Falta de ar – causas e meios de tratá-la

Esse problema pode ser desencadeado por doenças físicas ou psicológicas. Entenda melhor!

Nesse artigo você vai conhecer as causas da falta de ar e os meios de tratar o problema. Veja também os tipos que existem e as consequências da doença. Acompanhe a seguir!

A falta de ar, conhecida na comunidade médica como dispneia, trata-se da dificuldade em respirar. Esse problema causa uma sensação desesperadora de que o ar que entra nos pulmões não está sendo suficiente para manter o corpo funcionando normalmente. Na maioria das vezes, o indivíduo não consegue inspirar, mas também pode ocorrer uma dificuldade em expirar (colocar o ar para fora).

De acordo com o glossário do Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médica Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, a dispneia é uma sensação de desconforto ao respirar. Ela pode estar relacionada a dois tipos de classificações: inspiratórias – associadas a processos extra-torácicos – e expiratórias – associadas a processos intra-torácicos. Há casos também que a falta de ar pode ser mistas, ou seja, ter ambas as associações.

Causas da dispneia, popular falta de ar

As causas fisiológicas para uma dispneia ocorrer são variadas. Ela pode acontecer pelo simples fato de não ter oxigênio no ambiente. Por exemplo, ao mergulhar no fundo do mar ou lago, certamente você ficará sem ar, daí terá uma dispneia. O mesmo ocorre em um ambiente fechado. Ficar preso ao elevador ou a um buraco pode causar uma crise de dispneia que precisa ser interrompida, antes que o indivíduo desfaleça.

Mas o oxigênio não está só no ar, também está no nosso corpo. Ao respiramos, é por meio dele que o sangue é oxigenado. Se acontecer a diminuição da difusão do oxigênio das vias aéreas para o sangue, o corpo humano começará a entrar em colapso.

Mulher no médico

A falta de ar pode estar relacionada a problemas como asma (Foto: depositphotos)

Da mesma forma, se o sangue tiver dificuldades para realizar o transporte de oxigênio para outras áreas do corpo ou diminuir a própria circulação venosa.

Outra causa comum da dispneia é a obstrução das vias aéreas, ou seja, ser impedido de respirar por algum motivo, seja ele de interferência externa ou interna. De acordo com o site oficial do Grupo NotreDame Intermédica (GNDI), pioneiro em Medicina Preventiva que opera planos de saúde, planos odontológicos e saúde ocupacional, a intensidade da dispneia pode variar de acordo com as causas.

“As causas da falta de ar podem estar relacionadas a problemas emocionais e/ ou cardíacos, atividade física extenuante, crises de ansiedade ou de pânico, gravidez e até mesmo doenças como pneumonia, obstruções nas vias respiratórias, entre outros”, resume o GNDI.

Tipos de dispneia

Apesar de parecer tudo a mesma coisa, a  dispneia  está relacionada a seis tipos diferentes de problemas respiratórios, todos envolvendo a falta de ar. Confira:

Apneia: a apneia é a parada temporária da respiração. Ela pode ser involuntária, mas também há pessoas que praticam a apneia, a fim de se dar bem em esportes aquáticos, por exemplo

Dispneia paroxística noturna: Dispneia que surge algum tempo após o adormecer, com a pessoa acordando bruscamente com forte sensação de sufocação. Essa situação é bem comum em indivíduos que estão passando por fortes momentos de tensão. A sensação é de agonia

Hipopneia: Diminuição da frequência e profundidade da respiração, abaixo das necessidades do organismo. Essa situação está diretamente relacionada a problemas de saúde nos pulmões

Ortopneia: Dispneia com a pessoa deitada completamente na horizontal. Espontaneamente a pessoa busca ficar inclinada, semi-sentada. Esse tipo de dispneia pode acontecer em pessoas com dificuldades de locomoção ou com aumento de peso considerável

Taquipneia: Aumento da frequência da respiração. Essas crises ocorrem, principalmente, quando a pessoa entra em pânico, estresse ou tem uma crise aguda causada por uma doença. Desta forma, é comum a respiração ficar muito rápida. Ocorre também quando a pessoa se exercita e fica ofegante

Trepopneia: Dispneia com a pessoa deitada de lado. Esse é um problema de dispneia mais raro e acomete aquelas pessoas que não podem se movimentar muito e encontram-se fragilizadas

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Consequências do problema

O cansaço pode estar diretamente relacionado ao problema de falta de ar (apesar desse último, muitas vezes surgir isoladamente), principalmente se a pessoa acabou de fazer um esforço físico, o que na maioria das vezes é considerado normal.

Apesar de parecer um sintoma simples, a falta de ar pode ser o sinal de um problema bastante sério, dependendo do histórico médico da pessoa. Grande parte dos casos está relacionado a problemas psicológicos, onde o indivíduo acha que está com má oxigenação, quando na verdade, está respirando normalmente. Isso pode ocorrer por conta de diversos problemas como estresse, fadiga, ou em casos mais sérios: síndrome do pânico, esquizofrenia, entre outros.

O Grupo NotreDame Intermédica lembra que, de acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, 300 mil pessoas sofrem infartos por ano. E a falta de ar é um dos “indicativos de risco de doenças cardíacas”. Quando o problema é ocasionado por alguma doença nos pulmões, o mesmo pode estar relacionado com:

  • Problemas respiratórios como asmabronquite, pneumonia, etc.;
  • DPOC;
  • Cigarro;
  • Edema Pulmonar;
  • Câncer de Pulmão;
  • Angina no coração;
  • Nervosismo, entre outras dezenas de causas.

