Criança pode fazer exame de raio-X? Tire suas dúvidas

É importante saber qual é a dose de radiação que o exame emite e que ela varia de acordo com o tamanho da criança


Seu filho (a) precisa fazer um exame de raio-x ou uma tomografia computadorizada e você não sabe se isso pode trazer alguma complicação para o seu desenvolvimento? Não se preocupe… é natural ficar preocupado diante dos exames que usam a radiação para diagnósticos.

Por isso, o médico pediatra Filipe Maia, gestor da clínica de diagnóstico por imagem São Judas Tadeu, em Minas Gerais, vai nos ajudar a entender como proceder nesses casos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição da população em geral à radiação aumentou nas últimas quatro décadas. Esse acréscimo se deu sobretudo a procedimentos médicos. Somente nos Estados Unidos 11% deles são realizados em crianças.

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Foto: depositphotos

A preocupação surge, pois, de fato é notória a atenção das pessoas em relação à radiação emitida por fornos micro-ondas e celulares, mas se fala pouco sobre os efeitos dos raios-X, principalmente em crianças em desenvolvimento.


Para o pediatra Filipe Maia, esses exames devem ser feitos com parcimônia. “O exame clínico é fundamental e, na maioria das vezes, é suficiente para definir o diagnóstico do paciente. Se, depois de um bom exame clínico, o médico julgar necessário solicitar um exame de imagem para concluir o diagnóstico, ele fará isso de forma coerente. Isso vale para pacientes adultos e pediátricos”.

Portanto, se o seu filho (a) caiu, bateu a cabeça ou sente dores em algumas regiões do corpo, você deve levá-lo a um especialista e, se preciso for, submetê-lo aos procedimentos recomendados pelo médico. Mas, vale lembrar que é importante saber qual é a dose de radiação que determinado exame emite e ter consciência que a dose varia de acordo com o tamanho da criança.

Tire suas dúvidas com o médico

“Os pais devem se sentir sempre à vontade para perguntar ao médico solicitante tudo o que quiserem saber sobre a escolha de determinado procedimento, como a dose de radiação que será ajustada, eventuais riscos de curto e médio prazo, especificidades de cada exame que a criança terá de fazer, bem como a forma ideal de preparo em cada etapa. Vale lembrar, que a dose usada no exame de uma criança de cinco anos é bem diferente daquela usada num bebê de colo”, alerta Filipe Maia.

Na hora de realizar o raio-X em crianças é preciso também anotar todas as informações para uso posteriores, como o tempo de aplicação, o tamanho das doses, tipo, entre outras características, pois “só assim será possível controlar melhor o nível de radiação a que a criança foi exposta e dimensionar seus possíveis efeitos”, explica o pediatra.


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