Com que frequência se deve ir ao médico

Na maioria dos casos, as pessoas costumam procurar um médico apenas quando estão necessitadas

Embora muita gente não goste, procurar o médico é imprescindível para estar sempre bem. Nesse sentido, você saberia responder com que frequência se deve ir ao médico? Caso a sua resposta seja negativa, com a leitura desse artigo, você vai saber!

Na maioria dos casos, as pessoas costumam procurar um médico apenas quando estão necessitadas, seja para tirar alguma dúvida ou para atender a um caso específico de doença. Porém, não deve ser assim.

É a partir da consulta médica, mais especificamente de exames de rotina, que se descobre possíveis problemas de saúde. Essas visitas também estão ligadas a prevenção, sobretudo quando aliada a qualidade de vida.

Qual a frequência ideal de idas ao médico

A depender da sua idade, sexo e condição a frequência com que se procura o médico pode aumentar ou diminuir. Nesse ponto também deve ser levado em consideração os casos especiais, em que o paciente já apresenta algum problema de saúde.

Segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, a maioria da população não tem o costume de cuidar da saúde. “As pessoas têm o hábito de se automedicar ou procurar uma solução rápida para o problema com familiares, vizinhos e até no Google”.

Essa última solução em específico pode acarretar em “problema sério posteriormente”, como bem lembra o especialista. Quando se fala em procurar o médico, check-ups são muito importantes, mas poucos são os que mantêm o hábito.

Consulta médica

Os exames de rotina devem fazer parte do hábito de homens, mulheres, crianças e idosos (Foto: depositphotos)

Tal acompanhamento é necessário para avaliar como está o funcionamento do corpo do paciente e, em caso de enfermidades, tratá-las. “Algumas doenças são insidiosas e só vêm apresentar sintomas relevantes quando já estão em estágio avançado”, enfatiza Dr. Aier Adriano Costa.

Como forma de incentivar a constante ida ao médico, o especialista ainda diz que, “o costume de consultar um médico, não apenas quando se está doente, faz muito bem pra saúde e pra uma boa qualidade de vida”. Dito tudo isso, veja a frequência com que se deve procurar o médico:

Crianças

Após a saída do hospital, caso esteja tudo bem com o recém-nascido, a primeira visita deve acontecer no 15º dia de vida. Passado esse período, as consultas devem ser feitas aos: 2, 4, 6, 9 e 12 meses no 1º ano de vida.

No 2º ano, o pediatra deve ser consultado para o acompanhamento do bebê aos 15, 18, 21 e 24 meses. A partir daí, é necessário que se verifique o peso e a estatura a cada 6 meses até o 5º ano de vida e depois anualmente entre 6 e 18 anos.

Obviamente, se o paciente apresentar alguma doença de base ou quaisquer alterações ao longo deste acompanhamento, essa periodicidade pode sofrer alterações.

Grávidas

Elas devem procurar o médico assim que tiverem o diagnóstico de gravidez, ou mesmo na suspeita da condição, para iniciar o acompanhamento da gestação. Até o sexto mês, as visitas ao obstetra devem ser mensais.

Passado esse período, as consultas podem ocorrer de 15 em 15 dias, de acordo com o decorrer da gestação. Mas não custa nada lembrar: Caso a gestante venha a sentir algo diferente, deve procurar imediatamente o médico.

Adultos

Devem realizar um check-up com todos os exames necessários uma vez ao ano, caso não possuam nenhum problema já diagnosticado de saúde. Exames de audição e visão devem ser feitos a partir dos 40 anos, ou antes, caso existam queixas pertinentes.

Os exames específicos, ginecológicos e urológicos, por exemplo, como mamografias, ultrassonografias e consultas aos especialistas, devem ser realizadas na periodicidade recomendada por cada especialidade de acordo com as idades dos pacientes.

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Idosos

Se estão saudáveis, podem seguir a mesma recomendação dos adultos e ir apenas uma vez por ano. Mas se apresentam alguma doença, devem ir ao médico com a frequência determinada por ele.

Dependendo do paciente, essa faixa etária costuma expirar mais cuidado do que as demais, visto que a prevenção para possíveis acidentes domésticos ou problemas com a própria saúde, devem incentivar a ida ao médico.

Exames de rotina

Cuidar da saúde é uma obrigação que deve fazer parte de qualquer que seja a rotina. Dessa forma, a partir de consultas regulares aos médicos, você tem a possibilidade de acompanhar a saúde, além de prevenir certas doenças.

Uma das formas mais fáceis é a partir de exames de rotina. Muitas vezes, esses exames são comuns nos check-up, levando em consideração o acompanhamento de rotina que você está acostumado a fazer com o seu médico.

Esses exames servem para checar o funcionamento dos órgãos – entre os mais comuns estão coração, rins e fígado – além de possibilitar a identificação de infecções e alterações no sangue.

Veja uma lista com os exames mais comuns:

  • Ácido úrico
  • Colesterol total e frações
  • Exame de urina
  • Exame de fezes
  • Fosfatase alcalina
  • Gama-glutamiltransferase (GGT)
  • Glicemia
  • Hemograma
  • PCR
  • TGO/AST e TGP/ALT
  • Triglicerídeos
  • TSH e T4 livre
  • Ureia e creatinina

Dependendo da condição de cada paciente, existe uma frequência que se deve procurar o médico. Para ficar por dentro e não perder nenhum detalhe, veja um pouco mais sobre esse tema:

Adultos saudáveis

Os adultos que são consideráveis saudáveis devem fazer acompanhamento de rotina, sobretudo com a realização de um check-up completo, em um período máximo de 2 anos. Caso você tenha casos de doenças graves ou hereditárias na família, esse acompanhamento deve ser a cada seis meses ou de acordo com o que diz o seu médico. É bom sempre levar em consideração o que ele fala.

