Chá de arnica – Benefícios e propriedades

Para consumir esse chá, é preciso respeitar a dosagem diária

Nesse artigo você vai conferir os benefícios e a propriedades do chá de arnica, como consumi-lo e quais cuidados tomar. Acompanhe! A arnica é uma planta originária de regiões de clima temperado e costuma crescer em prados alpinos, pastagens e florestas europeias.

É muito confundida com o girassol, já que essas duas plantas pertencem à família das Asteráceas. A palavra “arnica” significa “pele de cordeiro”, devido às suas folhas peludas e suaves, sendo justamente este o fator que a difere do Girassol.

Segundo a nutricionista especializada em fitoterapia, Carolina Monçôres, as espécies de arnica mais usadas para fins medicinais são a arnica montana (Arnica montana L.), de origem europeia; e a arnica brasileira (Solidago microglossa D. C.), muito usada em substituição da primeira.

Propriedades da arnica

Popularmente conhecida por tratar hematomas e inflamações, a arnica tem sido usada há milhares de anos na medicina tradicional. Suas raízes e flores têm ajudado em tratamentos de diferentes problemas de saúde. Carolina afirma que ela contém substâncias anti-inflamatórias, protetoras celulares, propriedades antioxidantes e regenerativa de tecidos. Até mesmo atividades antitumorais foram observadas.

“As raízes da planta contêm grande quantidade de uma substância derivada do timol, que são usadas como fungicidas, conservantes e podem ser responsáveis pelo efeito anti-inflamatório”, explica a nutricionista e fitoterapeuta.

Flores de arnica

A arnica é popularmente conhecida por tratar hematomas e inflamações (Foto: depositphotos)

Além de tratar hematomas, Carolina diz que o extrato da raiz também tem sido usado externamente na pele para ajudar no tratamento de lesão articular, dor reumática, inflamação, distensão, torção da articulação e até aumento da imunidade.

De acordo com a profissional, o uso veterinário tópico dessa planta também é grande, principalmente em inflamações agudas de tendões e articulações, limpeza e tratamento de feridas na pele e mucosas, eczemas e inflamações cutâneas dos bichinhos.

Benefícios do chá

O chá de arnica é uma das formas de tratamento mais usadas com essa planta. Segundo Carolina, ele pode ser consumido tanto internamente como externamente. Na forma externa, ele pode ser usado em compressas de algodão para melhorar contusões, reumatismo, inchaços nas pernas, melhorar a circulação e também para fazer gargarejos para dor ou inflamação na garganta. Já o seu uso interno ajuda na recuperação de feridas em pós-operatório, redução de inchaço nas articulações e diminuição da dor.

Veja também: Benefícios e propriedades da arnica

Existe uma linha que defende que o chá de arnica não pode ser ingerido, pois é considerado tóxico. Porém, a nutricionista explica que não é necessário ser tão radical e que existe uma maneira certa de prepará-lo para que ninguém corra riscos. “É recomendado evitar o uso interno, mas o chá pode ser usado em infusão, respeitando-se as doses usuais de até 5 gramas de planta para cada litro de água e deve ser ingerido no máximo dois copos de 200ml ao dia. O principal é ser prescrito por um médico que entenda de plantas medicinais e esteja altamente seguro e experiente com a prescrição da planta por via oral”, orienta.

Carolina confirma que o uso externo é, de fato, mais frequente, principalmente, como primeiro tratamento de traumatismo e contusões. A aplicação deve ser feita diretamente sobre a área afetada, com auxílio de um pedaço de algodão ou compressas embebidas na tintura ou maceração em álcool de suas folhas e rizomas.

Receitas corretas e eficazes de chá de arnica

Se consumido corretamente, beber chá de arnica pode ser muito eficaz para diferentes problemas de saúde. Alguns profissionais, especialmente homeopáticos, afirmam que uma solução diluída pode ser tomada por via oral, para tratamento de febre de baixo grau, gripe, bronquite, enjoo, inflamação na garganta e até epilepsia. Carolina indica as seguintes receitas:

  • Chá de arnica montana: coloque água para ferver em um recipiente. Quando a água levantar fervura, adicione até 5 gramas das flores de arnica (1 colher de chá) para 1 litro de água. Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe em repouso durante 5 minutos. Em seguida, é só coar e beber quente ou frio. O máximo de consumo é até 2 copos de 200 mL ao dia ou 2 xícaras de chá. Ele deve ser usado até cessarem os sintomas.
  • Chá de arnica brasileira: nesse caso, podem ser usadas as flores ou as folhas da arnica para o preparo do chá. A quantidade de planta a ser usada é de 3 a 4 gramas para cada 150 ml de água, e podemos ingeri-lo de 2 a 3 vezes ao dia, também até cessarem os sintomas.

Para uso externo, basta embeber os chás descritos acima, em temperatura morna, em um algodão e aplicar diretamente nas contusões, dores e inflamação na pele até o fim dos sintomas.

Arnica seca

Além do chá, a arnica pode ser usada em forma de compressas ou pomadas (Foto: depositphotos)

Contraindicações e cuidados com o consumo

Carolina afirma que tanto o uso interno como o externo da arnica é contraindicado durante a gravidez, pois pode ser abortiva, e também durante a fase de lactação. É contraindicada ainda para indivíduos com doenças hepáticas e que tenham sensibilidade à planta. Além disso, compressas de arnica, ou ainda em forma de pomada ou gel, não deve ser usada em feridas abertas.

Sobre possíveis efeitos colaterais, a especialista acrescenta: “a arnica contém uma toxina chamada helenalina, que é responsável por efeitos colaterais em seu uso externo como: irritação na pele, dermatite de contato e eczema. Já no uso interno, caso grandes quantidades sejam ingeridas, podem aparecer sintomas como: fraqueza muscular, gastroenterite severa, sangramento interno do trato digestivo e taquicardia”. Por isso, nunca esqueça de se consultar com um especialista de saúde antes de começar qualquer tipo de tratamento.

Veja também: Arnica – propriedades do chá e pomada desta planta

Opções além do chá

Para quem não gosta de chá, mas gostaria de aproveitar os benefícios da arnica, existem outras maneiras possíveis de consumi-la. “A arnica montana pode ser suplementada via oral, em cápsulas, por médicos e prescritores altamente qualificados. A dose utilizada normalmente é de 250 miligramas a 500 miligramas ao dia. Também é possível usar a arnica em tinturas hidroalcoólicas, a famosa gotinha, de 5 a 10 gotas, 1 a 3 vezes ao dia”, explica Carolina.

*Informações sobre a especialista entrevistada

Carolina Garcia Monçôres
Nutricionista CRN4 12100886
Mestre em Nutrição Humana (UFRJ)
Especialização em Fitoterapia (NutriNew)
Pós-Graduada em Nutrição Oncológica (CIN)

Sobre o autor

Jornalista (MTB-RJ: 36167), formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela PUC-Rio e especialização em Jornalismo Cultural, pela UERJ. Como redatora web, escreve matérias sobre assuntos diversos. Também atua na área de marketing de conteúdo e produção audiovisual.