Condicionar o cérebro é a melhor forma de emagrecer

O seu cérebro não percebe a perda de peso como um sucesso de beleza; mas como um grande perigo. O equilíbrio é o segredo


Certas atitudes e decisões que aparece na vida das pessoas, depende, muitas vezes, de fatores psíquicos. Afinal de contas, o cérebro é o grande responsável por controlar as emoções e a forma com que as pessoas enxergam a vida.

Partindo desse pressuposto, não é nenhuma descoberta do século entender que todas as atitudes que as pessoas tomam está relacionado com ele.

Um caso bem simples é a condição de vida que você resolve seguir: praticar exercícios físicos, seguir uma alimentação regrada, abrir mão de alguma coisa por saber que ela pode prejudicar a saúde e daí por diante. Quanto as dietas de emagrecimento, o cérebro também apresenta interferência, já que está relacionada ao objetivo que quer se alcançar e a uma readequação que ele não está acostumado.

Condicionar o cérebro é a melhor forma de emagrecer

Foto: depositphotos

Pensando nesses fatores, a nutricionista e doutora em Endocrinologia pela USP (Universidade de São Paulo), Sophie Deram, afirma que o peso das dietas traz uma nova maneira de ver a nutrição. “Não fazê-las é o caminho para viver com qualidade e com o peso saudável”. Ela parte do pressuposto de uma pesquisa, baseado em estudos científicos que vem para ensinar e alertar sobre o perigo das dietas.

A visão

O corpo não é controlado com tanta facilidade, não é uma questão só de força de vontade e conhecimento de nutrição ou suplementos. É preciso aprender a escutá-lo, a senti-lo, a entendê-lo e respeitá-lo para mostrar a ele que está bem e não sob um ataque ou vivendo em uma época com falta de alimentos, assim ele não precisa armazenar gordura para se proteger.


Quanto mais as pessoas tentam controlar e obrigar o corpo a ir num caminho que não é o equilíbrio e que leva ao risco de alterar a saúde, mais vai assustar o corpo e o cérebro! E com isso ainda ter flutuações de humor e ganho de peso. “Estamos cada vez mais em guerra com o corpo. Em vez de cuidar dele da melhor maneira possível, tentamos obrigá-lo a seguir numa direção que ele muitas vezes não quer ir, porque sabe que não é a direção mais saudável”.

Sobre o trabalho

Com uma abordagem inédita, Sophie foi a fundo em todas as pesquisas feitas sobre o tema nos últimos anos e chegou a uma conclusão: os famosos regimes podem até funcionar no começo, mas cerca de 90% ou 95% das pessoas voltam ao peso inicial, ou até o ultrapassam.

A partir da abordagem da pesquisadora, o leitor vai aprender que isso acontece porque o cérebro não entende esta mudança repentina na alimentação como algo benéfico, pelo contrário. “O seu cérebro não percebe a perda de peso como um sucesso de beleza; percebe-a como um grande perigo, por isso, desenvolve mecanismos de adaptação para proteger você”, explica.

Partindo do estudo da nutrigenômica – a ciência que trata de como os alimentos conversam com os genes –, Sophie apresenta um método científico e revolucionário, em que a contagem de calorias e as restrições alimentares radicais ficam proibidas, ou seja, para emagrecer, nada de dieta. “Fazer uma dieta restritiva é uma das coisas que mais assusta e estressa o seu corpo e o seu cérebro”, ratifica a pesquisadora.

Não abrir mão

Para alcançar objetivos do tipo, emagrecer, Sophie acredita que abrir mão de alguns alimentos não é o caminho certo. O livro induz a sociedade a fazer uma reflexão sobre os riscos à saúde que podem ser provocados por regimes alimentares restritivos, além de fazer com que as crianças de hoje em dia já cresçam com um pensamento saudável. Ou seja, a educação alimentar interfere veementemente em toda a vida das pessoas.

É surpreendente se deparar com uma receita de bisteca de porco com shoyu e arroz num livro de uma nutricionista?! Para muitos, esta refeição, pode ser considerada um prato extremamente restrito, mas não para Sophie! “Quero mostrar o quanto é importante escutar seu corpo e não obrigá-lo a seguir numa direção que ele não quer!”, completa Sophie.


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