8 benefícios da embaúba

Existem dois tipos de embaúba, a vermelha e a branca, porém os benefícios são os mesmos em ambos os casos. Entre os efeitos positivos podemos citar as ações anti-inflamatória, cicatrizante e expectorante.

Além dessas propriedades, as folhas, cascas e fruta dessa planta ajudam a proteger o coração, os rins e a pele. Por tudo isso, ela é muito utilizada como remédio caseiro popular no estado da Amazonas, o seu lugar de origem.

A embauba favorece a saúde do coração, age como cicatrizante da pele e ainda controla hemorragias (Foto: depositphotos)

No entanto, de todas as suas formas de uso, como xarope e suco, a principal e mais conhecida é o chá de embaúba. E esse preparo serve para tratar tanto problemas internos como externos.

Para que serve a embúaba?

A planta oferece uma série de minerais importantes para o bom funcionamento do organismo, são eles: cálcio, potássio, ferro, zinco e magnésio. (1)

1. Ajuda na cicatrização

Ferimentos e queimaduras podem ser tratados utilizando o chá da planta, pois ela possui uma substância chamada tanino. Isso faz com que ela forme uma película protetora na área afetada, consequentemente auxilia no crescimento de uma nova pele na região. (2,3)

2. Protege a pele contra o envelhecimento

Outro benefício para a pele é a ação antienvelhecimento. Fatores como a radiação ultravioleta e a poluição podem acelerar o envelhecimento devido a ação oxidante dos radicais livres sobre as células.

Mas, ao ingerirmos alimentos e bebidas antioxidantes, como é o caso da embaúba, o corpo protege as unidades celulares contra a ação nociva das moléculas instáveis. Essa sequência de atividades favorece a integridade da pele, mantendo a juventude. (3)

3. Combate doenças respiratórias

Por ser expectorante, as folhas da árvore amazônica auxiliam no combate à gripe e seus principais sintomas como tosse, congestão nasal e dores na garganta. Mas também funciona como um tratamento natural contra doenças respiratórias mais sérias a exemplo da bronquite e da asma. (4,5,6)

4. Auxilia no tratamento do diabetes

Portadores do diabetes mellitus podem se beneficiar com o chá dessa planta, pois ele evita uma condição muito comum dessa doença a hipoglicemia.

Sensação de fome, fraqueza, confusão mental, sonolência e coração acelerado são alguns dos indícios desse problema. Essas são situações bem comuns para quem usa insulina ou medicação oral. (4,5,6)

5. Combate micro-organismos e inflamações

Existem componentes químicos na embaúba que a tornam antisséptica e antimicrobiana. Na verdade, eles danificam a parede celular de agentes nocivos ao organismo como bactérias, fungos e protozoários, protegendo o corpo contra possíveis doenças, como as inflamações. (1,2,5,6,7)

6. Ajuda no controle da hemorragia

Além de atuar na cicatrização, a planta também evita a perda de sangue, ajudando a estancar essa condição. Isso ocorre pois ela tem ação anti-hemorrágica, fazendo com que as proteínas do plasma se precipitem e ativem os fatores de coagulação sanguínea.

As folhas da árvore também são consideradas vasoconstritoras. Para quem não sabe, a vasoconstrição é um processo no qual artérias, veias e capilares se contraem, auxiliando no controle da hemorragia. (2)

7. Protege os rins

Esse benefício é decorrente dos flavonoides, substâncias responsáveis por inibir uma enzima chamada arginase, que acaba agindo nos processos inflamatórios dos rins.

O extrato da planta tem potencial no tratamento de lesão renal e das mais diversas doenças renais crônicas. (5)

8. Diminui a pressão arterial e beneficia o coração

O chá de embaúba é diurético, por essa razão auxilia no controle da pressão arterial. O que realmente acontece é que esse efeito aumenta o fluxo urinário, eliminando o sódio juntamente com a urina. 

Ao mesmo tempo em que beneficia os hipertensos, essa bebida também consegue cuidar da saúde do coração. Devido ao efeito antioxidante, ela inibe o risco de doenças cardiovasculares. (5,6)

Embaúba fruta

Finos e alongados, essas são as principais características físicas dos frutos. Eles surgem quase o ano todo e quando estão maduros apresentam uma polpa estufada e macia, além de serem ricos em fibras. Por tudo isso, são os alimentos preferidos de muitas aves e alguns mamíferos. 

O chá feito com a fruta, o broto, a folha e a casca da planta é indicado para o combate da tosse, diabetes e ferimentos. Já o fruto verde é mais utilizado como cicatrizante. (7,8,9,10)

Como fazer o chá das folhas?

Coloque para ferver 100 ml de água e assim que o líquido entrar em ebulição, adicione 4 gramas da planta. Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe em infusão por até 5 minutos. 

