Aproveite o verão sem se preocupar com as doenças de pele

135 mil novos casos de câncer de pele são registrados por ano no País. É o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros


A estação mais gostosa do ano exige alguns cuidados. Durante o verão é uma delícia tomar banho de piscina, mar, frequentar parques e outros ambientes ao ar livre, mas diante de tanta diversão não podemos esquecer de proteger a nossa pele dos efeitos nocivos do sol.

Eles são inúmeros. E o dermatologista Marcus Maia, professor doutor da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, responde algumas questões fundamentais ligadas ao tema.

1. O maior problema de se expor ao sol é o câncer de pele?

Sem dúvidas. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, são registrados cerca de 135 mil novos casos de câncer de pele por ano no País. Dentro todos os tipos de câncer, ele é o mais comum entre os brasileiros. Mas não existem muitos outros problemas que podem ser causados pelo excesso de exposição: envelhecimento precoce da pele, queimaduras e insolação.

Médico dá dicas para aproveitar o verão sem se preocupar com as doenças de pele

Foto: depositphotos

2. Quais os grupos de maior risco?

Pessoas com pele, cabelo e olhos claros e com sinais e sardas são as principais vítimas de problemas dermatológicos por conta da temperatura. Além deles, as crianças com qualquer tipo de pele também fazem parte do grupo de risco.


3. O histórico familiar me coloca no grupo de risco?

Sim. É importante desde cedo você saber o histórico patológico da sua família. Se você tem casos de câncer de pele deve saber que, independente de possuir pele mais clara está incluso (a) possui esse fator de risco.

4. O uso do filtro solar é suficiente?

O filtro solar é muito importante para todas as pessoas, principalmente as que compõem o grupo de risco, entretanto para elas ainda é recomendado o uso de chapéus para proteger o couro cabeludo, as orelhas, pescoço e rosto, além de roupas com proteção contra raios UVA e UVB para esconder do sol os braços, costas e barriga.

5. Posso usar o guarda-sol como defesa?

Ele não é suficiente, principalmente quando o dia está com o sol bem aberto ou mesmo em dia mais fechado. O dermatologista explica melhor: “o mormaço queima quase a mesma coisa que o sol, pois as nuvens claras não têm força suficiente para proteger dos raios ultravioleta. Por isso, não basta ficar em baixo de guarda-sol. É importante lembrar que a luz é refletida na areia e queima praticamente da mesma forma. As pessoas não devem abrir mão da utilização do filtro solar”.

6. O filtro solar deve ser aplicado quantas vezes?

Isso vai depender do tempo de exposição ao sol. Mas fique atento (a): “o simples fato de entrar na água já faz com que você perca cerca de 50% da proteção do filtro solar. Então, o ponto principal é reaplicar corretamente a cada uma hora e sempre que sair da água”, explica o médico Marcus Maia.

7. Sou negro (a), preciso também seguir essas recomendações?

A pele com mais melanina tende a ter uma proteção natural aos raios solares e uma propensão menor a desenvolver o câncer de pele, por exemplo. Ainda assim é preciso fazer uso do protetor solar e outros acessórios que auxiliam na proteção.


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