Para que serve o óleo de copaíba, benefícios e como usar

O óleo de copaíba, também chamado de bálsamo da Amazônia, é um excelente aliado dos cabelos e da pele. Por ser rico em ácidos graxos, ele ajuda a manter a hidratação e a reduzir o frizz dos fios.

Ele ainda tem potencial anti-inflamatório, o que o torna muito eficaz contra casos de psoríase e tendinite.

O óleo da árvore copaíba é extraído do seu tronco na forma de resina (Foto: Reprodução | Wikimedia Commons)

Uma curiosidade é que esse óleo, na verdade, é um óleo-resina, pois é formado a partir da mistura da seiva do tronco da árvore com os óleos essenciais, que fazem com que ele fique com uma consistência líquida.

A seguir você vai poder conhecer melhor esse remédio natural e aprender como usá-lo a favor da sua saúde.

Óleo de copaíba: para que serve

Trata a tendinite

O óleo de copaíba pode ser usado para aliviar dores causadas pela tendinite a partir de massagens locais, amenizando os sintomas rapidamente.

A tendinite é uma inflamação nos tendões que ligam os músculos aos ossos e pode acontecer em qualquer parte do corpo, sendo mais comum nos joelhos e pulsos, pois sofrem mais como os movimentos repetitivos e com a tensão excessiva.

O óleo de copaíba é um potente anti-inflamatório natural. Sua aplicação na pele ajuda a diminuir as dores e inchaços causados pelo problema.

Sobretudo porque consegue diminuir a produção de algumas substâncias que aumentam a circulação sanguínea no local, diminuindo, assim, a quantidade de anticorpos que está sendo enviada para lá.

Esses dois fatores são os que dão início aos sintomas bem característicos da inflamação: calor, vermelhidão e dor. (1)

Hidrata e nutre os cabelos

Ter os cabelos nutridos e hidratados deixa qualquer um com a auto-estima lá em cima, não é mesmo? E a boa notícia é que o óleo extraído da copaíba é referência nesse quesito.

Inclusive ele é um ingrediente bastante popular na indústria da beleza por conter lipídeos e ácidos graxos. Esses dois compostos agem na formação de uma fina película em volta dos fios de cabelo, deixando-os mais alinhados e sem frizz.

Essa camada protetora também impede a perda de água, deixando as madeixas mais hidratadas e maleáveis.

O óleo ainda possui betacaroteno, que se transforma em vitamina A. Essa substância estimula o crescimento, fortalece e hidrata os fios, além de impedir os danos causados pelo sol.

O resultado são cabelos macios, brilhantes e mais resistentes a químicas e ações do dia a dia. (2)

Quer mais um motivo para usar o óleo de copaíba nos cabelos? Por ser anti-inflamatório o produto também ajuda a acabar com as incômodas caspas, causadas principalmente por uma doença de pele inflamatória. (1)

Combate a psoríase

Quem sofre com psoríase, uma doença inflamatória crônica que atinge a pele, tem a alternativa de tratar o problema de forma 100% natural.

A propriedade anti-inflamatória do óleo de copaíba controla os sintomas da doença: coceira, irritação, ressecamento e manchas brancas. (3)

Mas é preciso destacar que a psoríase ainda não tem cura e esse tratamento serve para dar uma qualidade de vida melhor e evitar lesões mais graves na pele.

Estimula a cicatrização

Outro benefício é quanto a cicatrização de feridas. Aplicado diretamente sobre a pele, o óleo-resina impede que a região lesionada sofra interferências externas negativas, como bactérias. (4) O que evita infecções e inibe a dor.

Um estudo também identificou que o óleo consegue estimular a proliferação do tecido granuloso – aquela casquinha que se forma nas feridas – tendo, portanto, papel essencial na cicatrização. (1)

Melhora o funcionamento dos rins

Consumir de maneira consciente o óleo-resina de copaíba também serve para proteger e estimular o funcionamento renal. O bálsamo consegue impedir que algumas substâncias inflamatórias e tóxicas cheguem aos rins, que são os filtros de toxinas do sangue. (1)

O óleo ainda consegue diminuir os níveis de creatinina e ureia na urina, substâncias que representam problemas renais sérios quando encontradas em excesso no organismo. (5)

Previne e trata doenças infecciosas

Sabia que esse óleo também ajuda a combater vários tipos de micro-organismos causadores de doenças?