Após o tempo determinado, coe o chá e tome quando estiver morno. Não é necessário e nem indicado adicionar açúcar, preferindo tomar a bebida o mais pura possível. (11)

Características da planta

As folhas da embaúba apresenta formato estrela com até 13 segmentos e seu chá serve para tratar feridas (Foto: depositphotos)

O tipo de embaúba é definido pela cor das suas flores, sendo uma branca e outra vermelha. Já os respectivos nomes científicos dessas variedades são Cecropia pachystachya e Cecropia glaziovii.

Ambas pertencem à família Cecropiaceae e podem ser conhecidas por outros nomes dependendo da região onde são encontradas. Portanto, podem ser imbaúba, umbaúba e árvore-da-preguiça

Nesse último caso, a planta ganhou esse codinome pois é uma das preferidas do bicho-preguiça. Além de viver sobre os galhos da árvore, o animal também se alimenta das folhas e dos frutos. 

Já com relação a estrutura da embaúba, podemos destacar que ela é de grande porte, pois pode alcançar até 7 metros de altura. (7,12)

Contraindicações da embaúba

Na literatura consultada não há nenhuma contraindicação para o uso dessa planta. No entanto, grávidas e lactantes devem ter um cuidado especial com relação a tudo o que consomem, principalmente se tratando de remédios, sejam eles naturais ou não.

Além disso, mesmo que a embaúba seja uma planta benéfica para o coração, rins e pele, e que trate doenças respiratórias, é indicado primeiro consultar um especialista e só depois usar o seu chá. (13)

Referências

(1) RAMOS, T. J. N.; et al. “Avaliação da Composição Mineral de Folhas e Chás de Embaúba (Cecropia palmata Willd. e Cecropia obtusa Trécul.) por
Espectrometria de Emissão Ótica em Plasma Indutivamente
Acoplado (ICP-OES)“. Revista Virtual de Química, 2017. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/170140/1/v9n6a18.pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(2) LAMEIRA, Osmar Alves. “Fenologia e Análise Fitoquímica de Plantas Medicinais de Ocorrência na Amazônia“. Embrapa. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/40615/1/44-701.pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(3) FERNANDES, Maria Fernanda; et al. “Cecropia pachystachya Leaves Present Potential to Be Used as New Ingredient for Antiaging Dermocosmetics“. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, 2019. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6470440/. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(4) MATHIAS, Marcelo da Silva; OLIVEIRA, Rodrigo Rodrigues. “Differentiation of the phenolic chemical profiles of Cecropia pachystachya and Cecropia hololeuca“. Phytochemical Analysis, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1002/pca.2791. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(5) MAQUIAVELI, Claudia C.; et al. “Cecropia pachystachya extract attenuated the renal lesion in 5/6 nephrectomized rats by reducing inflammation and renal arginase activity“. Journal of Ethnopharmacology, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jep.2014.09.042. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(6) MESQUITA, Alvelino Serafim; et al. “Avaliação do perfil farmacognóstico e do potencial antimicrobiano do extrato etanólico do caule da Cecropia pachystachya T. (embaúba)“. Infarma – Ciências Farmacêuticas, 2018. Disponível em: http://oaji.net/articles/2017/3425-1535640173.pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(7) PARISI, Ana Paula Mansano; Silva, Daniela; CAMARGO, Ely Eduardo Saranz. “Estudo farmacognóstico de Cecropia pachystachya – Embaúba“. Revista Saberes UNIJIPA, 2018. Disponível em: https://pos.unijipa.edu.br/documentos/revista_ed_10/4.%20ESTUDO%20FARMACOGNOSTICO%20DE%20Cecropia%20pachystachya%20-%20EMBAUBA.%20(1).pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(8) Embrapa. “Embaúba“. Disponível em: https://www.embrapa.br/agrossilvipastoril/sitio-tecnologico/trilha-ecologica/especies/embauba. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(9) POTT, Arnildo; POTT, Vali Joana; SOBRINHO, Antônio Arantes Bueno. “Plantas úteis à sobrevivência no Pantanal“. Simpósio sobre Recursos Naturais e Sócio-econômicos dos Pantanal, 2004. Disponível em: https://www.cpap.embrapa.br/agencia/simpan/sumario/palestras/ArnildoPott.PDF. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(10) VIELLA, Tainá; et al. “Plantas medicinais e tóxicas“. Simpósio sobre Recursos Naturais e Sócio-econômicos dos Pantanal, 2000. Disponível em: https://www.cpap.embrapa.br/agencia/congresso/Bioticos/VILELLA-070.pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(11) MARTINS, L. R. Santos; et al. “Estudo físico-químico de chá de embaúba (Cecropia angustifolia)“. Associação Brasileira de Química. Disponível em: http://www.abq.org.br/cbq/2016/trabalhos/7/10135-15126.html. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(12) Governo do Rio de Janeiro. “Manual parte 2“. Disponível em: http://www0.rio.rj.gov.br/smac/up_arq/manual_parte2_01.pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

(13) ITAIPU. “Projeto plantas medicinais“. Disponível em: http://www.boaspraticas.org.br/attachments/article/196/Cartilha%20Projeto%20Plantas%20Medicinais.pdf. Acesso em: 02 de dezembro de 2019.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.

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Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.