Como tratar a falta de ar

O site do Grupo NotreDame Intermédica recomenda que “é necessário que um médico seja consultado e sejam realizados exames físicos e análises clínicas aprofundadas. A falta de ar combinada a outros sintomas poderá ajudar no diagnóstico.

A falta de ar pode estar relacionada, por exemplo, a problemas como asma, bronquites, doenças cardíacas como insuficiência, câncer no pulmão, enfisema pulmonar e até mesmo ansiedade e síndromes como a do pânico”.

Mulher com falta de ar

Existem seis tipos do problema e é preciso classificá-lo para poder tratar (Foto: depositphotos)

Dessa forma, o tratamento para falta de ar pode ser feito tanto com remédios (quando prescritos pelo médico) ou também através da medicina alternativa. É importante, primeiramente, buscar a medicina tradicional, depois disso, conciliar com tratamentos, como a homeopatia, por exemplo.

Tratamento homeopático

O Remédio Caseiro conversou com Rosmeire Paixão, Homeopata Terapeuta, que falou sobre a relação de um tratamento homeopático com a falta de ar ou dispneia. Para ela, a “homeopatia trata a pessoa que apresenta a doença, seja qual problema for. Temos que encontrar qual é o distúrbio central daquele desequilíbrio que desencadeou a doença e compreender qual o miasma a que ela pertence”.

A profissional foi além e deu um exemplo prático para RC de como a homeopatia atua no tratamento contra falta de ar. “Quando alguém vem consultar, a primeira coisa que interessa é sua percepção da realidade. Depois vamos retirando capas, através da totalidade de sinais e sintomas, para saber qual é o transtorno básico da pessoa. Esse transtorno não pertence à mente nem ao corpo: é algo mais profundo, e a esse nível, a pessoa fala uma linguagem que é ao mesmo tempo mental e física”.

Dessa forma, o paciente inicia um tratamento para melhorar a dispneia ou qualquer outro problema de saúde. A homeopata terapeuta afirma ainda que: “o medicamento bem eleito e na dinamização correta remove esta a falsa percepção da realidade e isto faz com que a doença se dissolva. Lembrando que a Homeopatia não mascara os sintomas colocando para dentro, e sim, sua cura se processa de dentro para fora, eliminando a doença e limpando o organismo de novas recidivas”.

Por isso, é importante que o paciente busque o tratamento convencional e o alie também à homeopatia para se tratar como um todo.

Tratamento fitoterápico

Enquanto a homeopatia utiliza elementos de origem mineral ou animal, a fitoterapia só utiliza plantas. Além disso, a forma como se diagnostica um paciente é bem diferente entre elas.

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A primeira observa o indivíduo como um todo, já a fitoterapia se utiliza dos conhecimentos acumulados por povos e tradições para utilizar as plantas para cura das doenças. Se você também quer a sugestão de remédio caseiro para a falta de ar pode se beneficiar do conhecimento secular da fitoterapia para sentir-se melhor.

Abaixo, você confere algumas receitas úteis contra a dispneia, com ingredientes que podem ser encontrados aí mesmo na sua casa:

Beterraba (ou nabo)

  1. Corte uma beterraba média em rodelas bem fininhas e coloque-as arrumadas em um recipiente com boca larga;
  2. Coloque açúcar mascavo até que cubra totalmente a beterraba;
  3. Deixe descansar por 10 horas;
  4. Tome três colheres (de sopa) cinco vezes ao dia e verá os resultados.

Agrião

  1. Pegue 300g de mel de abelhas, 300 ml de água filtrada e 500g de agrião (com folhas e talos);
  2. Coloque tudo em uma panela e leve ao fogo até que comece a levantar fervura;
  3. Desligue o fogo, deixe esfriar e tome uma colher (de sopa) quatro vezes ao dia.

Abacaxi

  1. Corte 1 abacaxi em rodelas e coloque-as em uma panela;
  2. Adicione 1 xícara (de chá) de mel de abelhas e cozinhe em fogo baixo;
  3. Espere esfriar e tome três colheres (de sopa) cinco vezes ao dia.

Jabuticaba

  1. Pegue uma quantidade média de jabuticabas e amasse-as;
  2. Coloque em uma panela e ponha para cozinhar em água filtrada;
  3. Espere esfriar e tome duas xícaras (de chá) por dia.

Gengibre

  1. Pegue 20g de raiz de gengibre e coloque em um recipiente para chá;
  2. Adicione 1 litro de água fervente e deixe descansar;
  3. Tome três xícaras (de chá) ao dia.

Falta de ar: como resolver o problema?

A primeira e imprescindível ação é procurar um médico para fazer exames tradicionais e receber o diagnóstico. Além disso, você pode procurar a orientação de um homeopata terapêutico para que seu tratamento seja ainda mais completo. Por fim, a fitoterapia também pode ajudar o paciente, desde que tudo o que for consumido tenha a liberação do seu médico.

*Informação sobre especialista entrevistada

Rosmeire Paixão é Homeopata Terapeuta CONAHOM 1274
Pós graduada Lato sensu em Nutrição, especialização em qualidade de vida e
Pesquisadora em envelhecimento saudável.
Atendimento em consultório clínico, online e a domicílio.