Como preservar a boa memória e evitar possíveis doenças

Entre as doenças relacionadas a memória estão: Alzheimer, Parkinson, demências vasculares, hidrocefalia e lesão cerebral


Existem vários tipos de doenças neurológicas que podem acometer a população, sobretudo com o avançar da idade ou desordem psíquica. Entre as mais comuns estão: Alzheimer, Parkinson, demências vasculares, hidrocefalia de pressão normal, lesão cerebral ou involução neurodegenerativa.

Para o médico e coordenador da Equipe de Neurologia Clínica do Hospital San Paolo, Maurício Lima Lobato, caso seja leve, a desmemoria pode ser considerada comum, afinal, todo ser humano esquece alguma coisa todos os dias. Mas como ter certeza de que o nível de esquecimento é algo normal ou um problema grave?

“Se o esquecimento for constante e prejudicar a interação com outras pessoas, o trabalho e os afazeres do dia a dia, é necessário procurar um médico neurologista e fazer exames de neuroimagem, laboratoriais e, em alguns casos, uma avaliação neuropsicológica”, explica o médico.

Como preservar a boa memória e evitar possíveis doenças

Foto: depositphotos

Ainda segundo o especialista, há pessoas que são naturalmente privilegiadas em termos de desempenho cognitivo, mas é possível melhorar essa função com alguns hábitos. “Algumas atitudes simples ajudam a proteger o indivíduo de eventuais deteriorações cognitivas ao longo da vida”, adianta Maurício Lima Lobato.

Como preservar a memória

Entre as atitudes simples citadas pelo médico, a grande maioria delas estão ao alcance de qualquer pessoa. Por isso, vale a pena conhecê-las para passar a incorporá-las no dia-a-dia, prevenindo o possível aparecimento de problemas de memória.


O médico diz que, para manter uma mente saudável e otimista, o ideal é “praticar regularmente atividades físicas, ter uma alimentação balanceada, nutritiva e rica em vitamina B12”. Nesse caso, vale a pena fazer uma reeducação alimentar, procurando sempre o melhor para o corpo, seja a curto ou longo prazo.

A vitamina B12, por exemplo, pode ser encontrada em maior quantidade nas proteínas animais, principalmente no fígado, carne bovina, leite e ovos. Outros alimentos que ajudam a fortalecer o sistema cognitivo são os ricos em vitamina B1, como ervilhas, nozes, cereais integrais, arroz integral e verduras amargas.

Depois da parte alimentar, existem outras formas que também podem ajudar na conservação da boa memória. Essas porém, podem ser incluídas com mais facilidade na vida das pessoas, já que estão relacionadas ao entretenimento e diversão. “Fortalecer o intelecto com leitura, filmes e música são atitudes que ajudam a proteger o indivíduo de eventuais deteriorações cognitivas ao longo da vida”, acrescenta Maurício Lima Lobato.

Comprovação de dados

Uma pesquisa global realizada em 2014 pela GE Healthcare concluiu que três em cada quatro pessoas gostariam de saber se têm algum problema neurológico, mesmo que não haja cura. O motivo principal por tanto interesse é simples: saber com antecedência para buscar maneiras de gerenciar os sintomas da doença.

Dez mil pessoas, de dez diferentes países – entre eles, Austrália, China, Japão, Reino Unido e Estados Unidos -, foram ouvidas durante o levantamento, mas ninguém se mostrou tão interessado quanto os brasileiros: 91% dos entrevistados no Brasil gostariam de ter um diagnóstico precoce sobre problemas de memória.

Esse percentual justificou a vontade para, por exemplo, adiantar o gerenciamento do problema, mudar o estilo de vida a fim de abrandar os impactos, passar mais tempo com a família e até para, simplesmente, ter paz de consciência.


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