Terceira idade: dança retarda o envelhecimento e aumentar o bem-estar

A Dança Sênior contribui com atividades sócio-físico-mental e emocional de quem pratica, por isso passou a fazer parte do setor de fisioterapia


Parafraseando a célebre frase “quem canta os males espanta”, podemos dizer que “quem dança os males espanta” também. Independentemente da idade, o ato de dançar traz benefícios para o corpo, mente e alma.

Levando em consideração estes benefícios, surgiu a ideia de ensinar os idosos a dançarem, chamando a prática de Dança Sênior. A proposta veio da Alemanha, em 1974, e hoje ganhou o mundo, inclusive o Brasil.

“Por contribuir com as atividades sócio-físico-mental e emocional de quem a realiza, essa dança passou a fazer parte do setor de fisioterapia. Ultimamente, vem ganhando espaço no Brasil como estratégia preventiva da inatividade, retardando o envelhecimento”, explica a fisioterapeuta Luciane Criado.

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Foto: depositphotos

Por ser dedicada aos idosos, esta é a única dança que pode ser praticada em pé ou sentada, tornando-se propicia para quem não consegue andar ou apresenta problemas com equilíbrio e dor.

Benefícios da Dança Sênior

De acordo com a fisioterapeuta Ercília Pivoto, as aulas respeitam os limites de cada praticante. “Entre os nossos alunos, observa-se melhora da ansiedade e até da depressão, menor limitação física para as atividades do dia a dia, com menos fadiga e mais disposição”, afirma a especialista que trabalha no São Cristóvão Saúde.


Ainda segundo a profissional, este tipo de dança tem a capacidade de melhorar a coordenação motora, fortalecer as articulações, auxiliar os músculos e proporcionar equilíbrio e postura corporal ao paciente. Além disso, esta atividade libera hormônios responsáveis por regular a pressão arterial e os batimentos cardíacos.

Já a fisioterapeuta Luciene Criado destaca os benefícios da Dança Sênior com relação à mente, tendo em vista que esta prática melhora a concentração, ajuda a memória recente e aumenta a atenção. “A união de música, movimento e convívio social ajuda no equilíbrio emocional, trazendo de volta o prazer na realização dos afazeres diários”, relata a profissional.

Como praticar este tipo de exercício?

“Esse tipo de dança exige movimento de todas as partes do corpo, como tronco, membros superiores e membros inferiores”, explica Ercília. Mas, como há duas formas de praticar esta dança, cada aluno pode usufruir de maneiras diferentes.

Por exemplo, enquanto os praticantes dançam em pé, eles podem intercalar os ritmos em rápidos e lentos, mas sempre levando em consideração coreografias de baixo impacto. Já quando a aula é sentada, os idosos têm a oportunidade de usarem de instrumentos de percussão como chocalhos, triângulos e bastonetes. Ambos os modos são colocados em prática uma vez por semana, com aproximadamente uma hora cada sessão.

Nota sobre os praticantes

Apesar das aulas serem voltadas para os idosos, qualquer pessoa pode praticar esta atividade, até mesmo crianças. E os benefícios são comprovados pelos próprios participantes, como Elizabete Schmich que pratica a dança desde 2006. “A dança faz bem para a cabeça e melhora as dores nas articulações, além de proporcionar várias amizades”, afirma. Marlene Venâncio, que é da mesma turma de Elizabete, também destaca os efeitos positivos da dança: “Melhorou o meu estresse e fiz muitas amigas”.


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