Fitoterapia chinesa, uma ciência milenar

Conheça a fitoterapia chinesa e seu valor terapêutico. Atualmente, é o sistema medicativo natural de maior aceitação e difusão do Ocidente


Há mais de quatro mil anos, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) existe e vem sendo usada para tratar e evitar diversas doenças que afetam o ser humano.

Para se ter uma ideia, de acordo com relíquias e documentos históricos, a origem da acupuntura está associada ao período Neolítico e o registro mais antigo da MTC data do século XI a.C. Contudo, só em 1930 a ciência milenar da China foi apresentada ao Ocidente.

E após esse surgimento fora do Oriente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) despertou um interesse nos êxitos alcançados pelos chineses no que concerne às soluções de problemas de saúde. Com isso, criou em 1975, o Programa de Promoção e Desenvolvimento das Medicinas Tradicionais.

Fitoterapia chinesa, uma ciência milenar

Foto: depositphotos

Bases da Medicina Tradicional Chinesa

Atualmente, o MTC vem abrindo mais caminho no Ocidente, enquanto os médicos e cientistas chineses aprofundam os estudos científicos sobre a eficácia e a segurança das diversas modalidades terapêuticas.

Os cinco pilares da técnica, são: fitoterapia, acupuntura, moxibustão, tuiná e dietética chinesa.

Entre as milhares de plantas existentes, os especialistas da Medicina Tradicional Chinesa utilizam, aproximadamente, trezentas espécies para curar determinadas doenças e também prevenir o surgimento de outras, além de tonificar e fortalecer o organismos de pacientes.

Uma outra característica deste tipo de medicina, é o método totalizante usado nas medicações ideias para cada caso. Por exemplo, ao receitar algum paciente, os especialistas adotam um sistema de compreender o caso como um todo e não por partes.

Sendo assim, quando uma pessoa apresenta determinado sintoma, trata-se de averiguar como este se encaixa dentro do esquema global do doente.


Usando as plantas como remédio

As plantas são selecionadas por seu valor terapêutico e assim são usadas na fitoterapia chinesa, que, sem dúvidas nenhumas, é o sistema medicativo natural de maior aceitação e difusão do Ocidente.

O repertório de remédios utilizados para os tratamentos possui uma fonte ampla de espécies, mais de sete mil tipos de plantas. Uma outra curiosidade, é o fato de que não só os vegetais são usados, mas também algumas especiarias de minerais e substâncias animais.

Astrágalo: tonificante natural

O astrágalo é nativo na China, mas é facilmente encontrado em mistura com outras ervas. A sua utilidade se aplica em casos de fraquezas em geral, doenças crônicas e para aumentar a vitalidade do corpo e por essa razão e’considerado um forte tonificante natural.

Sua utilização vem de séculos atrás e hoje, depois de diversos estudos feitos, é usado para tratar cardiopatias, doenças hepáticas, insuficiências renais,  assim como o câncer, infecções virais e transtorno do sistema imunológico.

Shiitake: saboroso e fortificante

Apesar do nome estranho, o shiitake é uma espécie de cogumelo, que até então, não era encontrado na flora brasileira, mas graças as técnicas modernas ele pode ser cultivado em estufas em diversos países.

É saboroso, aromático e é comercializado fresco e desidratado, sendo por essas razões muito apreciado pelos chefes de cozinha.

Conhecido em países como o Japão, a China e a Coréia, pelo seu efeito tônico-energético, o cogumelo asiático é usufruído no Ocidente para estimular as defesas. Sendo assim, é usado como terapia complementar da quimioterapia e radioterapia dos processos cancerígenos.

Também foi incluído em vários compostos experimentais na luta contra a aids. Além dessas utilizações, o Shiitake está sendo estudado para conseguir atingir os possíveis efeitos antialérgicos, anticancerígenos e também antivirais.


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