Dieta vegetariana poderia salvar 5,1 milhões de vidas por ano

Segundo estudo realizado por pesquisadores de Harvard, a predisposição a doenças reduziria consideravelmente


Tudo o que os seres humanos consomem tem um impacto em sua saúde e também no meio em que vivem. Levando em consideração esses dois aspectos, um debate é feito sobre o consumo de carnes e as consequências desse tipo de alimentação.

De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, 20 milhões de pessoas mudaram seus hábitos alimentares no Brasil e adotaram uma dieta sem carnes. Isso quer dizer que quase 10% da população brasileira está tomando consciências dos efeitos nocivos que os produtos animais causam no organismo e também na natureza.

Frente a esta revolução alimentar, pesquisadores vêm desenvolvendo estudos sobre como a alimentação à base de produtos animais interfere na saúde da população e os seus efeitos em outros setores da sociedade, como a economia e o meio ambiente.

Dieta vegetariana poderia salvar 5,1 milhões de vidas por ano

Foto: depositphotos

Pesquisa da Universidade de Oxford

Liderados por Marco Springmann, um dos desenvolvedores do Programa de Alimentação do Futuro, cientistas da Universidade de Oxford apontam que a diminuição do consumo de carne vermelha poderia salvar a vida de nada menos que 5,1 milhões de pessoas por ano, até 2050.

Mas, para chegar a essa conclusão os pesquisadores precisaram observar grupos de pessoas com diferentes hábitos alimentares. Dentre os participantes tinham os que consumiam frutas, legumes e verduras, outros que possuíam uma alimentação á base de carne vermelha e também haviam variações entre o consumo de sal e açúcar.

Os resultados mostraram que o grupo que se alimentava à base de uma dieta vegetariana estrita tinha mais saúde se comparado aos demais integrantes, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade, que neste caso eram menores.

Outros estudos que alertam os malefícios da carne no organismo

De acordo com um material disponibilizado pelo Instituto Nina Rosa no YouTube, a Universidade de Harvard fez um estudo levando em consideração o consumo de carne. Para os pesquisadores, o consumo em poucas quantidades de carne vermelha, porém diário, pode aumentar em 20% os casos de morte prematura.


Já uma alimentação vegetariana reduz em até 35% o colesterol ruim (LDL) do sangue e diminui em 31% as mortes motivadas por infarto. Os vegetarianos também não correm tanto risco de apresentarem diabetes, tendo 50% de chances a menos de desenvolverem essa patologia.

Segundo dois dos maiores centros de nutricionistas do mundo, isto é, a Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, as dietas vegetarianas ou veganas, se planejadas são saudáveis e adequadas em termos nutricionais.

Além disso, ainda de acordo com as instituições esses tipos de alimentação trazem benefícios para a saúde tanto na prevenção, como também no tratamento de determinados problemas de saúde.

Impactos causados pela produção de carne

Uma dieta vegetariana estrita ou vegana pode não só fazer bem à saúde dos seus adeptos, mas também ao meio ambiente. Levando em consideração os gastos de energia, água e de desmatamento provocados pela indústria da carne, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que para reduzir os impactos ambientais é preciso diminuir o consumo de produtos animais.

Para se ter uma ideia, a produção de um quilo de carne bovina leva 15.400 litros de água, um elemento cada vez mais escasso na natureza.

Ainda de acordo com os cientistas de Oxford, se todo mundo adotasse uma dieta vegetariana seria possível reduzir em até 70% a emissão de poluentes na natureza, diminuir as áreas desmatadas para a criação de animais e produção de ração destinada a estes. Além disso, haveria uma retração nos gastos, chegando a economizar R$ 3,5 trilhões.

Para alcançar essa mudança alimentar de toda a população, as produções de verduras e frutas deveriam aumentar em pelo menos 25%. Em outras palavras, seria uma nova geração de emprego, mais ecologicamente corretos e visando a promoção de uma maior saúde na população.


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