Beldroega – propriedades desta planta

Por João Silva

Beldroega

Imagem: Reprodução

A Beldroega é uma planta de origem européia e com incidência no Brasil, Uruguai e Argentina. É utilizada na preparação de saladas, pois possui o sabor semelhante ao espinafre e não é tóxica ao homem.

Seu uso medicinal vem sendo muito discutido, já que a planta apresenta propriedades benéficas no tratamento de acidentes domésticos e cura de órgãos comprometidos.

Características da planta

A planta da Beldroega vive mais de um ano e tem crescimento rápido, chegando a medir 30 cm de altura, é rasteira com folhas espessas e carnudas e flores amarelas pequenas de cinco pétalas, muitas vezes é considerada como uma erva-daninha, pois é comum brotar em plantações e cultivos, já que se desenvolvem muito bem em climas temperados, solos drenados e a sol aberto, também encontrada em quintais, calçadas e terrenos abertos. Pode ser conhecida pelos nomes de portulaca, porcelana, salada-de-negro, caaponga e beldroega-da-horta. Esse último nome a discrimina das outras plantas de sua família, a Portulacaceace composto por outras ervas como a planta Onze-horas e Língua-de-vaca.

Seu uso na culinária teve início na Europa, Ásia e México, usada em saladas, para refogar outros vegetais em azeite de oliva e no preparo de sopas e guisados. A planta é rica em substâncias como ômega 3, vitamina A, B, C, minerais como magnésio, cálcio, potássio, ferro e o pigmento carotenoide, responsável pela cor avermelhada do caule da planta. É rica em glicose, frutose e sacarose. A erva é eficaz no tratamento de doenças da bexiga, colesterol, olhos, rins, vermes e vias urinárias, sendo um ótimo remédio diurético, emoliente, emenagogo, laxativo, antiinflamatório e estanca o sangue de hemorragias gengivais.

Uso

É possível utilizar as folhas, sementes e talos da planta aplicando em:

  • Sucos: o suco das folhas de beldroega pode ser utilizado para tratar inflamações oculares, queimaduras, eczemas, erisipelas, calvície, entre outros. Sendo diretamente aplicado na área afetada, não ingerido, apenas ingerido no caso de problemas do fígado, bexiga e rins.
  • Chá: usado de forma diurética.
  • Sementes: quando ingeridas, combatem vermes intestinais.

Os talos e as folhas machucados, podem ser aplicados sobre queimaduras e feridas, pois aliviam a dor e aceleram o processo de cicatrização.

As crianças podem consumir a erva em forma de salada.