Por que existem tantos casos de depressão? OMS fez estudo

A depressão não é um problema que atinge uma única classe social, trata-se de uma doença que afeta qualquer pessoa


De acordo com o estudo desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), existem, aproximadamente, 350 milhões de pessoas com depressão no mundo todo, este número indica que 5% da população mundial sofre com este problema. Além destes dados, a pesquisa da OMS demonstra que até 2030 esta será a doença mais comum entre as pessoas.

Só no Brasil, a população de depressivos chega a 11 milhões, correspondendo a 7,6% dos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, não é apenas esta informação que impressiona e preocupa, tendo em vista que além dos pacientes já identificados com a doença, existe uma estimativa de que mais de 5 milhões dos brasileiros estão com risco de apresentar este problema.

Todos estes fatos preocupam os médicos, pois as condições de vida que as pessoas levam são propicias para surgir tal problema. Segundo o psicólogo Bayard Galvão, a depressão é um quadro psiquiátrico e pode ser desencadeada por três motivos, em maior ou menor escala.

Por que existem tantos casos de depressão? OMS fez estudo

Foto: depositphotos

Razões que levam ao quadro de depressão

A depressão não é um problema que atinge apenas pessoas de uma única classe social, trata-se de uma doença que afeta qualquer pessoa. Portanto, este distúrbio psiquiátrico está envolvido, pelo menos, com três causas distintas, segundo Galvão.


“Três causas em maior ou menor nível podem causar a depressão: ambiente (clima nublado e/ou frio e/ou alimentação), DNA (o que provocaria as alterações neuroquímicas) e/ou psique. Na minha experiência, mais de 90% dos pacientes com depressão tem como causa essencial a psique”, afirma o médico.

Ainda para o psicólogo, a depressão surge devido ao acúmulo de problemas relativamente pequenos ou de média escala. “Alguns acontecimentos de intensidade pequena e média: casamento ruim; trabalho sofrível; baixa autoestima; abandono por alguém, seja pai ou mãe ou esposo(a); síndrome do pânico que perdura por meses ou anos; dor por solidão e/ou tantos outros”, exemplifica Galvão.

Soluções indicadas por especialista

Diante destes problemas que apesar de pequenos, surtem um efeito preocupante na saúde psíquica dos pacientes, o médico Bayard Galvão indica a não acumulação das dificuldades enfrentadas no dia a dia e o aproveitamento de momentos simples e singelos.

“A vida não é feita de intensas emoções, somos como uma árvore que obtém energia não de uma grande folha, mas sim de centenas de pequenas, como um bom café, uma boa música, um bom banho, uma boa conversa pela manhã, um bom emprego, uma boa comida no almoço, bons amigos, uma boa cama, um bom happy hour, um bom sexo, uma boa autoestima, um bom final de semana e bons diálogos”, explica o especialista.

Além de focar nos momentos bons, o médico também indica que os pacientes tentem resolver os problemas. “Proponho duas perguntas para curar ou superar a depressão: O que do dia a dia está doendo? Como resolver este sofrimento? Por mais que doa a curto prazo, mas sendo buscado o viver bem a médio e longo prazo”, finaliza o psicólogo.


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