Os 4 melhores alimentos anti-inflamatórios

Alguns alimentos conseguem agravar as inflamações, mas também existem os que tratam. Conheça eles

Você sabe quais são os melhores alimentos anti-inflamatórios? Consumir os ingredientes adequados funciona como um bálsamo para o nosso corpo. Eles possuem uma função muito maior do que somente fornecer energia para o seu funcionamento. Alguns alimentos desempenham papeis cruciais para manter a nossa saúde e bem-estar. Neste artigo, você vai conhecer os melhores.

Para começar, a nutricionista clínica Carina Muller explica no seu site que “nosso corpo está submetido a processos inflamatórios naturais diariamente, como por exemplo após eventos estressantes ou após uma carga intensa de atividade física ou até mesmo mental, que podem ser agravados por dietas ricas em carboidratos refinados e gorduras trans”.

Por isso, é importante descobrir como se livrar desses eventos inflamatórios por meio da alimentação. “O cardápio do dia a dia, nossa dieta habitual, se pensada e ajustada, pode agir como uma super fonte de defesa, aumentando a resistência do nosso organismo e a funcionalidade de nossas células”, garante Muller.

Quais são os melhores alimentos anti-inflamatórios?

Para o médico Leando Minozzo, alguns alimentos bloqueiam os causadores de inflamações. Ele exemplifica os ricos em ômega-3, a cúrcuma ou açafrão da terra, o resveratrol (presente nas sementes de uva preta), o chá verde e as comidas que contém muitas fibras.

A nutricionista Carina Muller dá mais detalhes sobre os ingredientes anti-inflamatórios:

Folhas verde-escuras

As folhas verdes são um dos melhores alimentos anti-inflamatórios

A couve, o brócolis, a rúcula e o espinafre são exemplos desses vegetais (Foto: depositphotos)

A couve, espinafre, agrião, escarola, rúcula e brócolis são alimentos anti-inflamatórios, pois eles contêm vitaminas A, B e C e minerais como ferro, potássio, fósforo e magnésio.

Castanhas

As castanhas são um dos melhores alimentos anti-inflamatórios

Para esse fim, invista na castanha de caju, Pará, nozes e amêndoas (Foto: depositphotos)

As oleaginosas são poderosas antioxidantes, espécies de soldados que combatem os radicais livres do nosso organismo. Pensando nisso, invista em castanha de caju, Pará, nozes e amêndoas.

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Sementes integrais

As sementes integrais são um dos melhores alimentos anti-inflamatórios

Além da linhaça, a chia e a quinoa, as sementes de abóbora e girassol são anti-inflamatórias (Foto: depositphotos)

Linhaça, gergelim, quinoa e chia são sementes essenciais para quem quer evitar inflamações agudas e crônicas. Em comum, elas têm quantidade de fibras suficientes para tornarem-se aliadas do organismo. E vale também as sementes de abóbora e girassol.

Frutas

As frutas vermelhas são um dos melhores alimentos anti-inflamatórios

Tanto as frutas vermelhas, quanto as cítricas têm ação anti-inflamatórias (Foto: depositphotos)

Definitivamente, as frutas precisam ser incluídas no cardápio de qualquer pessoa que quer uma vida mais saudável. No quesito de alimentos anti-inflamatórios elas também dão uma força, pois a vitamina C presente, principalmente nas frutas críticas e vermelhas, atua como antioxidante.

Como você pode perceber, os melhores alimentos anti-inflamatórios são aqueles mais naturais. Logo, não hesite em mudar seus hábitos alimentares e incluir alguns deles na sua dieta. 

Como a alimentação pode evitar inflamações?

Os alimentos podem ser pró ou anti-inflamatórios. “Uma alimentação saudável, rica em alimentos naturais que combatam a inflamação é fundamental”, recomenda o doutor Minozzo.

Uma dieta bem equilibrada age como defesa, aumenta a nossa resistência e melhora o funcionamento dos órgãos, por isso ela é eficiente para evitar inflamações. Já um cardápio errado é aquele rico em carboidratos refinados e gorduras trans.

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A nutricionista Carina Muller elucida melhor: “esses alimentos são considerados pró-inflamatórios e podem causar uma alteração no equilíbrio do metabolismo, por vezes aumentam a dor e a liberação de substâncias inflamatórias, como as prostaglandinas, os leucotrienos, as ciclooxigenases e os tromboxanos, que retardam a recuperação do organismo, podendo até levar a um processo inflamatório crônico”.

Como acontece uma inflamação?

Segundo o site da Pfizer, indústria farmacêutica norte-americana, a “inflamação é uma resposta do organismo a uma agressão, como cortes e batidas. A inflamação pode partir, também, do sistema imunológico. Nesse caso, são as nossas células de defesa que agridem o corpo”.

Desta forma, tanto agentes internos como externos podem causar inflamações, cujos sintomas mais tradicionais são: vermelhidão, inchaço, aquecimento da área e dor.

Essa última manifestação é bem comum em casos de doenças inflamatórias crônicas, e ocorrem pois há um aumento de sangue no local da inflamação, por isso, ela pode ser visivelmente identificada quando a superfície muda de cor, temperatura e tamanho.

O que é uma inflamação crônica?

Esse é o tipo de inflamação mais perigosa. A Faculdade de Medicina de São José Do Rio Preto, a Famerp, ensina que ela “é uma inflamação de duração prolongada (semanas a meses), em que ocorre inflamação, destruição do tecido e tentativas de reparo”.

Os sintomas da inflamação são vermelhidão, inchaço, aquecimento da área e dor

Os alimentos podem ser pró ou anti-inflamatórios (Foto: depositphotos)

O problema pode ser resultado de uma inflamação aguda que se prolonga ou ser uma resposta promovida por doenças imunomediadas e pré-existentes.

Quais são as principais doenças inflamatórias?

Conviver com inflamações não é fácil. E elas podem acometer qualquer pessoa. Quando ela é aguda, uma visita ao seu médico e a prescrição de remédios adequados põem fim ao incômodo. Porém, quando ela é crônica, é preciso mais atenção.

“Na inflamação crônica, o nosso sistema imunológico é ativado, porém não há propriamente uma ameaça real para combater. Logo, o próprio corpo acaba sofrendo efeitos adversos dessa atividade que, acumulados ao longo de anos, ocasionam problemas sérios”, esclarece o clínico geral Leandro Minozzo.

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O médico ainda cita inúmeras doenças que são agravadas pela inflamação crônica ou até mesmo provocadas por ela, como: aterosclerose, infarto agudo do miocárdio, AVC, Alzheimer, depressão, pressão alta, Parkinson, diabetes, obesidade, osteoporose, insuficiência renal, asma, artrite reumatoide e artrose.

Há ainda aqueles problemas que, à princípio, parecem que não têm nada a ver com uma inflamação, mas também podem ser agravados por ela, como a fadiga, asma, complicações intestinais, apneia do sono, impotência sexual e até câncer!