Estudo comprova eficácia de óleos no combate ao mosquito Aedes

Os óleos extraídos do orégano e do cravo ao entrarem em contato com os criadouros dos mosquitos, acabam matando as larvas em até 24 horas. Entenda


De acordo com uma pesquisa elaborada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), óleos de cravo e orégano conseguem eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti. Entretanto, antes de ser comercializado no mercado ainda será preciso desenvolver uma fórmula para este larvicida. Uma vez que, produtos naturais não podem ser patenteados, como informa a pesquisadora Alzira Batista Cecílio. Ainda segundo a profissional, a expectativa é que o item esteja pronto para ser apresentado para as empresas até a metade de 2016.

Como surgiu esta descoberta?

Esta pesquisa, na verdade, integra um estudo maior sobre como elementos naturais podem ajudar a combater os diversos vírus na sociedade. Todavia, como o Aedes é um mosquito preocupante, os pesquisadores resolveram procurar saídas naturais para eliminar também os vetores. E foi o que conseguiram ao experimentar os óleos extraídos do orégano e do cravo, que, ao entrarem em contato com os criadouros, matam as larvas em até 24 horas. Contudo, antes desse eficaz resultado, os elementos foram selecionados após uma análise criteriosa com mais de 20 plantas.

Como os óleos são extraídos dessas especiarias através de equipamentos específicos, não adianta colocar as folhas do orégano e nem os cravos em si, pois não haverão resultados positivos. Além disso, os óleos descobertos pelos pesquisadores ainda devem passar por um estudo fitoquímico, o qual irá detalhar as composições químicas desses produtos.

Mosquito Aedes aegypti

Foto: Depositphotos

Entretanto, a pesquisa não para nesse quesito. De acordo com os envolvidos, a proposta é estudar se há a possibilidade desses mesmos produtos naturais combaterem o Aedes em outras fases de sua vida, como em forma de mosquito. Este processo poderá resultar em um inseticida aerosol ou repelente. Apesar disso, Batista alerta para que as pessoas não esqueçam que a melhor opção é combater os focos de procriação dos mosquitos e que essas alternativas são paralelas a atividade de combate contínuo.


Larvicida ‘amigo’ da natureza

Os cientistas sabem que os focos do Aedes estão espalhados por todos os locais e que o mosquito da dengue – também transmissor do zika vírus e da febre chikungunya – está em pleno contato com animais e seres humanos. Em decorrência deste cenário é preferível um larvicida que acabe com o inseto, mas que, ao mesmo tempo, não seja nocivo ao meio ambiente.

Por essa razão, Batista afirma que o objetivo é encontrar uma fórmula degradável, eficiente no combate e que não contamine a água de nenhum reservatório, uma visão diferente dos demais produtos do mercado. De acordo com uma entrevista concedida à Agência Brasil, a pesquisadora explica que “a maioria dos larvicidas usados hoje exige algum cuidado na aplicação e deixa a água com alguma toxicidade”.

Preocupação depositada no Aedes aegypti

Esta variável do estudo se deu levando em consideração o cenário preocupante em que se encontra a saúde pública no Brasil. O Aedes aegypti, além de ser o vetor de todos os tipos de dengue, é também o transmissor da chikungunya e do poderoso zika vírus, o qual ainda é apontado pelo causador de microcefalia em bebês.

*Com informações da Agência Brasil


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