Damasco: 8 benefícios da fruta seca e in natura

O damasco, conhecido em alguns locais como abricó, é um fruto de tom alaranjado, muito parecido com o pêssego, e que apresenta vários benefícios para a saúde. 

Entre os principais motivos para adicioná-lo na alimentação está as melhorias que traz para a pele. Ele também fortalece os ossos e regula o intestino por ser fonte de fibras. 

Damascos inteiros e cortados ao meio
O damasco é um aliado do coração, dos ossos, dos músculos e da pele (Foto: depositphotos)

Além desses e de muitos outros benefícios, a fruta é saborosa e bastante versátil, podendo ser consumida fresca ou seca e usada no preparo de geleias ou tortas e sendo uma ótima opção para lanches. 

A seguir confira todos os detalhes sobre o fruto da Prunus armeniaca e o bem que ele pode fazer.

8 benefícios incríveis do damasco 

De acordo com a nutricionista Sueli Longo, o damasco é uma “fonte de carboidratos, fibras, vitamina C e carotenoides”. Ainda é rico em minerais, como: ferro, cálcio, magnésio, potássio e fósforo. (1) E nas vitaminas A, do complexo B e E. (2)

1. Faz bem para a pele 

Consumir o damasco favorece a pele porque apresenta quantias expressivas de vitamina A e C.

A vitamina C participa do metabolismo da pele, principalmente quando se trata da produção de novas células e da síntese do colágeno, tipo de proteína que dá firmeza e sustentação para o tecido conjuntivo. 

Esse nutriente ainda age como um antioxidante, impedindo que a pele sofra os danos causados pela degeneração celular. Graças a isso, o consumo de alimentos ricos nesta vitamina previne as rugas e as manchas causadas pelo envelhecimento precoce. (3)

Já a vitamina A colabora com a renovação dos tecidos e regula a produção de sebo, evitando o ressecamento da pele. (4)

2. Mantém ossos e músculos fortes

O damasco age na manutenção da saúde óssea e muscular, graças a abundância de cálcio e potássio da sua composição.

O cálcio é essencial para a mineralização dos ossos. Por isso que a deficiência dele deixa os ossos fracos, aumentando o risco de fraturas em adultos e idosos e prejudica o crescimento das crianças. (5)

O potássio auxilia na contração muscular, o que previne as terríveis cãibras e previne a fraqueza muscular e o cansaço comum após realizar uma atividade física. (6)

3. Regula o intestino 

Sueli Longo esclareceu que a fruta é uma ótima fonte de fibras alimentares (2 gramas por porção no damasco fresco e 7,3 gramas nele seco), e isso faz dela ideal para quem sofre com o intestino preso

Essas fibras, que são uma parte não digerível dos alimentos, são divididas em dois grupos: as fibras solúveis, encontradas na polpa do fruto, e as insolúveis, que estão presentes na casca. 

O primeiro grupo é capaz de absorver água e, em virtude disso, deixam as fezes mais hidratadas, prevenindo o ressecamento. Também estimulam a produção de bactérias que protegem a região. 

As fibras do tipo insolúvel aumentam o volume do bolo fecal, resultando numa melhora de problemas como a prisão de ventre e dos gases. (7)

4. Protege a visão 

Segundo a nutricionista, cada porção do fruto fresco possui “96 microgramas de equivalente de retinol (RAE)”, que é uma das formas de vitamina A encontrada nos alimentos e essa característica faz desse alimento um aliado da visão

Esse nutriente é usado na produção de um tipo de pigmento sensível à luz, essenciais para que consigamos enxergar mesmo em locais com pouca claridade. A deficiência dele é associada com a cegueira noturna e com a doença do olho seco. (8)

Para este fim, o damasco desidratado é o melhor pois, como defendeu a profissional, ele possui o dobro desse nutriente. 

5. Possui poucas calorias e sacia 

Sueli afirmou que essa é uma “fruta com baixo valor calórico”, tendo apenas 48 calorias por porção. 

As fibras do damasco, além de tomarem um espaço maior no estômago, atrasam o esvaziamento gástrico, fazendo com que demore para que se sinta fome novamente. (7)

É justamente por isso que a fruta costuma ser bastante indicada para lanches em dietas de emagrecimento, uma vez que não é preciso comer uma grande quantidade para se sentir satisfeito. 

