Depois de saber disso você não vai mais querer tomar analgésicos

Enquanto as doses menores não diminuem a dor, as maiores podem expandir os efeitos colaterais

Quando você está com dor de cabeça ou em qualquer outra parte do corpo, qual a primeira coisa que você pensa em fazer? Se a sua resposta para essa pergunta é a ingestão de analgésicos, é importante que você preste bastante atenção neste artigo. Isto porque, de acordo com o diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), Paulo Renato Fonseca, a utilização destes medicamentos, sem orientação médica, pode ser mais arriscada do que a falta de tratamento.

“Os analgésicos mascaram quadros mais graves. Por exemplo, um paciente com sintomas de meningite, porém sem diagnóstico médico, apresenta febre e utiliza desses medicamentos. Embora resolva a manifestação febril, a real doença, que deveria ser tratada o mais breve possível, permanece latente”, esclarece o médico.

Sendo assim, é importante entender como funcionam os analgésicos, quais são os riscos que este tipo de medicação proporciona ao corpo e quais são as maneiras mais eficazes de tratar as dores sem recorrer aos produtos farmacêuticos.

Depois de saber disso você não vai mais querer tomar analgésicos

Foto: depositphotos

Afinal, o que são analgésicos?

Estes medicamentos são fabricados com o intuito de diminuir ou impedir as dores que afetam o organismo. Para isso, eles são divididos em dois grupos, os mais simples e os que precisam de prescrição médica para serem comprados nas farmácias, sendo estes últimos chamados de opioides. Porém, até mesmo os simples precisam ser usados de maneira coerente, tendo em vista que tanto o excesso como também a dose menor podem ser prejudiciais à saúde.

Os riscos desta medicação

A maior preocupação dos médicos é com relação a automedicação, tendo em vista que as doses precisam ser bem planejadas antes de serem utilizadas e não é bem isso que ocorre quando as próprias pessoas “receitam” os remédios. Em outras palavras, há grandes riscos do paciente ter complicações em seu quadro clínico devido ao uso incorreto das medicações.

Enquanto as doses menores que o recomendado são incapazes de diminuir a dor, as doses acima do necessário podem expandir os efeitos colaterais. Além destas questões, a automedicação apresenta um outro risco: a interação medicamentosa. Neste caso, os analgésicos podem piorar a situação do paciente se forem ingeridos associados a outras drogas.

“É importante destacar que o consumo abusivo de analgésicos pode transformar dores simples em crônicas. Especialmente como forma de controle de dores de cabeça, há grandes chances de que uma cefaleia eventual vire crônica diária”, alerta o especialista.

Como tratar as dores sem o uso de analgésicos?

“O mais importante é o diagnóstico, que procurará a causa mecânica e estrutural de um desconforto. Somente a partir dele que o analgésico tem real indicação”, explica o médico. No entanto, é possível adotar algumas medidas para tratar dores sem a utilização de medicamentos, como:

  • Massagem;
  • Fisioterapia;
  • Repouso da estrutura dolorida;
  • Uso do gelo em contusões.

Sobre o autor

Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.