Rotulação diferenciada de alimentos pode combater a obesidade

A rotulagem de produtos pode levar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis na hora de comprar e consumir os produtos


 Uma das formas de combater o grande índice da obesidade é incluir informações didáticas nos rótulos de produtos industrializados. A enfermidade afeta quase 3 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o cirurgião presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), João Caetano Marchesini a rotulagem diferenciada de produtos pode levar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis na hora de comprar e consumir os produtos.

A iniciativa é pioneira no país e servirá como modelo para um Projeto de Lei que deverá ser apresentado em âmbito nacional como forma de combater o avanço da obesidade no Brasil, que segundo estudo publicado na revista científica Lancet, um quinto da população brasileira encontra-se obesa.

Rotulação diferenciada de alimentos pode combater a obesidade

Foto: depositphotos

Marchesini coordenou uma equipe médica e da nutrição e que atuam como pesquisadores em Universidades do Paraná para realizar o estudo. A pesquisa mostrou rotulagem de produtos pode influenciar positivamente os consumidores.

O resultado do trabalho foi a elaboração de selos que identificam e diferenciam os nutrientes contidos nos alimentos que são industrializados e embalados líquidos e sólidos.


Selos diferenciados

São quatro cores de selos que identificam a quantidade de gordura, açúcar, sódio e fibras. O dourado indica um produto saudável. Já o vermelho faz um alerta.

“A interpretação de rótulos e informações nutricionais de alimentos embalados deve ser facilitada para que a população possa fazer escolhas autônomas, saudáveis e adequadas. Vamos apresentar um estudo científico que comprova a mudança na escolha das pessoas quando elas são alertadas de que determinado alimento não faz bem à saúde”, conta Marchesini.

O médico explica que os alimentos ultraprocessados devem ser consumidos o menos possível. A quantidade excessiva de gordura saturada, açúcar e sódio são extremamente prejudiciais à saúde.

“Além disso, os alimentos ultraprocessados são pobres em fibras, vitaminas, minerais e outras substâncias que estão naturalmente presentes nos alimentos in natura e minimamente processados como, por exemplo, os grãos, verduras, legumes e frutas”, reforça Marchesini.


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