Espinheira-santa – benefícios do chá deste santo remédio!

Por Daiane Silva

Espinheira-santa, uma planta repleta de propriedades

Espinheira-santa, uma planta repleta de propriedades | Imagem: Reprodução

Muito usada na medicina popular, a planta, que já era utilizada pelos índios há muito tempo, tem esse nome por causa de suas folhas, que tem pontas, lembrando espinhos e por ser considerada um “santo remédio”! A espinheira-santa  (Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, Celastraceae)  também é chamada por outros nomes: cancorosa, cancerosa, cancorosa-de-sete-espinhos, coromilho-do-campo, erva-cancerosa, cangorça, espinho-de-Deus, limãozinho, espinheira-divina, marteno, pau-josé, maiteno, salva-vidas  e sombra-de-touro.

É uma árvore de porte pequeno, chega aos cinco metros de altura, ramificada e produz pequenos frutos vermelhos. Tem fácil adaptação a solos mais úmidos, pode se desenvolver entre outras árvores, como o interior de bosques não muito densos ou a pleno sol. É ótima escolha para ações de conservação e uso sustentável.

Partes utilizadas da espinheira-santa

Costumam ser utilizadas as folhas, as cascas e as raízes da espinheira-santa no preparo de chás medicinais, infusões que tanto podem ser usadas interna quanto externamente, para tratamentos cicatrizantes de pele.

Os índios brasileiros sempre utilizavam a espinheira-santa para combater tumores e daí veio um dos seus nomes populares: erva-cancerosa. Na medicina popular, esta planta é indicada para dezenas de enfermidades, especialmente do aparelho digestivo.

Atualmente, após inúmeros estudos que comprovaram seus benefícios à saúde, a espinheira-santa passou a ser manipulada pela indústria farmacêutica na formulação de medicamentos.

Conheça seus principais benefícios

O poder diurético da espinheira-santa ajuda a diminuir medidas

Seu poder diurético ajuda no emagrecimento | Imagem: Reprodução

Vamos conhecer agora, quais são as mais comuns indicações de uso da espinheira-santa:

  • Combate úlcera de estômago;
  • gastrite;
  • males do aparelho digestivo;
  • trata tumores;
  • anticonceptivo;
  • antisséptico;
  • antiespasmódico;
  • diurético (acaba com a retenção de líquidos, o que ajuda a emagrecer);
  • antiasmático;
  • antitumoral;
  • laxativo;
  • ajuda a combater o vício do álcool;
  • enfermidades do fígado;
  • reduz a produção de leite nas lactantes;
  • trata a hidropisia pelo abuso do álcool;
  • abortivo.
  • cicatrizante.

O consumo desta planta é proibido às gestantes, pois pode provocar contrações uterinas e até mesmo aborto. Lactantes também não devem utilizar a planta, já que reduz a produção de leite.

Sem dúvida, a principal propriedade terapêutica da espinheira-santa está relacionada à atividade antiulcerogênica, isto é, usada no tratamento de úlceras gástricas e pépticas. Foi confirmado que tanto os taninos, principalmente a epigalocatequina, quanto os óleos essenciais, em especial o fridenelol, presentes nas folhas, são responsáveis por parte dos efeitos gastroprotetores. O mecanismo de ação destes compostos está relacionado à diminuição da secreção de ácido clorídrico pelas células do estômago e ainda à atividade antimicrobiana sobre Helicobacter pylori, uma bactéria do trato gastrointestinal responsável pela formação de úlceras e inflamações gástricas.

No mercado informal de plantas é fácil encontrar espinheira-santa à venda. No entanto, pode-se observar, principalmente nas feiras livres, que a espécie oferecida não é M. ilicifolia e sim Sorocea bonplandii (Baill.) W. C. Burger, Lanj. & Boer (Moraceae) ou Zollernia ilicifolia Vogel (Leguminosae), duas das espécies mais utilizadas na adulteração da espinheira-santa. Os estudos científicos a respeito destas duas plantas ainda são escassos e pesquisas adicionais são necessárias a fim de confirmar suas propriedades medicinais corretas. Portanto, é importante sempre buscar chás de fornecedores confiáveis ou fitoterápicos registrados na ANVISA, os quais contém em sua composição folhas de M. ilicifolia, a verdadeira espinheira-santa.

Revisão do texto