Conheça as doenças provocadas pela obesidade durante a gravidez

Toda mulher engorda na gravidez. Mas, se ela já possui peso acima da média estabelecida pela OMS, deve ficar atenta


A gravidez, sem dúvida, é um período marcante para toda mulher. Além da maravilha de gerar um ser dentro do próprio corpo, o contexto exige cuidados com a saúde feminina. São inúmeros exames, consultas, preocupações e diagnósticos.

Alguns problemas de saúde da mãe podem afetar o filho ainda na barriga. Um deles é a obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é quando ocorre o acúmulo excessivo de gordura no corpo.

Para saber se a pessoa se enquadra nesse perfil, é preciso calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), que é a divisão do peso do paciente pela altura elevada ao quadrado.

Segundo a OMS, para pessoas normais o resultado deve variar entre 18,5 e 24,9. Já para ser considerada obesa, o indivíduo precisa apresentar IMC acima de 30.

Conheça as doenças provocadas pela obesidade durante a gravidez

Foto: depositphotos

Durante a gravidez, é natural que a mulher engorde. Entretanto, se a mulher já possui um peso acima da média estabelecida pela Organização Mundial da Saúde, ela deve ficar atenta para as seguintes consequências:

Pré-eclâmpsia

O excesso de peso da mãe pode provocar um distúrbio chamado pré-eclâmpsia. Ele causa uma disfunção nos vasos sanguíneos, causando o aumento da pressão arterial, acima de 14 por 9 mmHg. Os sintomas podem aparecer já a partir da 20ª semana de gestação.

A eclampsia é um tipo de convulsão que pode prejudicar a mãe e o bebê. A condição de “pré” estabelece um cuidado intensivo com a gestante e o seu bebê.

Diabete Gestacional

A mamães que estão acima do peso correm o risco de desenvolver a diabete gestacional, ou seja, mesmo que a mulher não tenha essa doença, ela pode aparecer somente durante o período gestacional.


Para descobrir a presença da disfunção é necessário fazer um exame de glicemia. Se o resultado for abaixo de 85 mg/dl, não há diabete. Caso o número varie entre 85 e 125 mg/dl, a grávida é incluída em um grupo de risco.

Mas, caso a glicose fique acima de 126 mg/dl é um forte indicativo da presença da doença. Vale lembrar que para a medição correta do índice glicêmico a mulher precisa estar em jejum há quatro horas.

Baixa Imunidade

Pesquisas relacionadas à saúde do bebê ainda dentro do útero revelaram que a obesidade da mãe pode prejudicar o sistema imunológico da criança mesmo antes dele começar a se formar.

Isso acontece, pois, as células de defesa do organismo ficam mais fracas para combater bactérias que podem invadir o organismo, causando alergias ao futuro neném e, até, problemas cardíacos.

Risco de Parto Prematuro

Tanto a diabete como a pré-eclâmpsia podem provocar o parto prematuro. Todavia, a obesidade desacompanhada dessas doenças também pode causar o nascimento do bebê antes da hora.

Alguns cientistas defendem que o risco é ainda maior na primeira gravidez das mulheres que estão acima do peso. Por isso, o ideal é que a mulher procure o médico para perder peso antes de engravidar.

Cardiopatia e Obesidade infantil

Mesmo depois de nascer, os filhos de obesas podem carregar a herança de doenças maternas. Como por exemplo, problemas cardiovasculares que podem se apresentar ainda na infância e se prolongarem até a vida adulta.

Os médicos afirmar que os recém-nascidos já podem apresentar o colesterol elevado após algumas horas depois do seu nascimento, caso a mãe também apresente índices altos de gordura no sangue. Outro fator relevante é que a obesidade infantil tende a ser mais observada nas mães que ultrapassaram o índice de Índice de Massa Corporal (IMC) antes ou durante a gravidez.


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