Cuidado: quem se automedica pode sofrer de ansiedade

De acordo com o IMS Health, em 2015, foram comercializadas 23 milhões de caixas de um conhecido ansiolítico


Sabe aquela velha história de que tomar medicamentos por conta própria pode representar grande risco a saúde? Pois bem, esse é uma realidade que pode ser aplicada aquelas pessoas que consomem os medicamentos para tratamento da ansiedade, sobretudo adolescentes e adultos.

De acordo com a psicóloga do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro, essa atitude pode custar caro para a saúde dos pacientes. “As pessoas querem que tudo seja resolvido e feito imediatamente e, isso faz com que elas tornem-se mais ansiosas. Ninguém mais tem paciência de esperar e se frustrar”, frisa.

De acordo com dados do IMS Health, entidade privada especializada em informações da área da saúde, em 2015, foram comercializadas 23 milhões de caixas de um conhecido ansiolítico. Esta pesquisa coloca o Brasil no ranking dos maiores consumidores de medicamentos para essa finalidade.

Cuidado: quem se automedica pode sofrer de ansiedade

Foto: depositphotos

Sobre a ansiedade

A ansiedade é uma resposta fisiológica normal do organismo diante de algo novo, inesperado, desejado, temido ou muito feliz. Acontece que em alguns casos estes sintomas aparecem com mais frequência e com intensidades desproporcionais, passando para um transtorno e não mais algo esperado.


Outros sintomas que podem caracterizar a ansiedade são: sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer; preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho; medo extremo de algum objeto ou situação em particular a até medo de ser humilhado publicamente.

A falta de controle sobre pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade, também pode ser caracterizado como outro sintoma da ansiedade, além de pavor depois de uma situação muito difícil.

Procurando ajuda médica

Na identificação de qualquer um dos sintomas acima, a primeira providência que se deve tomar é procurar um médico. Nesse âmbito, dois profissionais são os mais indicados para consultas: psicoterapeuta é recomentado quando os sintomas envolvem personalidade, traumas e crises. Já quando os mesmos têm biológica, o psiquiatra é mais indicado.

Sobre o tratamento, a psicóloga esclarece que, dependendo do caso, o profissional encontrará a maneira mais eficiente de lidar com o distúrbio. “Na grande maioria das vezes, as pessoas se utilizam de remédios quando estão em crise, o que se torna um problema sério. Nessa hora, a automedicação é, sem dúvida, muito perigosa, podendo levar à intoxicação e colocar a vida desta pessoa em risco”, completa Marina Arnoni.


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