Essa ação é derivada de um composto chamado ácido cariofileno, capaz de inibir o crescimento de colônias das principais bactérias causadoras de infecções respiratórias, intestinais e na pele. (6)

Sendo ainda eficaz contra os fungos causadores da candidíase (infecção genital) e da aspergilose (infecção respiratória). (7)

Age contra as úlceras gástricas

O óleo de copaíba é um protetor natural do estômago, pois ajuda a diminuir a quantidade de secreção gástrica que é produzida pelo corpo, reduzindo a acidez estomacal e aliviando as dores causadas pelas úlceras (feridas). (1)

Como usar o óleo de copaíba?

Esse derivado da copaíba pode ser consumido em cápsulas ou aplicado diretamente na pele com uma massagem. Para isso basta aplicar o óleo no local e massagear suavemente com as mãos limpas. (3)

Ele também pode ser misturado a cremes de cabelos ou usado puro em tratamentos de nutrição e hidratação.

Já as cápsulas podem ser consumidas duas vezes ao dia, sem ultrapassar a quantidade máxima de 500 mg por dia. (1)

Cuidados e contraindicações

Quando usado na pele não apresenta contraindicação e pode ser usado por qualquer pessoa.

No entanto, é preciso sempre procurar pelo óleo puro, pois se ele for misturado com alguma outra gordura pode causar reação. (3)

Já quem deseja consumir as cápsulas precisa tomar alguns cuidados, principalmente porque o excesso de óleo de copaíba pode causar irritações no trato gastrointestinal, náuseas, vômito, diarreia e fortes dores abdominais.

Além do mais, ele não pode ser ingerido durante a gestação, pois causa baixo ganho de peso fetal, ou durante a amamentação pois passa através do leite, podendo causar desconfortos para o bebê.

A dose considerada segura é bem alta, cerca de 500 mg por dia, o equivalente a duas cápsulas. Portanto os riscos de sobredose são bem pequenos. (1)

Referências

(1) YAMAGUCHI, Miriam Harumi; GARCIA, Rosangela Fernandes. Óleo de copaíba e suas propriedades medicinais: Revisão bibliográfica. Revista Saúde e Pesquisa, v.5, n.1, p.137-146, 2012. Disponível em: https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/2082. Acesso em: 15 de novembro de 2019.

(2) CHILANTE, Jucemara Aparecida; VASCONCELOS, Leonardo Bruno de Oliveira; Silva, Daniela da. Análise dos princípios ativos do protocolo destinado a reestruturação capilar. Disponível em: http://siaibib01.univali.br/pdf/Jucemara%20Chilante,%20Leonardo%20Vasconcelos.pdf. Acesso em: 15 de setembro de 2019.

(3) PEDRO, Laís dos Santos Freitas. A ação antimicrobiana e anti-inflamatória do óleo resina de copaíba no tratamento de doenças cutânea. 2017. Disponível em: https://pdfs.semanticscholar.org/78df/664257f591b0d6b0f2c4b86ed945be81d009.pdf. Acesso em: 15 de setembro de 2019.

(4) MONTES, Lívia V. et al. Evidências para o uso da óleo-resina de copaíba na cicatrização de ferida – uma revisão sistemática. Natureza on line, v.7, n.2, p.61-67, 2009. Disponível em: http://www.naturezaonline.com.br/natureza/conteudo/pdf/02_monteslvetal_6167.pdf. Acesso em: 15 de setembro de 2019.

(5) BRITO, Marcus Vinícius Henrique et al. Efeito do óleo de copaíba nos níveis séricos de uréia e creatinina em ratos submetidos à síndrome de isquemia e reperfusão renal. Acta Cirúrgica Brasileira, v.20, n.3, p.243-246, 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502005000300009. Acesso em: 15 de setembro de 2019.

(6) MENDONÇA, Davidy Eduardo; ONOFRE, Sideney Becker. Atividade antimicrobiana do óleo-resina produzido pela copaiba – Copaifera multijuga Hayne (Leguminosae). Revista Brasileira de Farmacognosia, v.19, n.2B, p.577-581, 2009. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2009000400012. Acesso em: 15 de setembro de 2019.

(7) DEUS, R.J.A.; ALVES, C.N.; ARRUDA, M.S.P. Avaliação do efeito antifúngico do óleo resina e do óleo essencial de copaíba (Copaifera multijuga Hayne). Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.13, n.1, p.1-7, 2011. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722011000100001. Acesso em: 15 de setembro de 2019.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.

Sobre o autor

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Jornalista (Mtb-PE: 6770) com formação completa no curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo (UniFavip-DeVry). Experiência prática de dois anos em produção jornalística para TV e rádio. Atualmente atua na área de redação para web, nas áreas de educação, beleza e saúde alternativa. Além da formação no curso superior, possui experiência em produção de vídeo, diagramação de livros e revistas e marketing.