Pessoas com doenças crônicas

Doenças crônicas, a exemplo de hipertensão, diabetes ou câncer, o acompanhamento médico ou a realização de exames de rotina deve ser em um intervalo de 6 meses. Isso garante que o paciente esteja sempre em dia com a saúde.

Pessoas com fatores de risco

Quando um paciente apresenta um fator de risco para alguma doença, como pessoas obesas, fumantes, sedentárias ou com colesterol elevado, a visita ao médico ou a realização de um check-up completo deve ser de uma vez por ano.

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Quais médicos visitar de acordo com a faixa etária

Como foi visto até agora, a depender da idade e do sexto, o paciente deve procurar um tipo de médico específico. Isso quando não se fala de problemas específicos, onde o acompanhamento deve ser constante.

Para que não reste mais nenhuma dúvida sobre o médico que procurar, a partir da faixa etária, veja a indicação que segue:

Ao nascer

O médico apto a atender crianças, desde o nascimento até os primeiros anos de idade é o pediatra. Já no que diz respeito aos exames que esse profissional é responsável por fazer estão: teste do pezinho, audiometria, teste do coraçãozinho e teste do olhinho.

Adolescentes

Até os 20 anos de idade, isso inclui a fase de infância e adolescência, o médico capacitado a atender esse público é o clínico geral. No que diz respeito ao acompanhamento, ele pode solicitar hemograma, colesterol, glicemia, DSTs, exame de fezes e de urina.

Mulheres

As mulheres, desde aquelas que passam pela adolescência, idade adulta, até chegar os 65 anos de idade, devem procurar um ginecologista. Esse profissional é o mais capacitado para resolver os problemas de saúde relacionados a esse público. Na lista de exames mais solicitados, papanicolau, ultrassonografia transvaginal, mamografia e densitometria óssea ocupam posição de destaque.

Pessoas acima de 60 anos

Pessoas com mais de 60 anos de idade devem consultar o geriatra. Esse médico é o mais capacitado para tratar de problemas relacionados a essa faixa etária. Para o check-up, os exames mais solicitados são colonoscopia, endoscopia, exame de próstata (para homens) e eletrocardiograma.

O perigo do autodiagnóstico

Ir ao médico não é uma coisa que as pessoas sintam prazer em fazer, porém essa visita se faz mais que importante para que a saúde e bem-estar estejam sempre em dia. Apesar de muita gente saber disso, nem sempre a frequência é satisfatória.

Outro procedimento bastante comum é substituir a ida ao médico pelo autoatendimento. Essa é uma realidade cada vez mais plausível, sobretudo quando levado em consideração a facilidade com que a informação está disponível as pessoas. Porém, é indispensável lembrar que isso pode ter sérias consequências, seja para a solução do caso de saúde em específico, como também para o tratamento da doença. Quando se leva em consideração o futuro, o caso pode parecer ainda mais grave.

De acordo com a professora e clínico geral Helen Stokes-Lampard, presidente do Royal College of General Practitioner, em entrevista à revista “Pulse”, “o Dr. Google está presente em 80% das consultas” que ela tem agora.

É bom destacar que, ao perceber qualquer tipo de sintoma ou condição que não faz parte do habitual no seu estado de saúde, o mais aconselhável é procurar o médico, não fazer pesquisas nos buscadores.

Os sites relacionados à saúde podem ajudar a tranquilizar ou minimizar as dores, por exemplo, até que você chegue ao médico. É sempre bom lembrar que as consultas aos sites não substituem a consulta médica.

Até porque, é através dessas consultas que o médico vai poder avaliar o paciente, solicitar exames e também diagnosticar o problema a partir das evidências. Isso garante que o tratamento seja feito da melhor forma possível. Essa iniciativa também é importante para evitar que um problema que possa parecer simples, se transforme em algo mais perigoso.

Os perigos da automedicação

Outro perigo no autodiagnóstico é a automedicação. Como já foi dito anteriormente, cada organismo dispõe de uma característica única. Assim, o medicamente que serviu para o tratamento do seu irmão, pode não servir para você, por exemplo.

A automedicação pode gerar outros problemas, sobretudo para pessoas que são sensíveis a determinadas substâncias que entram na composição dos medicamentos. Nos casos mais leves, a alergia é uma realidade.

Doenças mais comuns, como a gripe, por exemplo, deve ser tratada da maneira correta, pois a automedicação pode fortalecer o vírus e fazer com que a cura demore um pouco mais a acontecer e o vírus torne-se ainda mais resistente.

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Ir ao médico deve fazer parte de qualquer rotina

A partir de tudo o que foi discutido nesse artigo, você pode constatar o quão importante é estar com as visitas ao médico reguladas. Além de tratar os problemas de saúde pontuais, ainda evita o aparecimento de outros.

Nesse sentido, a partir das orientações, você vai conseguir levar uma vida mais saudável. Encontrar um médico de confiança também é importante, já que isso ajuda a aumentar o comprometimento com a saúde.

Sobre o autor

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Formado em Jornalismo pela UniFavip | Wyden. Já trabalhou como repórter e editor de conteúdo em um site de notícias de Caruaru e em três revistas da região. No Jornal Extra de Pernambuco e Vanguarda de Caruaru exerceu a função de repórter nas editorias de Economia, Cidades, Cultura, Regional e Política. Hoje é assessor de imprensa do Shopping Difusora de Caruaru-PE, Seja Digital (entidade responsável pelo desligamento do sinal analógico no Brasil), editor da revista Total (com circulação em Pernambuco) e redator web do Remédio Caseiro.