Dieta e suplementos indicados para crianças alérgicas

O indivíduo só pode descobrir sensibilidade à determinada substância quando esta é ingerida por ele. Saiba mais


Congestão nasal, dificuldade respiratória, espirros, fadiga, inchaço na garganta e dores de cabeça. Esses são alguns dos sintomas clássicos das reações alérgicas provocadas por algum alergênico presente em alimentos, poeira, pólen, umidade, produtos industriais etc.

As substâncias que desencadeiam alergias no organismo conseguem entrar no corpo através da pele, do sistema digestivo ou pelas mucosas nasais e pulmões. Já quando estão circulando na corrente sanguínea, estes elementos provocam uma reação exagerada das células do sistema imunológico.

Como resposta, o corpo produz em excessivas quantidades substâncias químicas, como é o caso da histamina. Esta, por sua vez, pode afetar a pele ou os sistemas cardiovascular, respiratório e digestório.

Dieta e suplementos indicados para crianças alérgicas

Foto: depositphotos

Em qualquer que seja a idade, o indivíduo só pode descobrir sensibilidade à determinada substância quando esta é ingerida por ele.

De acordo com a doutora em química do ambiente e terapeuta natural, Sofia Loureiro, no livro “Guia de Remédios Naturais para Crianças”, no caso dos pequenos que são amamentados devidamente, a probabilidade de apresentar quadros alérgicos é menor. Mas, quando há episódios alérgicos nesta fase da vida, é necessário que os responsáveis tenham mais atenção para evitar este tipo de problema.


Riscos de uma criança tornar-se alérgica

Da mesma forma que a doutora afirma que a amamentação traz certa imunidade para a criança, no mesmo livro, ela também faz um alerta às mamães sobre quais itens podem ser consumidos por elas neste período. “Acredita-se que a redução de alimentos potencialmente alergênicos na dieta da mãe durante o período de aleitamento pode diminuir a probabilidade de a criança desenvolver episódios alérgicos”, conta Loureiro.

De forma semelhante ocorre quando há uma introdução precoce de certos alimentos diretamente na dieta do bebê. Produtos lácteos, ovos, amendoim, soja, trigo, frutas cítricas, peixe e outros itens constituem uma lista vasta de alimentos que aumentam a probabilidade das crianças desenvolverem sensibilidade a esses alimentos e seus derivados.

Formas de controlar os alergênicos

Se a mãe tem uma alimentação saudável e o bebê alimenta-se do leite materno até a idade ideal, este terá grandes chances de não desenvolver reações alérgicas. Vale salientar que, quanto mais cedo for introduzido itens potencialmente alérgicos na vida da criança, mais aumenta a probabilidade dela se tornar alérgica a algum deles.

Desta forma, é aconselhável apostar em uma dieta com frutas, cereais integrais, gengibre e vegetais diversificados. Além disso, os responsáveis podem investir em refeições com alimentos crus, em seus respectivos estados naturais. Preencher as refeições durante o dia com vitaminas A, B, C e E também constitui um cardápio suplementar.

Contudo, vale salientar que se a criança é alérgica a determinados produtos, é preciso que o responsável procure auxílio com nutricionistas para readaptar as refeições dos pequenos. Isso porque, faz-se necessário encontrar alternativas que sanem as carências nutricionais que certos alimentos, ao serem retirados da dieta, podem deixar.


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