Descubra 9 verdades e 1 mentira sobre as doenças cardiovasculares

Para esclarecer as principais dúvidas que existem sobre essas doenças, veja os principais mitos e verdades sobre o tema

Só no Brasil em 2016, cerca de 350 mil pessoas morreram decorrente de doenças cardiovasculares. E mesmo sendo um problema grave e comum, muitas pessoas não conseguem aderir a uma rotina saudável em sua vida e pouco conhecem e discutem sobre a enfermidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo inteiro, anualmente, 17,3 milhões de pessoas vão a óbito vítimas de doenças cardiovasculares.

Os especialistas da área estimam que o número de vítimas do problema em 2030 seja alarmante. O total de óbitos deve chegar a 23,6 milhões de pessoas.

Para esclarecer as principais dúvidas que existem sobre as doenças cardiovasculares, o cardiologista e diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, José Luiz Aziz, esclarece os principais mitos e verdades sobre o tema.

Mitos e verdades sobre doenças cardiovasculares

Descubra 9 verdades e 1 mentira sobre as doenças cardiovasculares

Foto: depositphotos

Etnia tem relação com a doença

Verdade. Existem alguns fatores que são não evitáveis, controláveis ou tratáveis e uma delas é a etnia. Existem grupos étnicos que estão mais propícios a sofrerem de doenças cardiovasculares.

A pressão alta é a principal causa de doenças do coração

Verdade. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) sozinha é a principal responsável por doenças no coração, como também rins, olhos, artérias e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O índice de óbito causado por ela consegue ser maior do que o de doenças como câncer e AIDS.

Histórico familiar pode ser uma das causas

Verdade. “Se familiares próximos, como pais e irmãos, têm ou tiveram problemas do coração, as pessoas têm mais chances de desenvolver as mesmas doenças. Este é mais um fator de risco não evitável, controlável ou tratável, mas serve de alerta para os membros da família”, revela o especialista.

Estresse excessivo pode causar problemas no coração

Verdade. O estresse é algo inevitável na vida de muitas pessoas, mas quando ele se torna algo incontrolável e em excesso é possível existir uma relação direta com o aumento do risco cardíaco.

O avanço da idade tem relação com a doença

Verdade. Segundo José Luiz , o envelhecimento é outro fator de risco não evitável, controlável ou tratável: “Com o envelhecimento, aumentam os problemas que afetam a saúde do coração e, consequentemente, os riscos de desenvolver doenças também aumentam”.

Consumir bebida alcoólica pode causar problemas cardiovasculares

Verdade. A ingestão excessiva do álcool pode causar sérios danos ao coração, além de ter uma ligação direta com o desenvolvimento da hipertensão, alteração no ritmo do coração e aumento de peso.

Colesterol é sempre prejudicial

Mito. O colesterol é um elemento fundamental em vários processos orgânicos, como a produção de hormônios e ácidos que ajudam a digerir gorduras, a formação de células, entre outros. O único problema do colesterol é o excesso dele. O excedente fica acumulado nas paredes das artérias, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

Sedentarismo pode incentivar doenças

Verdade. A falta da prática diária de exercícios físicos é um importante fator de risco para as doenças que afetam diretamente o coração. O sedentarismo influencia o desenvolvimento de hipertensão arterial, obesidade, diabetes, colesterol elevado e outros problemas.

A maior causa evitável de mortes no mundo é o tabagismo

Verdade. “Os fumantes têm o risco de morte súbita até quatro vezes maior do que não fumantes. O vício do cigarro aumenta as chances de ter infarto do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, conhecido como derrame, angina e outras doenças, como câncer”, revela.

Tanto obesos quanto magros têm problemas no coração

Verdade. A obesidade é um fator que aumenta as chances do paciente desenvolver hipertensão arterial, diabetes e doença cardíacas, mas é errado acreditar que somente pessoas com esse quadro desenvolvem a doença. Muitas pessoas magras também podem ter as taxas desreguladas e serem afetadas pelo problema, principalmente se tiverem fatores de risco.

Sobre o autor

Formada em Jornalismo pela Unicap, pós-graduada em Comunicação Empresarial e Mídias Digitais pela Devry, fez intercâmbio na ETC School, em Bournemouth (UK) e tem experiência nas áreas de assessoria de comunicação, produção de vídeo e foto e redação.