Em qual idade a mulher tem mais risco de ter câncer de mama?

Uma em cada cinco mulheres terá esse câncer, o segundo mais comum, ficando atrás somente do de pele

O Instituto Nacional do Câncer, o INCA, revelou que 600 mil novos casos da doença devem surgir somente no Brasil. Sendo que 50% vão ocorrer em mulheres. Destas, uma em cada cinco terão câncer de mama, que é o segundo mais comum, ficando atrás somente do de pele. Em seguida, vêm outros tipos mais diagnosticados como o de cólon, útero, pulmão e estômago.

O fato é que a partir dos 40 anos, as mulheres ficam mais suscetíveis ao câncer de mama. Vivian Schivartche, médica radiologista explica que: “como a incidência do câncer de mama está intrinsecamente relacionada ao envelhecimento, o fator idade é o principal para determinar os riscos da doença. Sendo assim, enquanto mulheres jovens não devem se preocupar muito com isso, a menos que suas mães e irmãs tenham enfrentado o problema, depois dos 40 anos a preocupação deve ser relevante o suficiente para que se faça o exame mamográfico anualmente”.

Como detectar a anomalia

Esse exame, segundo a especialista, tem 80% de sensibilidade. Ele não é 100% pois a imagem de mamografia pode não identificar os tumores ou confundi-los com gordura, que são identificados com um tecido branco. Essa similaridade pode dificultar o diagnóstico. “Muitas vezes, a mulher é chamada novamente para que façam novas imagens e esclareçam essas dúvidas”, relata Schivartche.

Em qual idade a mulher tem mais risco de ter câncer de mama? Veja como prevenir

Foto: depositphotos

Porém, há outros tipos de exames mais eficientes, conforme ela esclarece: “a tomossíntese, também chamada de mamografia 3D, costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados de forma complementar, como a ultrassonografia e a ressonância magnética”.

Mas os avanços não param por aí. Segundo a médica radiologista, é possível utilizar as imagens da tomossíntese para produzir imagens mamográficas em duas dimensões por meio de um software que sintetiza as informações. Essa técnica permite identificar tumores ainda bem pequenos e é um aperfeiçoamento de todos os exames anteriores.

A vantagem dessa última técnica é que “quando a mamografia convencional (2D) é realizada isoladamente, a sobreposição de estruturas da mama pode simular lesões suspeitas, obrigando a paciente a fazer mais radiografias para esclarecimento, ou até mesmo uma biópsia. A tomossíntese elimina a sobreposição dos tecidos. Com isso, temos melhor definição das bordas das lesões, melhor detecção de lesões sutis e melhor localização da lesão na mama. Com o uso do software, a exposição à radiação – que é um fator a ser considerado – cai pela metade. Sendo assim, é muito vantajoso para a paciente com suspeita de câncer de mama”, sintetiza a especialista em diagnóstico da mama.

Previna o câncer com alimentação adequada

O poder dos alimentos é incrível. Consumir os ingredientes corretos é a melhor forma de se prevenir contra doenças, entre elas o câncer de mama. Confira agora algumas dicas:

– Cenoura: rica em uma substância chamada carotenoide, a cenoura é capaz de combater os radicais livres que podem provocar mutações celulares que levam ao câncer;

– Tomate: na verdade, todos os alimentos naturalmente vermelhos são um aliado do organismo na luta contra o câncer. Os flavonoides presentes do tomate são os grandes responsáveis por isso;

– Crucíferas: são todos os tipos de couves como repolho, brócolis, nabo, rabanete, mostarda, agrião, couve chinesa, couve-de-bruxelas, couve-verde e couve-flor. Nesses alimentos os principais compostos anticancerígenos são: glicosinolatos e isitiocianatos;

– Vinho tinto: graças ao polifenóis, um cálice da bebida por dia também pode espantar o câncer de mama. Essas substâncias também estão presentes no cacau, quando o chocolate é a 70%.