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Óleos com ômega 3 e 6 são os melhores para usar na cozinha

Os óleos quem contêm ômega 3 e 6 são essenciais na dieta pois possibilitam a formação de compostos metabólicos

Para o que o corpo humano funcione de forma adequada, nada melhor do que prestar atenção na alimentação diária. Os óleos e gorduras, por exemplo, são fundamentais nesse processo. Dessa forma, os cuidados já podem começar pela escolha de produtos que ofereçam menos riscos de desenvolver doenças e ainda contenha elementos que ajudem a fomentar a saúde.

De acordo com o professor Jorge Mancini Filho, doutor em Ciência dos Alimentos e pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center), aproximadamente 30% da dieta diária tem de ser composta por lipídios. Por isso, segundo Mancini, devemos priorizar, na cozinha, os óleos com alto teor de ômega 3 e ômega 6, que são ácidos graxos insaturados.

“Os óleos que apresentam os ácidos graxos ômega 3 são de grande importância, e eu destaco dois: canola e soja. O de canola é ainda mais rico em ômega 3 que o de soja. Mas sabemos que o óleo de soja é mais barato que o de canola. Então, eu recomendaria o óleo de soja para o preparo dos alimentos, incluindo frituras… Os óleos de girassol e de milho também são bons, mas não têm a mesma quantidade de ômega 3”, destaca Mancini.

Óleos com ômega 3 e 6 são os melhores para usar na cozinha

Foto: depositphotos

Benefícios do Omega 3 e 6 nos óleos

O ômega 3 e 6 são essenciais para o corpo pois possibilitam a formação de compostos metabólicos, a exemplo de prostaglandinas, prostaciclinas e leucotrienos. Caso a quantidade ingerida seja insuficiente, o indivíduo pode sofrer com a perda de peso, de cabelo, descamação da pele e em casos extremos, a morte. Por isso é bom ficar de olho nessas substâncias.

Para que essas consequências não façam parte de sua realidade, Mancini diz que é necessário a ingestão de ácidos graxos saturados e insaturados para que os compostos irrelevantes para o metabolismo funcione dentro da normalidade. “Os saturados são cruciais do ponto de vista energético, pois têm a possibilidade de produzir energia e também fornecem calorias para o metabolismo. Mas a quantidade consumida deve ser pequena, não prejudicando o consumo dos insaturados. Estes, por sua vez, farão parte das membranas do organismo, e vão ajudar a controlar a entrada e saída de nutrientes das células”.

Para que um indivíduo adulto esteja em dia com a quantidade de nutrientes ingeridos, é necessário que, ao menos, 30% de lipídios estejam presentes na dieta. “De um modo geral, devemos consumir 10% de saturados, cujos principais representantes são as gorduras de origem animal e alguns óleos, como o de coco, por exemplo; 10% de monoinsaturados – dos quais o ácido oleico, encontrado em grande quantidade no azeite de oliva, é o principal representante; e 10% de poli-insaturados – dos quais os principais representantes são os ácidos linoléico e alfalinolênico”.

Cuidados adicionais

De acordo com Mancini, continua valendo a máxima de que devemos evitar uma dieta rica em ácidos graxos saturados. Porém, é bom ficar de olho no uso do óleo de coco como emagrecedor, pois ele possui efeito contrário. “O óleo de coco é riquíssimo em saturados: 92% dos ácidos graxos presentes nele são saturados. Entre os óleos, é o mais rico. Ele não favorece o emagrecimento, e ainda pode contribuir para causar doenças cardiovasculares”.

Já o azeite de oliva é bastante saudável para o organismo, mas aquele que sofreu processo de refino não tem os compostos chamados de antioxidantes. É bom comprar o que tem menor nível de acidez e que seja virgem ou extra virgem (que não foi refinado). “No azeite, por exemplo, a quantidade de ômega 3 é pequena, mas em compensação a quantidade de ácido oleico é muito elevada”.