Orégano e cravo podem matar mosquito transmissor do zika vírus

Pesquisadores de Minas Gerais estão desenvolvendo um larvicida capaz de eliminar as larvas do Aedes, feito à base do óleo de orégano e cravo


Temido por uns, odiado por todos. O Aedes aegypti é hoje o mosquito mais conhecido no Brasil e também o mais detestado, isso porque é o vetor de doenças como dengue, febre chikungunya e o perigoso zika. Esta última, por exemplo, é apontada como a causa de microcefalia em bebês, De acordo com o boletim atualizado do Ministério da Saúde, o Brasil já possui 907 crianças com essa anomalia ou com outros problemas no sistema nervoso.

A questão que paira é a seguinte: como as pessoas devem reagir ao zika vírus? É preciso, primeiramente, entender a doença e como ela se instala no organismo. Em seguida, tomar as medidas necessárias para combater o problema desde sua raiz. Pensando desta maneira, pesquisadores de Minas Gerais estão desenvolvendo um larvicida capaz de eliminar as larvas do Aedes, feito à base do óleo de orégano e cravo.

Larvicida à base de orégano e cravo

Desde 2013 que a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), vem elaborando um trabalho a fim de descobrir um produto natural que elimine o Aedes aegypti. Para elaborar esse estudo, os pesquisadores se utilizaram de 20 plantas, mas chegaram a conclusão que os óleos extraídos do orégano e do cravo da Índia são eficazes no combate as larvar deste mosquito, eliminando-as em até 24h após o primeiro contato.

Imagem de orégano e cravo

Foto: Depositphotos

Entretanto, ainda serão necessárias algumas etapas antes que o produto esteja disponível no mercado. Como produtos naturais não podem ser patenteados, o larvicida precisa de uma fórmula e é isso que os pesquisadores estão buscando. Também não adianta usar o orégano e o cravo nos vasos de plantas, pois a eficácia está comprovada de substâncias extraídas desses dois elementos. Contudo, os estudiosos alertam que a melhor técnica contra a zika é a eliminação dos criadores.


Zika vírus: contágio, sintomas e tratamento

Assim como a chikungunya e a dengue, o zika é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti contaminado pelo vírus dessas doenças. Quando um inseto pica alguém doente, ele se torna vetor do determinado vírus e, ao picar outras pessoas, pode transmiti-lo para essas. Ao ser contaminado, o paciente apresenta sintomas semelhantes ao da gripe, por isso, é importante procurar um médico logo no início do problema e não se automedicar.

Dentre os sinais que indicam o zika estão as dores, sentidas em todas as partes do corpo, porém com mais intensidade nas articulações; febre baixa, variando de 37,5 °C a 38,5 °C; manchas vermelhas na pele; coceira no corpo. Além disso, o paciente ainda pode apresentar vermelhidão nos olhos, dor de cabeça e cansaço físico e mental. Assim, ao sentir os primeiros sintomas, o indivíduo deve procurar uma unidade de saúde mais próxima.

Ao ser diagnosticado com o zika vírus pelo profissional de saúde, o paciente deve começar o tratamento indicado pelo médico. Como não existe um medicamento específico para eliminar o vírus, os remédios são prescritos para acabar com cada sintoma. Ainda não há vacina contra esta doença, por isso a melhor forma de lhe dar com ela é a prevenção.

*Com informações da Agência Brasil


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