Óleo de mirra – Benefícios e propriedades

A mirra é uma pequena árvore repleta de espinhos, comum em regiões semidesérticas do Oriente…


A mirra é uma pequena árvore repleta de espinhos, comum em regiões semidesérticas do Oriente Médio e do nordeste da África. Usada como ingrediente primário em cosméticos e incensos antigos, a mirra tem ainda outra aplicação antiga: a mumificação dos mortos. Seu nome significa “lágrimas amargas”, devido à sua seiva, que escorre em gotas na forma de lágrimas quando a árvore é cortada. Outra forma de consumo de povos antigos, era a sua adição ao vinho por parte dos povos hebreus e gregos, de forma a buscar a intensificação dos sentidos. A colheita de sua resina é feita por meio das fissuras das cascas, sendo seca e transformada em secreções granulares. De aroma quente, apimentado e amargo, a planta é usada ainda com fins medicinais até os dias atuais.

Óleo de mirra - Benefícios e propriedades

Foto: Reprodução

Propriedades e benefícios

Entre seus componentes, encontramos pinene, dipentene, hirabolene, limonene, cadinene, ácido fórmico, ácido acético, ácido mírrico, eugenol, cinamaldeído, cuminaldeído e resinas. A planta possui propriedades terapêuticas que envolvem sua ação antisséptica, anti-inflamatória, antibacteriana e antifúngica, além de agir como descongestionante, adstringente, curando feridas e também estimulando a menstruação.

Acredita-se que tenha efeito revigorante, combatendo a fraqueza, a apatia e o desanimo.  É eficaz ainda no tratamento de problemas pulmonares, purificando e eliminando o excesso de mucosidade, ajudando no tratamento de doenças como a bronquite, resfriado, inflamações da garganta, faringite, tosse e febre glandular.


Seu consumo ajuda também no tratamento de problemas de boca, gengiva e mau hálito decorrente de problemas gástricos. Age como tônico para o estômago, aumentando o apetite, controlando a diarreia e aliviando a flatulência, a acidez e as hemorroidas. Pode ser usada para tratamento de fluxo menstrual escasso, leucorreia, além de enfermidades causadas por fungos vaginais.

Quando aplicada na pele, pode ser usada para tratar furúnculos, ulcerações cutâneas, ferimentos, escaras, eczema e pé de atleta. Além disso, uma de suas características mais marcantes é que pode conter a degeneração dos tecidos, atuando tanto internamente quanto externamente. Além disso, combate o envelhecimento precoce da pele, mantendo-a mais saudável, assim como as unhas.

Como consumir?

Indica-se que o óleo seja consumido in natura, podendo ser usado para temperar saladas e outros pratos frios. Pode ser usado também misturado com cremes de hidratação e máscaras capilares, ajudando no fortalecimento dos cabelos.

Precauções e contraindicações

O consumo de mirra pode intensificar a atividade da tireoide, por isso, caso a tenha superativa, não faça o uso desse medicamento natural. A mirra é contraindicada para mulheres gestantes ou em fase de lactação. O óleo não costuma causar alergias e reações adversas, mas é importante realizar o teste de sensibilidade, aplicando uma pequena quantidade do produto na parte interna do braço e aguardando uma hora. Caso haja irritação ou sensibilidade, o uso deve ser descontinuado.


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