipo branco, com 22%, seguido pelo meio amargo, com 3%. A tendência pelos tipos mais doces preocupa os especialistas em saúde, tendo em vista que estes são os mais prejudiciais.

Para a gerente do Serviço de Nutrição do Hospital do Coração (HCor) Rosana Perim, o amargo é mais saudável entre todos os tipos, porém este também deve ser consumido com cautela. “O consumo moderado de chocolate é de 30 gramas de chocolate amargo (70% a 90% de cacau) por dia – por conter menores quantidades de gordura e açúcar – além de quantidades significativas de antioxidantes”, esclarece a especialista.
Páscoa Saudável: mitos e verdades sobre o chocolate

Foto: depositphotos

Pensando em como o consumo de chocolate é grande no Brasil e nos malefícios que este alimento pode trazer para o corpo se for consumido em excesso, a profissional de nutrição explica as diferenças de cada produto e como cada um deles reage no organismo. Além de dar destaque as verdade e mitos que circundam este doce.

Chocolates: variedades, características e melhores opções

Comer chocolate está atrelado às sensações de prazer e bem-estar, uma vez que ao consumir este doce o corpo tem uma liberação de hormônios como endorfina e serotonina, responsáveis por estas emoções. Além disso, este tipo de lanche ainda poder ser considerado um aliado da saúde feminina, minimizando os sintomas da Tensão Pré-menstrual (TPM).

No geral, tem-se pelo menos três tipos de chocolate: o amargo, o ao leite e o branco. Cada um destes possui suas particularidades, tendo em vista que os processos de preparo são diferentes, assim como também os ingredientes são. Portanto, entender um pouco mais sobre estas opções ajuda na saúde e na estética, uma vez que alguns são mais gordurosos que outros.

Chocolate amargo, ao leite ou o branco?

Apesar de ser o menos consumido, o chocolate amargo é o mais indicado devido as poucas quantidades de caloria que possui e por ser rico em propriedades benéficas ao corpo. Por conter antioxidantes, a exemplo dos flavonoides, este doce inibe o acúmulo do colesterol ruim (LDL) no sangue e ainda combate à aterosclerose.

No entanto, Perim alerta que o consumo deste chocolate seja moderado, para que assim seja considerado saudável. A especialista lembra que o excesso deste doce pode gerar ganho de peso. Assim, o ideal é consumir chocolate com 70% a 90% de cacau. Uma opção secundária é o chocolate meio amargo, de 40% a 60% de cacau.

Enquanto as opções amargo e meio amargo são as mais indicadas, o chocolate branco e ao leite não são recomendados por conterem mais açúcar, gordura e caloria. “A versão ao leite, que leva mais leite e açúcar do que cacau, possui um teor de cacau entre 30% a 40%. Uma barra de 30 gramas fornece 159 calorias. Já o chocolate branco, é composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e gordura saturada. Uma barra de 30 gramas do chocolate branco fornece 164 calorias. Em quantidades elevadas, os dois tipos podem prejudicar a saúde”, pondera Rosana Perim.

Mitos e verdades sobre o chocolate

Alguns mitos e verdades sobre o consumo de chocolate:

Verdade: Muitas vezes o chocolate diet apresenta a mesma quantidade de gordura e calorias que as demais opções, a única diferença é com restrição de açúcar.

Mito: Chocolate só é consumido porque as pessoas gostam da sensação que ele provoca, mas ele não causa dependência do organismo.

Verdade: cafeína e teobromina são os estimulantes encontrados no chocolate, por isso que o doce provoca um efeito energético em quem o consome.

Verdade: o controle do peso pode ficar desregulado com o consumo excessivo de ovos de páscoa. Isto porque, existem algumas opções de ovos de Páscoa que podem conter 2.500 calorias.

Sobre o autor

Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.