Atenção! Essa afirmação é válida para a fruta in natura. A versão desidratada possui mais calorias e deve ser consumida com cuidado. 

6. Protege contra doenças do coração  

A fruta diminui os riscos de problemas cardíacos, em primeiro lugar por causa das fibras. Elas favorecem a redução do colesterol ao diminuir a taxa de absorção dessa gordura pelo intestino e estimular a excreção dela através das fezes. (7

Essa proteção também acontece pela presença dos antioxidantes, que impedem a oxidação da gordura, prejudicial ao funcionamento cardíaco por induzir ao acúmulo do colesterol nas veias e causar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. (2)

7. Auxilia no controle da pressão arterial

O potássio encontrado no damasco faz com que a fruta apresente mais um benefício importante: o de controlar a pressão arterial. Ele facilita o equilíbrio dos líquidos, levando a uma maior excreção de sais minerais como o sódio, que é associado com a hipertensão. (6

O consumo de alimentos ricos em potássio é indicado para pessoas com hipertensão moderada, como uma maneira complementar de controlar a doença. (9)

8. Protege o fígado 

O damasco protege o fígado contra efeitos tóxicos de medicamentos, álcool e do estresse oxidativo (oxidação). (10)

Ele ainda pode prevenir a doença hepática gordurosa não alcoólica, que é o acúmulo de gordura, pelo fato de aumentar a eliminação do colesterol e impulsionar a produção de bile, líquido que dissolve a gordura. Quase um detergente natural. (2)

Tabela nutricional do damasco fresco

Porção de 100 gramasQuantidade por porção
Valor energético48 Kcal
Proteína1,4 g
Colesterol –
Carboidrato11,12 g
Fibra2,0 g
Cálcio13 mg
Fósforo23 mg
Ferro0,39 mg
Sódio1 mg
Potássio259 mg
Vitamina C10 mg
Magnésio10 mg

* Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000kcal ou 8400kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. Dados retirados do TABNUT, Universidade Federal de São Paulo.

Tabela nutricional do damasco seco

Porção de 100 gramasQuantidade por porção
Valor energético241 Kcal
Proteína3,39 g
Colesterol –
Carboidrato62,64 g
Fibra7,3 g
Cálcio55 mg
Fósforo71 mg
Ferro2,66 mg
Sódio10 mg
Potássio1162 mg
Vitamina C1 mg
Magnésio32 mg

* Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000kcal ou 8400kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. Dados retirados do TABNUT, Universidade Federal de São Paulo.

Damasco fresco ou seco: Qual é o melhor e quanto consumir? 

O damasco pode ser consumido in natura ou desidratado e, apesar de existirem algumas diferenças entre as duas versões, ambas são igualmente boas para a saúde.

A quantidade calórica e nutricional de cada uma é que muda. A versão fresca tem 48 calorias por cada porção de 100 gramas, enquanto que a seca possui 241 e uma maior quantia de vitamina A. 

Mas seco ele perde vitamina C pois passa por um processo de aquecimento que deteriora esse composto. 

Inclusive, por ser mais concentrado, o fruto seco possui bastante açúcar. Cada porção possui 62,6 gramas de carboidratos disponíveis, que são imediatamente transformados em açúcar.

Esse acréscimo ocorre porque “todo alimento desidratado apresenta maior concentração de nutrientes em função da redução no teor de água”, esclarece Sueli Longo.

DICA! Evite comer porções muito maiores que 40 gramas do damasco seco. Em especial se segue alguma dieta para controle da glicemia ou para controle do peso corporal.  

Receitas deliciosas com damasco

Torta de damasco

(Foto: depositphotos)

Ingredientes 

  • 100 gramas de damascos seco ou fresco
  • 200 gramas de biscoito integral 
  • 100 gramas de manteiga 
  • 1 colher (de sopa) de gelatina sem sabor 
  • 360 gramas de iogurte natural
  • 2 colheres (de sopa) de suco de limão 
  • ½ xícara de açúcar ou adoçante culinário. 

Modo de preparo

O primeiro passo é preparar a massa da torta. Triture o biscoito até formar uma farofa fina e misture com a manteiga. Coloque em uma forma, de preferência com o fundo removível, apertando bem e de maneira uniforme. 

Em seguida, dissolva a gelatina em água morna e misture com o iogurte, o limão e o açúcar no liquidificador até que fique tudo bem uniforme. Despeje na massa e leve para gelar por, pelo menos, 3 horas. 

