A chegada do outono pode promover mudanças na sua saúde. Fique atento!

Esta época provoca o aumento de 40% no índice de doenças respiratórias devido às mudanças de temperatura

No Hemisfério Sul, o outono inicia-se entre os dias 20 e 21 de todo mês de março, estendendo-se até o dia 21 de junho. Durante este período, há variações de temperatura, folhas caídas pelos pátios e uma paisagem alaranjada devido as folhas das plantas. No entanto, as mudanças mais impactantes dizem respeito a diminuição de calor de forma gradual, tendo em vista que esta estação surge entre duas totalmente opostas, ou seja, sucedendo o verão e antecedendo o inverno.

Além das mudanças de temperatura, é possível perceber também um tempo mais seco e com maiores incidências de ventos. Em 2017, por exemplo, as temperaturas durante este período vão oscilar entre os 18 °C e os 28 °C, de acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Assim, todas estas variações podem comprometer o organismo humano, principalmente o sistema respiratório.

Para se ter uma ideia, segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), esta época do ano provoca o aumento de 40% no índice de doenças respiratórias. Este número é validado através do crescimento na busca de atendimento nos centros de saúde. “Quem já tem alguma doença respiratória crônica, como asma e principalmente DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), apresenta uma tendência muito maior em ter crises nessa época do ano”, afirma o pneumologista, José Jardim.

A chegada do outono pode promover mudanças na sua saúde. Fique atento!

Foto: depositphotos

A gravidade do DPOC

Entre todas as doenças respiratórias possíveis de serem identificadas no organismo humano durante o outono, a DPOC é uma das mais sérias. De acordo com dados da Associação Brasileira de Portadores de DPOC, aproximadamente 7 milhões de pessoas possuem esse problema só no Brasil. Deste montante, apenas 12% são diagnosticadas e apenas 18% desse pessoal recebe o tratamento adequado.

Mesmo sendo tão comum, poucas pessoas sabem reconhecer esta doença, por isso que a quantidade de diagnósticos é bem inferior ao número de pacientes. Assim, é importante ter consciência de que a DPOC é caracterizada pelo bloqueio do ar associado à inflamação dos pulmões. Ambas condições são decorrentes do contato com partículas nocivas presentes em químicos, poluição, cigarro e madeira.

Como o outono é responsável por acumular poluentes na atmosfera e por diminuir as chuvas, torna-se um momento propício para prejudicar ainda mais a vida de quem já possui esta doença crônica.

Sintomas e tratamentos para a DPOC

Ainda segundo o pneumologista, tosse e catarro são os sinais iniciais deste problema. Aos poucos, o problema vai se agravar e então surgem enfisemas nas paredes dos alvéolos. “A pessoa começa a sentir falta de ar que acaba prejudicando tarefas do seu dia a dia. Essa é uma doença sem cura e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 a DPOC será a 3ª maior causa de morte no mundo”, alerta José Jardim.

Portanto, é necessário que o paciente consiga compreender o problema de saúde o mais rápido possível. Em seguida, o doente precisa iniciar um tratamento coerente, envolvendo diversos profissionais da saúde, como pneumologista, fisioterapeuta e nutricionista. Ao constatarem a doença, os médicos podem receitar o uso de anti-infecciosos ou outros medicamentos de acordo com a gravidade do caso.

Sobre o autor

Jornalista (MTB-PE: 6750), formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, pela UniFavip-DeVry, escreve artigos para os mais diversos veículos. Produz um conteúdo original, é atualizada com as noções de SEO e tem versatilidade na produção dos textos.