Medo ou fobia? Saiba o que diferencia uma da outra e trate sem sair de casa

Para diferenciar o que é medo do que é fobia é necessário que se preste atenção aos sinais que surgirem

O medo é um sentimento natural do corpo que surge quando se está diante de algo desconhecido. Pode haver, portanto, um bloqueio por parte da pessoa que tem este sentimento e por isso ela não consegue desempenhar a atividade que tinha planejado. Assim, o medo pode vir devido a uma barata, fantasma, avião etc.

Contudo, em algumas pessoas, o bloqueio é ainda mais intenso e irracional, causando uma série de outros sentimentos, como ansiedade e pânico. De acordo com a psicoterapeuta e líder-coach, Maura Albanesi, estes novos sentidos podem atrapalhar as atividades corriqueiras das pessoas e por isso a situação é chamada de fobia e não deve ser confundida com o medo. “A Fobia é um medo acentuado, irracional e persistente; um sentimento de pavor mesmo que não haja risco evidente ou algum perigo. É uma doença que limita o indivíduo de se expor, de enfrentar desafios, de viver”, explica a profissional.

Fobia: como surge e quais os sintomas?

Existem diversos tipos de fobias, como: aerofobia (medo de avião); alectorofobia (medo de galinha); nictofobia (medo do escuro); surifobia (medo de ratos); pirofobia (medo do fogo); belonofobia (medo de objetos que furam); motefobia (medo de mariposas); fobofobia (medo do próprio medo); siderofobia (medo de estrelas ou do céu estrelado).

Medo ou fobia? Saiba o que diferencia uma da outra e trate sem sair de casa

Foto: depositphotos

Neste sentido, para saber diferenciar o que é medo do que fobia, é necessário que a pessoa em questão preste atenção aos sinais que surgem.”Muitas vezes sentimos uma leve ansiedade ou até mesmo um frio na barriga, que é absolutamente normal. O medo é um instinto natural de defesa que nós temos diante do desconhecido. Porém, quando o indivíduo está numa situação inofensiva, num parque ou num elevador, por exemplo, e sente um medo que faça com que o coração bata acelerado, tenha tontura, sensação de asfixia, pressão arterial elevada, boca seca ou suor excessivo, dentre outros sintomas, é necessário atenção, pois isso pode ser algo mais grave”, argumenta a psicoterapeuta.

Na maioria das vezes a causa da doença está relacionada a fatores genéticos, ou seja, pessoas que possuem parentes que sofrem com a fobia têm mais chances de desenvolver este problema. Além disso, há também alguns casos que desencadeiam este sentimento no paciente, a exemplo da exposição a espaços confinados, situações de perigo e conflito, animais ou até mesmo eventos angustiantes.

Tratamentos contra a fobia

De todas as formas de tratamento que existem para controlar a fobia, a mais comum é a Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC). “A terapia envolve um conjunto de técnicas e estratégias que têm como finalidade expor o paciente, de forma controlada, àquilo que lhe causa medo. Ou seja, ela foca a mudança de um padrão de pensamento”, explica a psicoterapeuta.

Além do TCC, o paciente pode se recuperar através da utilização de remédios recomendados pelos especialistas, mas isso só em situações muito graves. Uma outra escolha de tratamento é a meditação, que ajuda o paciente a se encontrar com ele mesmo no seu interior. Para Maura, é com este tipo de terapia que a pessoa consegue descobrir as motivações da fobia e entender como ela deve ser eliminada.

Dicas caseiras para se livrar da fobia

“É extremamente importante, sempre que possível, se expor ao medo e de maneira controlada. Claro que se deve respeitar os limites, mas a postura de enfrentamento e o desafio constantes são fundamentais”, aponta Maura. Por esta razão, a psicoterapeuta mostra um passo a passo para quem possui cinofobia, ou como é mais conhecida, fobia de cachorros.

  • 1º passo: Procure imagens de cachorros na internet;
  • 2º passo: Busque também por vídeos que traga esta temática;
  • 3º passo: Escolha ir a um local fechado, sabendo que do lado de fora tem um cachorro;
  • 4º passo: Em uma distância que você ache segura, divida um ambiente aberto com um cachorro de pequeno porte;
  • 5º passo: Aos poucos, vá reduzindo a distância;
  • 6º passo: Ainda com o animal da coleira, peça para que quem esteja segurando o pet também se aproxime de você;
  • 7º passo: Fique ao lado do cachorro ainda na coleira;
  • 8º passo: Comece fazendo carinho no animal;
  • 9º passo: Em seguida, repita os passos anteriores com o animal sem a coleira;
  • 10º passo: Por fim, tente fazer o passo a passo com um cachorro maior.

Meditar em casa

Escolha um horário no dia que seja conveniente descarregar as energias, geralmente a parte da manhã é o mais indicado, porém isso vai depender muito da sua disponibilidade. A dica é escolher um horário em que tenha poucas pessoas em casa, para evitar o barulho externo. Procure também um local propício para fazer os exercícios, que seja tranquilo e bem ventilado.

Sente confortavelmente e coloque uma música relaxante para continuar o processo. Mantenha uma posição ereta, com as pernas cruzadas e as mãos abertas sobre os joelhos. Manter os olhos fechados é essencial para permanecer concentrado na sua atividade. Além disso, busque ficar com o estômago vazio, respirar profundamente e se possível realizar alguns exercícios básicos. Cada meditação deve durar em torno de 30 minutos ou pelo tempo que o corpo achar necessário.

Sobre o autor

Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.