Para a calda você deve levar o damasco ao fogo junto com 1 colher (de sopa) de açúcar ou adoçante para cozinhar por 5 minutos. Caso use a fruta seca acrescente ½ xícara de água antes de cozinhar. Quando esfriar, bata no liquidificador e coloque sobre a torta gelada.

Geléia de damasco 

(Foto: depositphotos)

Ingredientes 

  • 200 gramas de damasco desidratado 
  • 2 xícaras (de chá) de água filtrada 
  • 1 xícara (de chá) de suco de laranja. 

Modo de preparo

Corte todos os damascos em cubos bem pequenos e leve a uma panela junto com a água e o suco de laranja. Deixe tampado até ferver e em seguida mantenha semiaberto e cozinhe tudo por meia hora. 

De vez em quando mexa a mistura para evitar que grude no fundo. Passado esse tempo desligue o fogo e guarde a geleia em um pote de vidro esterilizado. Uma dica é ir amassando os frutos com a colher para que fique com uma consistência mais cremosa. 

*Artigo feito com a colaboração da nutricionista e diretora da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, Sueli Longo (CRN3-3599). 

Referências

(1) UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). Damasco, seco. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Disponível em: http://www.tbca.net.br/base-dados/int_composicao_alimentos.php?cod_produto=C0178C. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(2) FATIMA, Tabasum et al. Nutritional and health benefits of apricots. International Journal of Unani and Integrative Medicine, v.2, n.2, p.5-9, 2018. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/328274247_Nutritional_and_health_benefits_of_apricots. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(3) MANELA-AZULAY, Mônica et al. Vitamina C. Anais Brasileiros de Dermatologia, v.78, n.3, p.265-274, 2003. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962003000300002. Acesso em: 23 de dezembro de 2019. 

(4) DIAS, Ana Margarida Pereira da Silva de Portugal. Nutrição e a pele. Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto, 2008. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/54741/3/120815_0819TCD19.pdf. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(5) BRINGEL, Allina Leal et al. Suplementação Nutricional de Cálcio e Vitamina D para a Saúde Óssea e Prevenção de Fraturas Osteoporóticas. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v.18, n.4, p.353-358, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rbcs/article/view/20427. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(6) FERNANDES, Alan Lins; LUZ, Edwin Francisco Lima da; DINIZ, Maria Celeste Campello. Atuação do potássio na fadiga muscular. Livro de Memórias do VI Congresso Científico Norte-nordeste (CONAFF), p.55-60, 2007. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/242251439_ATUACAO_DO_POTASSIO_NA_FADIGA_MUSCULAR. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(7) MACEDO, Thamiris Moraes de Brito; SCHMOURIO, Gracilene; VIANA, Kátia Danielle Araújo Lourenço. Fibra alimentar como mecanismo preventivo de doenças crônicas e distúrbios metabólicos. Revista UNI, v.2, n.2, p.67-77, 2012. Disponível em: https://www.essentialnutrition.com.br/media/artigos/fiberlift/6.pdf. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(8) SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Deficiência de vitamina A. Fevereiro de 2007. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/02/doc_deficiencia_vitamina_A.pdf. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(9) FONSECA, Henrique Andrade Rodrigues da; ZAMITH, Thiago Panaro; MACHADO, Valéria Arruda. Relações entre o potássio da dieta e a pressão arterial. Revista Brasileira de Hipertensão, v.22, n.1, p.9-12, 2015. Disponível em: http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/03/881281/rbh_v22n1_9-12.pdf. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

(10) OZTURK, Feral et al.Protective effect of apricot (Prunus armeniaca L.) on hepatic steatosis and damage induced by carbon tetrachloride in Wistar rats. British Journal of Nutrition, v.102, p.1767-1775, 2009. Disponível em:  http://dx.doi.org/10.1017/S0007114509991322. Acesso em: 23 de dezembro de 2019.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.

Sobre o autor

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Jornalista (Mtb-PE: 6770) com formação completa no curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo (UniFavip-DeVry). Experiência prática de dois anos em produção jornalística para TV e rádio. Atualmente atua na área de redação para web, nas áreas de educação, beleza e saúde alternativa. Além da formação no curso superior, possui experiência em produção de vídeo, diagramação de livros e revistas e marketing.